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Renato Casagrande entrega obras de calçamento e autoriza construção de escola em Alto Rio Novo

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Alto Rio Novo é mais um município a receber investimentos do Governo do Estado. Na tarde de quinta-feira (20), o governador Renato Casagrande inaugurou as obras de calçamento na comunidade Monte Carmelo e também autorizou a construção do Centro de Educação Infantil (CEI) Maria Venâncio de Amorim. São quase R$ 5 milhões em investimentos para o município da macrorregião Central do Espírito Santo.

Durante a solenidade, o governador falou da importância da construção de mais unidades escolares no Estado. “Temos uma parceria com os municípios. Nesse trabalho os ajudamos a construir creches, reformar escolas, formação de professores e produção de conteúdo. Também na área da educação estamos abrindo 26 escolas de Tempo Integral. Publicamos recentemente o resultado do IDEBES (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica do Espírito Santo), no qual crescemos. Com um trabalho dos professores, dos pais e da comunidade escolar”, comentou.

Quase R$ 2 milhões estão sendo destinados para a construção do Centro de Educação Infantil, que terá uma área de mais de mil metros quadrados. Serão construídas quatro salas de pré-escola e quatro salas de creche, sala multiuso, sala de leitura, sala de professores, almoxarifado pedagógico, diretoria, coordenação pedagógica, secretaria, banheiros, incluindo para portador de necessidades especiais, vestiários infantis masculino e feminino, cozinha, lavanderia, lactário, pátio/refeitório, recepção, playground e pátio de areia.

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Casagrande voltou a defender que os investimentos na educação são um dos caminhos para a redução da desigualdade. “Vamos enviar um projeto de lei à Assembleia Legislativa, em que metade dos recursos que o Estado passa aos municípios dependerá da qualidade do ensino. O recurso será destinado de acordo com o crescimento e com a posição do município no ranking da educação”, adiantou.

A construção visa substituir duas escolas municipais de Educação Infantil por não estarem adequadas às normas de acessibilidade e à necessidade pedagógica. A nova construção está estrategicamente localizada na área central do município, diminuindo o deslocamento dos alunos residentes no bairro Padre Pedro, sem prejudicar os alunos residentes na Chácara São João e no centro do município. No total, 176 alunos de 0 a 5 anos serão atendidos na unidade de ensino.

O subsecretário de Estado de Suporte à Educação, Aurélio Meneguelli, destacou que os investimentos em Educação neste governo estão sendo expressivos. “É o Governo que mais investe em educação. Só nesta obra são quase R$ 2 milhões para a melhoria da educação das crianças de Alto Rio Novo. Temos 31 creches com obras em andamento e faremos muito mais”, pontuou.

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Entrega

Na sequência, o governador Casagrande participou da entrega à população da obra de pavimentação e drenagem das ruas Wanda da Silva, João Augusto do Prado, Olírio Alves Dutra, Bela Vista e Projetada, no distrito de Monte Carmelo. Foram investidos R$ 3.177.001,53 por meio da Secretaria de Saneamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano (Sedurb). 

A obra tem 1.748,00 metros de extensão, sete metros de largura, 2.989,04 metros de meio-fio, 10.751,84 metros quadrados de pavimentação em blocos de concreto, 4.580,75 metros quadrados de calçada cidadã, 2.204 metros de rede de drenagem, além de bueiros, caixas ralo e de sinalização das vias.

“Gostaria de cumprimentar a todos do Monte Carmelo. O distrito ficou lindo! As ruas calçadas ficaram lindas! Uma obra que iniciamos em 2014. Importante quando as obras têm continuidade. Monte Carmelo está inteiramente de Parabéns. Uma comunidade antiga que se embelezou ainda mais”, afirmou o governador Casagrande.

“A pavimentação de ruas do distrito de Monte Carmelo melhora a malha viária de Alto Rio Novo, trazendo mais acessibilidade aos moradores. As ruas também ganharam calçadas cidadãs e sinalização”, lembrou o secretário de Estado Saneamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano, Marcus Vicente.

Governo/Sedu/ Sedurb

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Estudo da USP aponta 17 pontos que encarecem o frete e entidades do agro cobram mudanças

Um estudo da Universidade de São Paulo (USP) deu força à pressão da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) por mudanças no cálculo do piso mínimo do frete. O levantamento identificou 17 pontos que podem estar elevando artificialmente os valores, sobretudo no transporte de grãos em trajetos curtos e nas operações de maior produtividade.

As conclusões foram apresentadas durante o processo de revisão da regulamentação conduzido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A FPA e entidades do setor produtivo querem que a agência utilize os custos efetivamente observados nas estradas brasileiras, em vez de parâmetros que, segundo o estudo, já não representam a realidade da frota e das transportadoras.

