ENTREVISTA - ES1.com.br
“Somos ciência, cuidado e resistência”: enfermeiro Jhonatan Pratti, de São Gabriel da Palha, destaca desafios e propósito da profissão
No Dia Internacional da Enfermagem e do Enfermeiro, celebrado em 12 de maio, profissionais que dedicam a vida ao cuidado ganham ainda mais visibilidade. Em São Gabriel da Palha, o enfermeiro Maikon Jhonatan Pratti, de 26 anos, compartilha sua trajetória na profissão, marcada por esforço, propósito e compromisso com a vida. Atuando há dois anos e cinco meses na enfermagem, ele fala sobre os desafios da categoria, a importância da valorização profissional e as experiências que transformaram sua forma de cuidar.
Confira a entrevista completa:
Editora Hoje – Como foi sua trajetória até se tornar enfermeiro?
Jhonatan – Minha trajetória foi construída com muito esforço, dedicação e propósito. Sempre enxerguei a saúde como uma forma de transformar vidas. Durante minha graduação fui entendendo que a enfermagem vai muito além de só teoria: é presença, cuidado e acolhimento. Cada etapa da minha caminhada fortaleceu ainda mais minha paixão pela profissão.
Editora Hoje – O que te motivou a escolher a enfermagem como profissão?
Jhonatan – Além de enxergar que era possível mudar a situação financeira da minha família, eu também percebi que a enfermagem tem o poder de aliviar dores, oferecer esperança e fazer diferença mesmo nos momentos mais difíceis. Eu queria uma profissão com propósito humano, e eu sempre tive isso comigo, e encontrei isso na enfermagem.
Editora Hoje – O que significa ser enfermeiro para você?
Jhonatan – É trabalhar com autonomia, é exercer cuidado com responsabilidade, humanidade e empatia. É estar presente quando alguém está fragilizado e precisa não apenas de assistência, mas também de apoio emocional, segurança e acolhimento.
Editora Hoje – Quais são as principais responsabilidades de um enfermeiro no dia a dia?
Jhonatan – O Enfermeiro está ligado a gestão de pessoas, a liderança dos processos de trabalho e da equipe de enfermagem são do Enfermeiro, então ser um bom profissional traz consigo a responsabilidade de trazer clareza a sua equipe e fazer com que o cuidado do ser humano seja ofertado com qualidade.
Editora Hoje – O que a enfermagem representa dentro de uma equipe de saúde?
Jhonatan – Representa conexão, o elo central dentro da equipe de trabalho, é a profissão que permanece mais próxima do paciente durante todo o cuidado, conectando assistência, gestão, acolhimento e segurança.
Editora Hoje – Quais são os maiores desafios enfrentados atualmente na profissão?
Jhonatan – A Enfermagem tem várias lutas, mas a principal, é a valorização da classe, cargas horárias gigantes com salário incompativel, cansaço físico e mental absurdo e em certos momentos, obrigações que vão além de nossa função. Mas hoje lutamos para sermos reconhecidos, para que todos entendam que o Enfermeiro não é submisso a alguém ou alguma classe, a enfermagem tem ciência, autonomia e voz própria.
Editora Hoje – Existe alguma situação marcante da sua carreira que te transformou como profissional ou como pessoa?
Jhonatan – Sempre lembro do primeiro óbito de um recém-nascido que aconteceu no hospital onde eu trabalhava, ali entendi que a fé está ligada diretamente com a ciência, independente de crer em algo ou não. Vi os familiares tentando entender o motivo, se questionando e anos depois, tive a honra de ver novamente aquela família alegre com a chegada do novo sonho que era o filho deles.
Editora Hoje – Como você lida com a pressão emocional e física da rotina hospitalar ou clínica?
Jhonatan – Eu lido entendendo que pressão faz parte da enfermagem, mas que ela não pode apagar o profissional e nem o ser humano por trás do jaleco. Tento manter equilíbrio emocional, organização e preparo técnico, porque quanto mais segurança eu tenho no que faço, melhor consigo agir em situações difíceis.
Editora Hoje – O que as pessoas geralmente não enxergam sobre o trabalho da enfermagem?
Jhonatan – As pessoas geralmente enxergam apenas o procedimento, a medicação ou o atendimento rápido. O que muitas vezes não veem é a responsabilidade emocional, técnica e física que existe por trás de cada decisão da enfermagem. Não enxergam as horas de estudo, a pressão psicológica, o desgaste físico, o medo de errar, a responsabilidade sobre vidas e nem a capacidade de identificar situações graves antes mesmo que aconteçam.
