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Deputados ressaltam trajetória e lamentam morte de Geovani Silva
Diversos deputados solicitaram um minuto de silêncio na sessão desta segunda-feira (18) em virtude da morte do ex-deputado estadual e ex-jogador de futebol Geovani Silva. O presidente da Assembleia Legislativa (Ales), deputado Marcelo Santos (União), falou do colega de plenário e do amigo da vida, o qual, carinhosamente, chamava de “senador”. Logo cedo, o presidente decretou luto oficial de dois dias no Legislativo.
“Serviu conosco aqui nesta Casa e como deputado estadual eu tive a oportunidade de estar ao lado do deputado Geovani Silva. Tivemos a oportunidade de tê-lo aqui conosco nos ajudando. Vai deixar uma saudade danada, principalmente para aqueles que ao lado dele disputaram Copa do Mundo, Campeonato Brasileiro (…). Era uma figura muito ‘gostável’, amado por muitos, e que nos deixa por conta de uma doença degenerativa”, lembrou.
O deputado Capitão Assumção (PL) se referiu a Geovani como “mais que um craque” e “um dos maiores nomes que o ES entregou”, que carregou com honra a bandeira do estado.
Janete de Sá (PSB) lamentou a morte do “eterno Geovani Silva”, amigo da família dela “muito antes do futebol”. “Mostrou seu talento atuando junto ao poder público, junto a essa Casa. Nos solidarizamos com todos”.
O parlamentar Fábio Duarte (PDT) lembrou que o ex-jogador ajudou o Serra Futebol Clube a ganhar o campeonato capixaba em 1999. “Geovani Silva marcou uma geração inteira de vascaínos, encantou o futebol brasileiro com a sua técnica e sua inteligência em campo e a forma brilhante como honrou a camisa 8 do Vasco da Gama”.
Já o Engenheiro José Esmeraldo (União) lembrou do craque e do colega de plenário. “Era um excelente jogador, e no Vasco da Gama ficou marcado para o resto da vida no futebol brasileiro. Estivemos na iminência, na época, que Geovani fosse o presidente desta Casa de leis, mas infelizmente isso não aconteceu na última hora”.
Também pediram um minuto de silêncio os deputados Alcântaro Filho (Republicanos), Hudson Leal (Agir), Tyago Hoffmann (PSB), Mazinho dos Anjos (MDB), João Coser (PT) e Delegado Danilo Bahiense (PL).
Discursos
Na fase dedicada aos pronunciamentos da sessão, o deputado Mazinho dos Anjos saiu em defesa das alterações feitas pelo governador Ricardo Ferraço (MDB) em relação a conflitos fundiários. O Poder Executivo passou a coordenação da política de prevenção e conciliação de conflitos para a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp), responsabilidade anteriormente da Secretaria de Estado De Direitos Humanos (SEDH).
“Não pode confundir busca de terra, de moradia, com invasão de propriedade privada. Tem que diferenciar isso aqui no ES. Não podemos aceitar que qualquer pessoa que seja invada a propriedade privada e ache que isso é direito dela, tem que garantir a ordem jurídica no ES”, avaliou.
Mazinho defendeu que a mudança fortalece a atuação preventiva, evitando que confrontos por terras virem tragédias. “Não trata de criminalizar movimentos ou conflitos sociais, mas assegurar que toda mediação aconteça com equilíbrio, com a presença do estado e com a preservação de vidas”.
A deputada Camila Valadão (Psol) comentou o assunto, criticando o que chamou de “pouco compromisso com o diálogo institucional” por parte do Executivo, ao reorganizar a Comissão Estadual responsável pelo tema, excluindo outros Poderes e instituições.
“Conflito fundiário é um problema social e que demanda de todos esses órgãos para poder debater essa pauta, para encaminhar medidas garantidoras de direitos. O pronunciamento do governador é extremamente preocupante”.
“Quero ver no âmbito da polícia a construção de medidas garantidoras de direitos. Ou os senhores acham que quem está em uma ocupação não precisa acessar programas sociais? Não precisam, para além de terra, de outras medidas sociais?”, questionou Camila.
Dia de lutas
Na tribuna, Camila Valadão também citou dois temas que têm o 18 de maio como data de reflexão no Brasil: Dia de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes e Dia da Luta Antimanicomial.
Sobre o combate à violação infantojuvenil, Camila adiantou que a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos deve tratar o tema em audiência pública sobre “um desafio bastante contemporâneo, que são os abusos e violências na internet e o Eca Digital”.
Camila explicou a importância da luta antimanicomial. “Data que nasce das inúmeras denúncias de violências dentro dos manicômios brasileiros reivindicando uma outra lógica de cuidado, para um cuidado em liberdade, um cuidado em acolhimento e em respeito às pessoas com transtornos mentais”.
Fonte: POLÍTICA ES
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Plenário aprova inversão em ordem de fase de licitações
Após amplo debate na sessão desta segunda-feira (18), os deputados aprovaram, com emendas, o Projeto de Lei (PL) 809/2025, que possibilita a inversão das fases dos processos licitatórios para que a habilitação dos concorrentes seja feita antes da apresentação dos preços na contratação de serviços de especialidades médicas.
