conecte-se conosco


Artigos - ES1.com.br

Como diferenciar Autismo e TDAH – Artigo escrito pela neuropsicóloga gabrielense Jéssica Pereira Pelissari Oliveira

Publicado em

O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e o Transtorno do Espectro Autista (TEA) são condições do neurodesenvolvimento que frequentemente geram dúvidas entre pais, educadores e até mesmo profissionais. Isso acontece porque ambos podem apresentar dificuldades de atenção, interação social e desafios no ambiente escolar. No entanto, apesar de algumas semelhanças, existem diferenças importantes entre eles.

O TDAH é caracterizado principalmente por dificuldades relacionadas à atenção, impulsividade e hiperatividade. Pessoas com TDAH costumam apresentar desorganização, dificuldade para concluir tarefas, esquecer compromissos e ter problemas para manter o foco em atividades que consideram pouco interessantes. Em contrapartida, quando encontram algo que desperta grande interesse, podem apresentar o chamado hiperfoco, permanecendo concentradas por longos períodos naquela atividade específica.

Já no autismo, além das dificuldades na interação social e na comunicação, é comum observar comportamentos mais rígidos e interesses restritos. Muitas pessoas com TEA apresentam necessidade de previsibilidade, resistência a mudanças e sofrimento diante de situações que fogem daquilo que esperavam ou planejaram. Essas características podem ser percebidas em brincadeiras, rotinas e relações sociais.

leia também:  Quando a escola fere! Racismo - Memórias, marcas e reconstrução identitária – Artigo escrito pela pedagoga gabrielense Rubiani de Fátima Roque

Outra diferença importante está na forma como ocorre a interação social. A pessoa com TDAH geralmente deseja se relacionar e participar das atividades sociais, mas sua impulsividade, dificuldade em esperar a vez ou controlar comportamentos pode gerar conflitos e afastamento dos colegas. No autismo, por outro lado, frequentemente existem dificuldades relacionadas à compreensão das regras sociais, da reciprocidade nas interações e da chamada atenção compartilhada, habilidade fundamental para a construção das relações interpessoais.

Embora apresentem características distintas, TDAH e autismo podem coexistir no mesmo indivíduo, tornando a avaliação especializada ainda mais importante. Um diagnóstico preciso permite compreender as necessidades específicas de cada pessoa e direcionar intervenções mais eficazes.

Na Clínica Evoluta, a avaliação neuropsicológica é realizada com rigor científico, embasamento técnico e olhar individualizado para cada paciente. O processo permite identificar de forma detalhada o funcionamento cognitivo, emocional e comportamental, contribuindo para diagnósticos mais precisos e intervenções adequadas às necessidades de cada indivíduo. A avaliação neuropsicológica é realizada na Clínica Evoluta, em São Gabriel da Palha.

Foto: Arquivo Pessoal

Jéssica Pereira Pelissari Oliveira – CRP 16/5835

leia também:  Um pouco de noções de raça, racismo e etnia

Psicóloga, neuropsicóloga e especialista em desenvolvimento infantil, Jéssica Pereira Pelissari Oliveira possui sólida formação e atuação voltada à avaliação e intervenção nos transtornos do neurodesenvolvimento. É pós-graduada em Neuropsicologia, Terapia Cognitivo-Comportamental na Infância e Adolescência Intervenção ABA aplicada ao TEA ao DI.

É especialista em Neuropsicologia reconhecida pelo Conselho Federal de Psicologia. Atua como idealizadora e diretora da Clínica de Desenvolvimento Infantil Evoluta, localizada em São Gabriel da Palha/ES, referência no atendimento multidisciplinar a crianças e famílias. É ainda coautora do livro Vozes da Neurodiversidade, obra que contribui para a ampliação do conhecimento e da conscientização sobre o neurodesenvolvimento e a inclusão.

Artigos - ES1.com.br

A geração mais informada sobre saúde pode estar vivendo pior – Artigo escrito pelo educador físico gabrielense Gabriel Costa de Andrade

gabriel costa

Nunca tivemos tanto acesso à informação sobre saúde. Em poucos segundos, qualquer pessoa encontra vídeos sobre alimentação, treino, sono, suplementação e prevenção de doenças. Ainda assim, cresce o número de pessoas sedentárias, com excesso de peso, ansiedade e doenças crônicas.

Como isso é possível?

A resposta pode estar em um paradoxo do nosso tempo: informação não gera transformação. O conhecimento está disponível, mas colocá-lo em prática continua sendo um desafio.

Vivemos cercados por conteúdos que prometem resultados rápidos. A cada semana surge uma nova dieta, um novo treino “milagroso” ou um suplemento apresentado como solução definitiva. Enquanto isso, os princípios que realmente funcionam. Alimentação equilibrada, prática regular de exercícios, sono adequado e constância acabam perdendo espaço para a busca por atalhos.

Outro problema é o excesso de informação. Quando tudo parece importante, muitas pessoas ficam paralisadas. Há quem passe horas assistindo vídeos sobre treino, mas não consiga manter três sessões de musculação por semana. Há quem conheça todos os benefícios da atividade física, mas não consiga transformar esse conhecimento em rotina.

leia também:  Pais compram objetos para os filhos por necessidade ou desejo?

Além disso, a tecnologia trouxe conforto, mas também reduziu o movimento. Trabalhamos sentados, pedimos comida por aplicativos, fazemos compras sem sair de casa e passamos boa parte do dia olhando para uma tela. Nunca foi tão fácil evitar o esforço físico.

Isso não significa que a informação seja o problema. Pelo contrário. O acesso ao conhecimento é uma das maiores conquistas da sociedade moderna. O verdadeiro desafio é transformar informação em ação.

Não precisamos aprender mais uma dieta da moda ou descobrir o treino perfeito. Precisamos aplicar, de forma consistente, aquilo que a ciência já demonstra há décadas: mover o corpo regularmente, desenvolver força muscular, alimentar-se com equilíbrio, dormir bem e manter esses hábitos ao longo da vida.

A saúde não melhora porque você salvou um vídeo nas redes sociais. Ela melhora quando você decide levantar do sofá, treinar, caminhar, preparar uma refeição melhor e repetir esse processo na semana seguinte.

Talvez a maior carência da nossa geração não seja de informação. Seja de constância.

leia também:  Quem não cuida do corpo cedo, paga a conta tarde – Artigo escrito pelo educador físico gabrielense Gabriel Costa de Andrade

Porque, no fim das contas, saber o que fazer nunca foi tão fácil. Difícil continua sendo fazer.

Foto: Arquivo Pessoal

Gabriel Costa de Andrade

Licenciado e Bacharel em Educação Física – CREF: 012721

Visualizar

MAIS LIDAS DA SEMANA

error: Conteúdo protegido!!