Editora Hoje – O que mais te orgulha dentro da sua profissão?
Jhonatan – É saber que as vezes sem condições mínimas, a Enfermagem faz acontecer. Usa a criatividade e da um jeito naquilo que para muitos nao daria certo. É entender que temos o conhecimento técnico e salvamos vidas, mesmo quando o nosso pessoal está péssimo, deixamos tudo em casa e vamos cuidar do outro, do amor da vida de alguém, seja um pai, uma mãe, um filho, um namorado, esposa, sem querer nada em troca.
Editora Hoje – Como datas como o Dia Internacional da Enfermagem e do Enfermeiro ajudam a dar visibilidade à profissão?
Jhonatan – Datas como o Dia Internacional da Enfermagem ajudam a dar visibilidade porque lembram a sociedade da importância real da Enfermagem dentro da saúde. É um momento de reconhecer que não é só o cuidado prestado, mas também a ciência, a liderança, a responsabilidade e o impacto que a enfermagem tem diariamente na vida das pessoas.
Editora Hoje – Que mensagem você gostaria de deixar para colegas de profissão nesta data?
Jhonatan – Nós somos gigantes, nós somos resistência, somos ciência e somos cuidado. E que nunca nos falte voz para defender nossa profissão, coragem para ocupar espaços e orgulho da ciência e da força que a enfermagem representa. Somos acolhimento, técnica, liderança e linha de frente. Feliz Dia da Enfermagem para todos que fazem dessa profissão uma missão diária.
Editora Hoje – Que mensagem você deixaria para quem sonha em seguir carreira na enfermagem?
Jhonatan – Venha com coragem, traga empatia, e disposição para nunca para de aprender, por que a Enfermagem é uma profissão intensa, desafiadora e muitas vezes cansativa, mas também é uma das áreas mais humanas e transformadoras que existem.
Editora Hoje – Neste Dia Internacional da Enfermagem e do Enfermeiro, qual reflexão você gostaria de compartilhar com a sociedade?
Jhonatan – A reflexão que eu quero deixar é que é importante lembrar que a ENFERMAGEM não é feita apenas de AMOR e VOCAÇÃO. Amor sem valorização gera desgaste, cansaço e adoecimento. Quem trabalha na enfermagem estuda, se especializa, assume responsabilidades enormes e lida diariamente com vidas, dor, pressão e decisões difíceis. A sociedade precisa entender que respeito à enfermagem vai além de homenagens: envolve reconhecimento profissional, condições dignas de trabalho, segurança, salários justos e voz ativa dentro da saúde.
Fonte: Editora Hoje
ENTREVISTA - ES1.com.br
São Gabriel da Palha: Dra. Bruna Guaitolini alerta para aumento de doenças respiratórias em crianças no outono
Com a chegada do outono, período marcado por mudanças bruscas de temperatura, ar mais seco e aumento da circulação de vírus, cresce também a preocupação de pais e responsáveis com a saúde respiratória das crianças. Doenças como gripe, bronquiolite, asma, rinite e sinusite tendem a se tornar mais frequentes nessa época do ano, exigindo atenção redobrada dentro e fora de casa. Além disso, a prevenção ganha um papel fundamental, seja por meio da vacinação, da adoção de cuidados simples na rotina doméstica ou do acompanhamento médico adequado.
Para esclarecer as principais dúvidas sobre o tema, entender os riscos e orientar famílias sobre como proteger os pequenos, conversamos com a médica alergista e imunologista pediátrica Dra. Bruna Guaitolini, que destaca a importância da imunização, dos hábitos preventivos e do olhar atento aos sinais de alerta durante esse período.
Confira a entrevista completa:
Editora Hoje – Dra. Bruna, com a chegada do outono, por que as doenças respiratórias se tornam mais frequentes, especialmente em crianças?
Dra. Bruna – Sabe aquela canção da dupla Sandy e Junior que diz: “no outono é sempre igual, as folhas caem no quintal?”. Apesar da brincadeira, é muito verdadeiro! Nessa época do ano, mais especificamente no outono, vem as frentes frias e a quantidade de pólen presente em flores e plantas fica mais espalhado, contribuindo para quadros respiratórios alérgicos. Outro ponto importante é a circulação dos vírus que ficam mais disseminados, favorecendo as infecções de vias aéreas superiores.
Editora Hoje – Quais são as principais mudanças no clima que impactam a saúde respiratória nessa época?