A proposta, de autoria da Comissão de Cooperativismo, tramitou em regime de urgência e foi analisada em reunião conjunta das comissões de Justiça e Finanças, com relatoria do deputado Coronel Weliton (DC).
“É importante no sentido que, hoje, primeiro existe a apresentação das propostas, ou lance, quando for o caso, e, posteriormente, a habilitação. Com a inversão, proporcionamos aos órgãos públicos conhecer todas as empresas primeiro, que as instituições tenham certeza que nenhuma empresa que não tenha condições de fazer o trabalho ou o serviço ganhe por um preço irrisório esse processo”, defendeu o relator.
Coronel Weliton acolheu as duas emendas apresentadas e emitiu parecer pela constitucionalidade e aprovação, que foi acolhido pelos membros dos colegiados e depois pelo Plenário da Casa. Por conta das emendas, passou mais uma vez por Justiça e pelo conjunto dos parlamentares, sendo ratificado.
Emendas
A primeira emenda, apresentada por Callegari (DC), deixa claro que a inversão das fases pode ser adotada conforme a decisão da administração pública, sempre respeitando o interesse público e a proteção da vida humana, evitando descontinuidades e garantindo a qualidade de acesso aos serviços públicos prestados. Já a de Hudson Leal (Agir) retira serviços de transporte escolar da possibilidade dessa inversão nas contratações.
Debate
Vários parlamentares usaram a palavra para discutir a iniciativa. Tyago Hoffmann (PSB) falou que a proposição era inconstitucional diante da antiga e da nova Lei de Licitações. “Estamos fazendo uma Lei de Licitação específica para dois setores: contratação de transporte público e serviços médicos. Com o máximo respeito, é absolutamente inconstitucional e vai ser vetado, vai voltar para essa Casa porque a PGE vai analisar o quanto é inconstitucional”, frisou.
Mazinho dos Anjos (MDB) reforçou a opinião sobre a inconstitucionalidade do projeto. Ele informou que a Lei 8.666/1993, antiga Lei de Licitações, tratava conforme o projeto; e que a Lei 14.133/2021 é mais moderna. “O modelo atual é de desburocratizar o modelo licitatório para facilitar a vida do gestor. Ela colocou uma exceção, fica a critério do gestor poder fazer a inversão (das fases), voltando como era antes”, salientou.
Hudson Leal mencionou que a proposta era uma interferência na legislação federal. Ele contou que participa de três cooperativas médicas e que fez a emenda retirando as cooperativas de transporte escolar do PL porque existem muitos problemas no setor, alvo da Operação Jardineira, deflagrada pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES).
Já o presidente da Comissão de Cooperativismo defendeu o projeto, argumentando que empresas suspeitas vêm ganhando licitações oferecendo serviços a preços muito baixos. “Empresas de fundo de quintal vêm até o serviço público e oferecem serviços a preços ridiculamente baixos, uma vez vencendo vão atrás dos cooperados das cooperativas, aconteceu em Santa Leopoldina, ganhou por preço, mas não tinha capacidade técnica para fazer o serviço e foi atrás de cooperativas fortes”, ressaltou Callegari.
Hoffmann mencionou que apesar de não ser uma modificação direta na lei federal, havia uma interferência na Lei de Licitações. Contudo, Callegari pediu novamente a palavra e contou que o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu, em 2024, que a mudança na ordem das fases da licitação é de natureza procedimental, e não de norma geral, o que abriria espaço para regulamentações estaduais.
Diante das dúvidas, o presidente Marcelo Santos (União) leu um documento com a decisão do STF, reafirmando que Estados, o Distrito Federal e municípios têm competência para editar normas que alterem a ordem das fases de licitações. “Na questão legal e constitucional não há o que se questionar essa lei”, enfatizou. Entretanto, Mazinho divergiu, argumentando que pode ser feita a inversão das fases, mas apenas pelo Poder Executivo, até por decreto, mas que não pode ser iniciativa dos Legislativos.
Com a aprovação, o PL 809/2025 segue para sanção ou veto do governador Ricardo Ferraço (MDB).
Urgência
No Expediente sujeito à deliberação os deputados acolheram requerimento de urgência para o Projeto de Resolução (PR) 7/2026, da Mesa Diretora, que altera os dispositivos dos artigos 23, 289 e 305 do Regimento Interno da Assembleia Legislativa (Ales), instituído pela Resolução 2.700/2009, que tratam da presença e da justificativa de ausência de parlamentares às sessões plenárias. Agora, a proposta está apta a ser votada na Ordem do Dia da sessão ordinária.
Confira como ficou a Ordem do Dia:
1. Projeto de Lei (PL) 809/2025, da Comissão de Cooperativismo, que dispõe sobre as fases do procedimento de licitação para contratação de serviços de transporte escolar, serviços médicos e hospitalares no âmbito dos órgãos e entidades da administração pública estadual. Aprovado;
2. Projeto de Lei (PL) 62/2026, de Adilson Espindula (PP), que declara de utilidade pública a Associação de Moradores da Bateia. Aprovado.
Fonte: POLÍTICA ES
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