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Inclusão do autismo: um desafio que exige consciência e compromisso social – Artigo escrito por Monick Onofre Gonçalves

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Foto: Veja/Shutterstock.com

A inclusão das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um tema cada vez mais presente nas discussões sobre educação, saúde e cidadania. No entanto, apesar dos avanços conquistados nos últimos anos, ainda há muito a ser feito para garantir que crianças, jovens e adultos autistas tenham seus direitos respeitados e participem de forma plena na sociedade.

Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), uma em cada 100 crianças no mundo está dentro do espectro autista. No Brasil, a Lei nº 12.764/2012, conhecida como Lei Berenice Piana, estabeleceu a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com TEA, equiparando os autistas às pessoas com deficiência para todos os efeitos legais. Isso assegura o direito ao atendimento especializado na educação, prioridade em serviços de saúde e a garantia de inclusão em diferentes espaços sociais.

Na prática, porém, os desafios persistem. Muitas famílias ainda enfrentam dificuldades para obter diagnóstico precoce e acompanhamento multidisciplinar. No ambiente escolar, há relatos de falta de preparo dos profissionais e ausência de adaptações adequadas para atender às necessidades específicas de cada aluno autista. Esses obstáculos dificultam o processo de aprendizagem e podem reforçar situações de exclusão.

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Outro ponto essencial é a conscientização social. O preconceito e a desinformação ainda geram barreiras invisíveis que impedem a plena inclusão. Ações de sensibilização em escolas, empresas e comunidades são fundamentais para combater estigmas e ampliar a compreensão sobre o autismo.

A inclusão do autismo vai além do acesso às políticas públicas: ela se concretiza na valorização da diversidade humana e no respeito às individualidades. Garantir que pessoas autistas possam estudar, trabalhar, se divertir e ocupar todos os espaços sociais é uma responsabilidade coletiva.

O caminho é longo, mas cada passo importa. Quando a sociedade compreende que incluir é reconhecer direitos e promover igualdade, todos ganham — porque a diversidade enriquece e fortalece a convivência.

Escrito por Monick Onofre Gonçalves

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Características de autismo não significam necessariamente autismo – Artigo escrito pela neuropsicóloga gabrielense Jéssica Pereira Pelissari Oliveira

Uma dúvida frequente entre pais e responsáveis surge quando a avaliação neuropsicológica identifica características de autismo, mas não confirma o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA). Nesses casos, é importante compreender que a avaliação neuropsicológica não tem como único objetivo fornecer um diagnóstico, mas também investigar detalhadamente o perfil cognitivo, comportamental, emocional e funcional do indivíduo.

Para que um diagnóstico de autismo seja confirmado, é necessário que critérios específicos estabelecidos pelos manuais diagnósticos sejam preenchidos. Quando a criança apresenta apenas algumas características, mas não atende a todos os critérios exigidos, o mais adequado é registrar esses achados e acompanhar sua evolução ao longo do desenvolvimento.

Isso não significa que não existam dificuldades ou que a família deva apenas esperar. Pelo contrário. Quando são identificados prejuízos em áreas como linguagem, interação social, comportamento, aprendizagem ou funções cognitivas, o mais indicado é iniciar intervenções direcionadas para essas necessidades específicas. O foco deve estar no desenvolvimento das habilidades que apresentam dificuldades, independentemente da existência de um diagnóstico fechado.

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Em muitos casos, após um período de acompanhamento e estimulação, pode ser necessária uma reavaliação neuropsicológica. O desenvolvimento infantil é dinâmico e algumas características podem se tornar mais evidentes com o passar do tempo, enquanto outras podem apresentar melhora significativa com as intervenções adequadas. Por isso, o acompanhamento contínuo é fundamental para compreender a evolução da criança e, quando necessário, revisar hipóteses diagnósticas.

Na Clínica Evoluta, a avaliação neuropsicológica é realizada com rigor científico, embasamento técnico e um olhar individualizado para cada paciente. Mais do que buscar um diagnóstico, o processo tem como objetivo compreender profundamente as potencialidades, dificuldades e necessidades específicas da criança, auxiliando famílias e profissionais na construção de estratégias de intervenção mais eficazes. A avaliação neuropsicológica é realizada na Clínica Evoluta, em São Gabriel da Palha.

Foto: Arquivo Pessoal

Jéssica Pereira Pelissari Oliveira – CRP 16/5835

Psicóloga, neuropsicóloga e especialista em desenvolvimento infantil, Jéssica Pereira Pelissari Oliveira possui sólida formação e atuação voltada à avaliação e intervenção nos transtornos do neurodesenvolvimento. É pós-graduada em Neuropsicologia, Terapia Cognitivo-Comportamental na Infância e Adolescência Intervenção ABA aplicada ao TEA ao DI.

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É especialista em Neuropsicologia reconhecida pelo Conselho Federal de Psicologia. Atua como idealizadora e diretora da Clínica de Desenvolvimento Infantil Evoluta, localizada em São Gabriel da Palha/ES, referência no atendimento multidisciplinar a crianças e famílias. É ainda coautora do livro Vozes da Neurodiversidade, obra que contribui para a ampliação do conhecimento e da conscientização sobre o neurodesenvolvimento e a inclusão.

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