Dra. Bruna – As mudanças climáticas colaboram para a exacerbação e surgimento de infecções e alergias respiratórias, como rinite, sinusite e asma. Os vírus se disseminam com maior facilidade, o que impacta diretamente crianças que já possuem diagnósticos alérgicos e aquelas com a imunidade ainda em desenvolvimento e formação.
Editora Hoje – Quais são as doenças respiratórias mais comuns durante o outono na infância?
Dra. Bruna – Muito comum o surgimento de rinite e asma alérgica, assim como as rinossinusites virais e bacterianas. Lembrar também da bronquiolite e da gripe, que são muito comuns nessa época do ano e merecem nossa atenção.
Editora Hoje – A bronquiolite costuma preocupar muitos pais. O que é essa doença e quais são os principais sinais de alerta?
Dra. Bruna – A bronquiolite é uma doença viral aguda, que provoca a inflamação dos bronquíolos pulmonares e que afeta menores de 2 anos de vida. Qualquer vírus pode causar ela, mas o mais frequente é o vírus sincicial respiratório. Ela inicia sempre como um resfriado comum e tem seu pico entre o 6° e 8° dia de sintomas, com falta de ar, cansaço respiratório, queda da saturação de oxigênio e dificuldade para mamar.
Editora Hoje – Qual a importância da vacinação contra a gripe, especialmente para crianças?
Dra. Bruna – Essa pergunta é muito importante! Precisamos cada vez mais combater as fake news. Muitas famílias estão com receio de vacinar seus filhos para a gripe. É muito importante a imunização contra gripe, pois assim como a bronquiolite, gripe em crianças muito pequenas pode gerar consequências graves e respiratórias.
Editora Hoje – Quais são os principais cuidados que os pais podem adotar em casa para prevenir doenças respiratórias? A ventilação dos ambientes faz diferença? E o uso de umidificadores, é recomendado?
Dra. Bruna – Manter a casa bem arejada e ventilada; retirar tapetes, cortinas, carpetes; evitar varrer os cômodos e utilizar pano úmido; manter ventiladores e ar condicionado sempre limpos e higienizados; utilizar umidificadores apenas por algumas horas – a recomendação é que não fique ligado durante toda a noite; evitar bichos de pelúcia; evitar que animais domésticos fiquem em cima de camas e sofá.
Editora Hoje – Como evitar crises em crianças que já têm diagnóstico de asma ou rinite?
Dra. Bruna – Sempre manter o tratamento recomendado por seu médico de confiança, principalmente nesse período do ano. Lavagem nasal com soro fisiológico diariamente ajuda muito! E não menos importante: a lavagem das mãos várias vezes ao dia.
Editora Hoje – Quando os pais devem se preocupar e procurar atendimento médico? Quais sintomas indicam que o quadro pode estar se agravando?
Dra. Bruna – Tenha sempre um pediatra de confiança para evitar ao máximo as idas ao pronto socorro desnecessárias. PS é um ambiente contaminado e com grande circulação de doenças. Vá ao hospital apenas se identificar que seu filho está cansado para respirar, tosse por mais de 7 dias que não cessa, cor da pele mais azulada/arroxeada, febre há mais de 3 dias, perda de apetite importante, sem aceitar mamar ou beber líquidos, prostração fora do período febril.
Editora Hoje – É seguro medicar a criança por conta própria nesses casos?
Dra. Bruna – Evite a automedicação! Muitos xaropes que parecem inofensivos, podem ter prejuízos grandes! Inclusive, alguns xaropes não são recomendados para crianças. Sempre a lavagem nasal é um ótimo recurso, além das medicações já estabelecidas pelo pediatra que acompanha.
Editora Hoje – Qual a principal orientação que você deixa para os pais nesse período do ano?
Dra. Bruna – Evite ambientes aglomerados e vacine vacine vacine!!! Vacinação é a medida mais eficaz para a prevenção e controle da disseminação de doenças. Já percebemos na prática uma redução significativa de quadros graves de bronquiolite desde o início da vacinação em gestantes.
Editora Hoje – Como o acompanhamento com um especialista pode ajudar na qualidade de vida das crianças com doenças respiratórias?
Dra. Bruna – Um especialista em Alergia e Imunologia faz toda a diferença nesse controle dos quadros respiratórios e na qualidade de vida. Atualmente temos muitos recursos terapêuticos, como imunoterapia alérgeno específica, imunológicos, entre outros.
Fonte: Editora Hoje
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