O trabalho foi elaborado pelo Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-Log), ligada à USP. Os pesquisadores analisaram jornada de trabalho, consumo de combustível, idade dos caminhões, quantidade de eixos, retorno vazio, depreciação dos veículos e produtividade das operações.

Uma das principais distorções estaria no número de horas trabalhadas. A metodologia atual considera uma utilização mensal de 181 horas para calcular quanto os custos fixos representam em cada viagem. Para os pesquisadores, esse parâmetro indica uma subutilização do caminhão e do tempo legalmente disponível do motorista.

A proposta é elevar a referência para 220 horas mensais. Com mais horas de utilização, despesas como depreciação, remuneração do capital e salário do motorista seriam distribuídas por um número maior de viagens, reduzindo o custo atribuído a cada quilômetro rodado.

Apenas essa alteração poderia diminuir em 7,6%, na média, os valores calculados para o piso. No transporte de grãos, a diferença ficaria entre 6,38% e 11,04%, dependendo da distância percorrida e da configuração do caminhão.

Em uma operação com piso de R$ 10 mil, uma diferença de 11% representa aproximadamente R$ 1,1 mil por viagem. Para uma empresa, cooperativa ou produtor que contrate cem viagens durante a colheita, o custo adicional pode superar R$ 110 mil.

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O impacto é ainda maior nas regiões afastadas dos portos. Como soja, milho, algodão e outras commodities percorrem centenas ou milhares de quilômetros até os terminais de exportação, o frete interfere diretamente no valor recebido pelo produtor. Quanto maior o custo logístico, menor tende a ser o preço pago pela produção na origem.

O estudo também questiona a vida econômica de sete anos utilizada pela tabela para calcular a depreciação dos caminhões. Dados da própria ANTT mostram que os veículos de tração em circulação no país possuem idade média de 16,4 anos.

Na avaliação dos pesquisadores, utilizar um período muito menor concentra a perda de valor do veículo em poucos anos e eleva o custo de cada viagem. A adoção de uma referência de 16 anos poderia reduzir entre 6% e 10% o valor calculado para o transporte de grãos, conforme o percurso e o tipo de composição veicular.

A FPA pretende usar esses resultados para pressionar pela adoção do custo operacional efetivo como base da nova regulamentação. O argumento é que a tabela precisa garantir a remuneração do transportador, mas não pode incluir despesas teóricas ou superestimadas que encareçam artificialmente a movimentação da produção brasileira.

Entidades do setor encaminharam à ANTT 15 contribuições. Entre elas estão a retirada de componentes que não representem desembolso efetivo, a criação de regras específicas para operações de alto desempenho e um tratamento mais preciso para viagens com retorno vazio.

A proposta busca diferenciar situações que atualmente acabam submetidas a parâmetros semelhantes. Um caminhoneiro autônomo que percorre longa distância e retorna sem carga enfrenta custos diferentes de uma transportadora com contratos recorrentes, frota mais produtiva e carga garantida nos dois sentidos.

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A pressão da bancada também alcança a Lei 15.485/2026, que ampliou a fiscalização sobre o piso mínimo e estabeleceu prazo máximo de 30 dias úteis para o pagamento do frete. A FPA participou da negociação do texto aprovado pelo Congresso, mas critica os vetos feitos pela Presidência da República.

Os parlamentares defendem a recuperação de dispositivos que, segundo a bancada, foram construídos para equilibrar a proteção aos caminhoneiros e os custos suportados pelo setor produtivo. Os vetos ainda precisam ser analisados pelo Congresso.

A nova legislação tornou obrigatório o registro da operação no Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) e endureceu as punições para contratações abaixo do piso. Em caso de reincidência, a multa pode chegar a R$ 1 milhão, além de outras sanções administrativas.

Para a FPA, reforçar a fiscalização sem corrigir previamente as distorções da metodologia pode obrigar produtores e empresas a cumprir valores superiores ao custo real do transporte. A bancada quer que a revisão da ANTT incorpore as diferenças de distância, idade da frota, número de eixos, produtividade e aproveitamento do retorno.

A discussão exige equilíbrio. O piso foi criado para impedir que caminhoneiros sejam obrigados a transportar cargas por valores incapazes de cobrir diesel, pneus, manutenção e remuneração do trabalho. A revisão defendida pelo agro não pode retirar essa proteção, mas precisa evitar que parâmetros desatualizados reduzam a competitividade da produção.

O estudo da USP coloca números nesse debate. Agora, a disputa será sobre quanto dessas conclusões a ANTT aceitará na nova tabela e se o Congresso derrubará os vetos à lei. Para produtores e transportadores, o resultado poderá definir quem pagará a conta das distorções existentes no cálculo do frete.

Fonte: Pensar Agro

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