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Oficina de orientação a projetos selecionados em edital da Secult

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Os 23 projetos selecionados no edital da Secretaria de Estado da Cultura (Secult) para projetos de cultura e arte para os serviços de convivência e fortalecimento de vínculo participaram, na última sexta-feira, 21, de uma oficina de alinhamento. O objetivo foi promover uma apresentação dos projetos selecionados, contribuindo para o alinhamento entre premiados e os técnicos de referência da assistência social nos territórios.

O edital foi realizado em parceria com a Secretaria de Trabalho, Assistência e Desenvolvimento Social (Setades), no fomento ao reconhecimento e incentivo das ações de formação artística e cultural desenvolvidas pela sociedade civil nos bairros do Ocupação Social, tendo como público alvo os usuários dos serviços de convivência e fortalecimento de vínculos, do programa de erradicação do trabalho infantil, jovens em cumprimento de medidas socioeducativa em meio aberto e outros atendidos nos bairros.

Ao todo, foram selecionados 23 projetos, que receberão cada um o prêmio de R$ 38.000,00 para a realização das atividades.

A secretária da Setades, Andrezza Rosalém, lembra que iniciativas como essa, por meio do incentivo artístico, cultural ou profissional, são capazes de transformar a vida do cidadão. “A expectativa é que os projetos selecionados contribuam com a integração de crianças, adolescentes e jovens residentes nos bairros do Ocupação Social e atendidos pela assistência social, em projetos de cultura e arte, aos quais não teriam acesso sem o edital. Dessa forma, esperamos trabalhar a autoestima e resgatar a interatividade com a família e a comunidade, bem como fomentar uma nova visão de fonte de renda, através dessas iniciativas”.

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Os representantes dos projetos selecionados trabalharam junto aos técnicos da assistência social para o desenvolvimento de estratégias de mobilização, para a inscrição nas oficinas e divulgação dos projetos nas comunidades.

Victoria Helena Aguiar foi uma das proponentes que teve seu projeto selecionado. As atividades serão desenvolvidas nos bairros Boa Vista I e II, em Vila Velha, com oficinas de fotografia, tranças africanas e artesanato. “Estamos muito empolgados, Boa Vista anda meio parado e queremos levar cultura para os jovens, ajudar a movimentar o bairro e contribuir para que eles interajam e explorem a criatividade. A gente vai ensinar, mas com certeza também vamos aprender muito com cada um dos jovens que vão participar das nossas oficinas”.

 

Assessoria/Secom-ES

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Projeto de R$ 20 bi da Ferrogrão ganha sinal verde para ligar Sinop a Miritituba

O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou um dos impasses mais arrastados da infraestrutura nacional ao declarar a constitucionalidade da Lei 13.452/2017, norma que reduziu os limites do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, para permitir a implantação da Ferrogrão (EF-170). Por um placar de 9 votos a 1, o veredito joga por terra o principal obstáculo jurídico que mantinha congelado o projeto de 933 quilômetros de trilhos, planejado para ligar Sinop, no norte de Mato Grosso, ao porto fluvial de Miritituba, no Pará.

A decisão foi recebida pelo agronegócio como um marco regulatório essencial para atrair os R$ 20 bilhões em investimentos privados necessários para tirar a obra do papel. Sob a perspectiva macroeconômica, a Ferrogrão é vista como o eixo de ruptura da dependência crônica do modal rodoviário na BR-163, com potencial para reduzir em até 20% o custo do frete de commodities agrícolas, como soja e milho, ampliando a competitividade do produto brasileiro no mercado externo.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que atuou no processo, aponta que as regiões Norte e Centro-Oeste concentram atualmente cerca de 70% da produção nacional de grãos, mas os portos do Arco Norte escoam apenas 34% desse volume. A consolidação da ferrovia deve acelerar o redirecionamento desse fluxo, aliviando o gargalo logístico dos portos das regiões Sul e Sudeste, como Santos (SP) e Paranaguá (PR).

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O julgamento foi balizado pelo voto do relator, o ministro Alexandre de Moraes, que rechaçou os argumentos de descumprimento de salvaguardas ambientais apresentados na ação original do PSOL. Moraes argumentou que o texto legal previu a devida compensação ecológica pela redução da unidade de conservação e destacou que o traçado ferroviário não intercepta terras indígenas homologadas, situando-se a quatro quilômetros da reserva mais próxima, a Terra Indígena Praia do Mangue.

O julgamento, que havia sido interrompido no ano passado, foi concluído com o voto do ministro Flávio Dino. Ao acompanhar o relator, Dino propôs condicionantes para a execução do projeto, determinando que qualquer alteração futura no perímetro da ferrovia não poderá afetar áreas indígenas em um raio de 250 quilômetros, além de defender que as comunidades tradicionais sejam ressarcidas ou tenham participação nos lucros caso sejam registrados impactos socioambientais imprevistos.

O único voto divergente foi do ministro Edson Fachin, que considerou inconstitucional a alteração de reservas ambientais por meio de Medida Provisória, rito utilizado na origem do projeto durante o governo de Michel Temer.

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Com o desfecho na Suprema Corte, o projeto da Ferrogrão sai da arena jurídica e ingressa na fase de viabilidade técnica. O Ministério dos Transportes informou que aguarda a conclusão da análise de modelagem de concessão e matriz de riscos pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para estruturar o edital de leilão.

Lideranças do setor produtivo, como a Aprosoja Brasil, avaliam que a segurança jurídica conferida pelo STF deve acelerar o crivo da Corte de Contas, posicionando a ferrovia como um dos principais ativos de infraestrutura para captação de capital estrangeiro na América Latina nos próximos anos.

Fonte: Pensar Agro

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