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Ackilla Nayhara Vechi - ES1.com.br

Estrelas – poema escrito pela gabrielense Ackilla Nayhara Vechi

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Foto: pixabay

Somos embelezados sempre que nos permitimos descobrir as aventuras da vida.
Há tanto lá fora, ao raiar do dia somos surpreendidos por uma sensação boa do quente solar a tocar nossa pele, é um gesto generoso de Deus.
Assim foram suas primeiras palavras no comando, entoando assim: “ Faça-se a luz”, e assim ela surgiu.
No que restou das trevas, ele então ordenou que o brilho fosse menos intenso, e suave o suficiente para que cintilantes estrelas pudessem morar.
Mais uma vez outro gesto de carinho conosco, pois ao cair da noite a profundidade bonita e toda pontilhada de brilhos esta lá para nos cobrir delicadamente, inclusive, é de onde alguns de nós tiram suas inspirações.
É imenso e reluzente, dá vontade de partir em sua direção e alcançar com as mãos humanamente insanas uma estrelas daquelas.
Apenas imagine, e sonhe se puder, ao fim do texto feche seus olhos.
Sinta o que tão perto está de você, as estrelas de Deus.
Estrelas suaves e sublimes, feitas para que você possa tentar sentir, tocar ou até contar, como preferir.
Se conseguir até lá chegar, leve com você de recordação apenas o que puder carregar.
Nem de menos, nem a mais, só o que for essencial.

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Autora: Ackilla Nayhara Vechi
E-mail: [email protected]
Tel.: 27 99512-2802

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O não alcançado – poema escrito pela gabrielense Ackilla Nayhara Vechi

O não alcançado

Um quase afeto.

Um quase afago.

Um quase: “eu te quero”, ou um quase: “só estou desesperado”.

Um quase amor.

Um quase laço, super bem feito e muito entrelaçado.

Um quase interesse latente, que como uma serpente, serpenteou e foi embora.

Uma quase dor de um amor que sequer começou.

Uma ligeira superação de uma quase emoção que não vingou.

Um quase abraço apertado e bem dado, com gosto de lar para repousar e se possível até morar.

Um quase perfeito caminho que nos direcionava para as estrelas, mesmo estando com os pés firmados ao chão.

Um quase acordo de sentimentos mútuos que se estabeleceria assim que nossos olhares se cruzassem.

Um quase descompasso do coração ao sentir a sua presença, sua aproximação inconfundível entre os demais.

Um quase cumprimento tão cheio de vida, que faria florescer até a mais rara flor em terreno árido e infértil, um verdadeiro substrato da alma.

Certamente uma quase história bem vivida, colorida e rica em detalhes de paixão.

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Certamente o quase ficou bem no meio de ambos, quase mesmo seria a tragédia que se desenrolaria nas cenas dos capítulos que quase existiram.

Quase uma decisão, quase uma brutal paixão.

Quase uma escolha, escolha essa que foi feita e a seguir desperdiçada, e mais a seguir ainda renunciada.

Não é prudente se contentar com pouco, com aquilo que não se faz esforço e que se desmancha em meio as falas contraditórias.

Certamente se houve um quase em sua vida, significa que você se encontra na encruzilhada da dúvida e certeza ao mesmo tempo.

É chegada a hora de fazer escolhas, trazer convicções a esse coração.

Não tenha medo de frear o que não te serve e não te cabe mais, vista-se de coragem.

Perdoe e deixe ir essas quase memórias.

Liberte esse grito amordaçado, entalado na garganta.

Apenas vou partir em busca dos melhores caminhos, nada poderá me impedir.

Pois seu olhar já não me causa mais emoção, apenas estranhamento, é como um véu pintado de preto feito venda para cobrir meus olhos, de maneira que a luz jamais atravesse.

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Entre os fragmentos de alegrias e tristezas,

Angústias e euforia,

Vitórias e derrotas, eu escolho entregar tudo ao vento.

Para dar lugar ao alento, e cicatrizar feridas persistentes.

Aproximar.

Acreditar.

Ressignificar.

Ainda são ações que funcionam em uma alma rasurada como a que vos fala.

Só fique atento, e não ansioso.

Pois é com bom gosto que apreciamos a arte de amar e ser amado.

Autora: Ackilla Nayhara Vechi (Gabrielense)

E-mail: [email protected]

Tel.: 27 99512-2802

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