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Pais compram objetos para os filhos por necessidade ou desejo?

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Muitos pais compram objetos para os filhos mais por desejo do que por uma necessidade do filho. Esse fato retrata os resultados de pesquisas que comprovam que 30% apenas das pessoas compram por necessidade e 70% compram por desejo. E porque será que isso acontece?

Existem vários gatilhos mentais utilizados para que os pais comprem esses objetos para os filhos, vou citar alguns desses: reciprocidade prova social, escassez, autoridade, carisma ou conexão entre outros.

 Mas o gatilho mental mais usado atualmente pelas empresas para que os filhos induzam os pais a fazerem compras por desejo e não por necessidade é o gatilho mental da prova social. Eu vou descrever um exemplo. 

 Uma jovem está precisando de uma calça nova e vê na televisão em um programa de domingo uma cantora utilizando uma calça de uma determinada marca mundialmente famosa que custa R$ 1.800,00 reais. A jovem comenta com a mãe que está precisando de uma calça nova e que amou a calça que a tal cantora estava usando. A mãe para agradar a filha faz a compra dessa determinada calça que a cantora estava utilizando no valor de R$ 1.800,00 reais dessa marca famosa.

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  Agora reflita comigo pais:

  Necessidade: Seria necessário a filha possuir uma calça nova independentemente do valor.

Desejo: A compra da calça que a cantora estava utilizando pelo valor de R$1.800,00 reais.

A prova social está aplicada no uso da calça por uma pessoa famosa, poderia ser um jogador de futebol, um piloto, um ator, um influenciador digital, ou seja, pessoas que tem fãs têm seguidores, tem público. Se fulano usa, muitas pessoas vão desejar ter, vão comprar, e se muitas pessoas estão usando, logo, eu também desejo ter, para poder me sentir inserido na sociedade, no grupo, na galera.

 O exemplo que citei foi simbólico e você pode até estar questionando o valor, dizendo, nossa, mas esse valor é surreal, não mostra a realidade. Pode até ser que esse valor seja bem acima da renda média da maior parte da população brasileira. Mas seja sincero, alguma vez, você já pagou por algo muito caro só para agradar, como um celular, um vídeo game?

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Analise se agiu por influência do marketing das empresas, se agiu por remorso ou culpa por não ter muito tempo para acompanhar o crescimento dos filhos, por isso tenta recompensar com coisas materiais ou se realmente comprou movido pela necessidade de utilização daquele produto ou serviço.

          Refletiu agora, então me responda, você compra os objetos para seus filhos mais por necessidade ou desejo?

Se for mais por desejo, comece a anotar todas as compras que faz e veja se isso não está sabotando a sua vida financeira. No caso contrário, se for apenas por necessidade, considere anotar os desejos da sua família e se programar para atender, realizar aos poucos, os desejos de cada um.  Nem oito, nem oitenta, busque o autoconhecimento, o equilíbrio e bom senso.

Esse tema é importante ser abordado para que haja uma real reflexão sobre como estamos criando os nossos filhos, mimando demais ou sendo rígidos demais.

Fabrício Mello Frigini Teixeira
Professional Coach, Coach de Vida, Analista Comportamental D.I.S.C e Palestrante.

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Como diferenciar Autismo e TDAH – Artigo escrito pela neuropsicóloga gabrielense Jéssica Pereira Pelissari Oliveira

O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e o Transtorno do Espectro Autista (TEA) são condições do neurodesenvolvimento que frequentemente geram dúvidas entre pais, educadores e até mesmo profissionais. Isso acontece porque ambos podem apresentar dificuldades de atenção, interação social e desafios no ambiente escolar. No entanto, apesar de algumas semelhanças, existem diferenças importantes entre eles.

O TDAH é caracterizado principalmente por dificuldades relacionadas à atenção, impulsividade e hiperatividade. Pessoas com TDAH costumam apresentar desorganização, dificuldade para concluir tarefas, esquecer compromissos e ter problemas para manter o foco em atividades que consideram pouco interessantes. Em contrapartida, quando encontram algo que desperta grande interesse, podem apresentar o chamado hiperfoco, permanecendo concentradas por longos períodos naquela atividade específica.

Já no autismo, além das dificuldades na interação social e na comunicação, é comum observar comportamentos mais rígidos e interesses restritos. Muitas pessoas com TEA apresentam necessidade de previsibilidade, resistência a mudanças e sofrimento diante de situações que fogem daquilo que esperavam ou planejaram. Essas características podem ser percebidas em brincadeiras, rotinas e relações sociais.

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Outra diferença importante está na forma como ocorre a interação social. A pessoa com TDAH geralmente deseja se relacionar e participar das atividades sociais, mas sua impulsividade, dificuldade em esperar a vez ou controlar comportamentos pode gerar conflitos e afastamento dos colegas. No autismo, por outro lado, frequentemente existem dificuldades relacionadas à compreensão das regras sociais, da reciprocidade nas interações e da chamada atenção compartilhada, habilidade fundamental para a construção das relações interpessoais.

Embora apresentem características distintas, TDAH e autismo podem coexistir no mesmo indivíduo, tornando a avaliação especializada ainda mais importante. Um diagnóstico preciso permite compreender as necessidades específicas de cada pessoa e direcionar intervenções mais eficazes.

Na Clínica Evoluta, a avaliação neuropsicológica é realizada com rigor científico, embasamento técnico e olhar individualizado para cada paciente. O processo permite identificar de forma detalhada o funcionamento cognitivo, emocional e comportamental, contribuindo para diagnósticos mais precisos e intervenções adequadas às necessidades de cada indivíduo. A avaliação neuropsicológica é realizada na Clínica Evoluta, em São Gabriel da Palha.

Foto: Arquivo Pessoal

Jéssica Pereira Pelissari Oliveira – CRP 16/5835

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Psicóloga, neuropsicóloga e especialista em desenvolvimento infantil, Jéssica Pereira Pelissari Oliveira possui sólida formação e atuação voltada à avaliação e intervenção nos transtornos do neurodesenvolvimento. É pós-graduada em Neuropsicologia, Terapia Cognitivo-Comportamental na Infância e Adolescência Intervenção ABA aplicada ao TEA ao DI.

É especialista em Neuropsicologia reconhecida pelo Conselho Federal de Psicologia. Atua como idealizadora e diretora da Clínica de Desenvolvimento Infantil Evoluta, localizada em São Gabriel da Palha/ES, referência no atendimento multidisciplinar a crianças e famílias. É ainda coautora do livro Vozes da Neurodiversidade, obra que contribui para a ampliação do conhecimento e da conscientização sobre o neurodesenvolvimento e a inclusão.

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