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Ministério Público pede que vídeos de youtubers mirins sejam retirados do ar
O Ministério Público do Estado de São Paulo solicitou ao Google, por meio de ação civil pública, que a empresa retire do ar vídeos protagonizados pelos chamados “youtubers mirins”. De acordo com a entidade, tais peças fazem propaganda de forma velada de produtos ao público infantil, o que fere a lei, segundo a interpretação da Constituição Federal, do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/1990), da Convenção das Nações Unidas sobre as Crianças (Decreto no 99.710/1990), do Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/1990) e da Resolução nº 163, de 13 de março de 2014, do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente – Conanda.
Segundo o jornal Folha de São Paulo, a ação começou a partir de um inquérito civil que envolvia a fabricante de brinquedos Matel do Brasil, a partir de uma ação divulgada pela youtuber mirim Júlia Silva. Em uma série de doze vídeos, eram lançados desafios relacionados aos personagens da Monster High, com os vencedores convidados a participar de um evento na sede da empresa.
Baseado nesta ação, o inquérito investigava o “uso de estratégias abusivas de comunicação mercadológica dirigida ao público infantil”. A assessoria psicossocial do MP analisou o tema e concluiu que “diversas empresas, aproveitando-se da hipervulnerabilidade tanto da criança youtuber, como da criança espectadora, passaram a enviar seus produtos a esses influenciadores digitais para que eles os desembrulhassem, apresentassem, como verdadeiros promotores de vendas”.
A partir desta análise, o promotor Eduardo Dias decidiu pedir à Justiça que o Google – controlador do YouTube – faça a retirada dos vídeos de sua plataforma de streaming. Além disso, o MP notificou empresas que aderiram à prática para tentar um acordo para que elas se abstenham de fazer propaganda disfarçada por meio de influenciadores mirins.
Contatado, o Google afirma que não comenta casos isolados.
Folha de São Paulo
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A Era Digital: avanços, transformações e desafios
Vivemos a chamada Era Digital, um período marcado pela intensa presença da tecnologia em praticamente todos os aspectos da vida cotidiana. Dos smartphones às redes sociais, dos sistemas bancários online às compras virtuais, a transformação digital alterou profundamente a forma como nos relacionamos, trabalhamos, estudamos e consumimos informação.
A importância da Era Digital
A digitalização trouxe inúmeras facilidades e oportunidades de crescimento. O acesso à informação nunca foi tão amplo e rápido, permitindo que o conhecimento esteja disponível a qualquer hora e em qualquer lugar. No campo da educação, por exemplo, plataformas online democratizam o ensino e aproximam estudantes de universidades e cursos renomados em todo o mundo.
Na economia, a tecnologia favoreceu a criação de novos modelos de negócio, ampliou o comércio eletrônico e abriu portas para profissões e carreiras antes inexistentes. Além disso, a digitalização facilita o contato entre pessoas e reduz distâncias geográficas, encurtando caminhos tanto no âmbito pessoal quanto no profissional.
Os malefícios e riscos
No entanto, a Era Digital também apresenta desafios e malefícios que não podem ser ignorados. A exposição excessiva às telas pode trazer impactos à saúde, como problemas de visão, sedentarismo, distúrbios do sono e ansiedade. Outro ponto preocupante é a dependência tecnológica: a sensação de estar “desconectado” pode gerar angústia, e muitas pessoas já demonstram dificuldade em realizar atividades sem o auxílio constante de aparelhos eletrônicos.
As redes sociais, embora aproximem, também alimentam a propagação de informações falsas, discursos de ódio e comparações que afetam a autoestima. Além disso, questões relacionadas à segurança digital e à privacidade são cada vez mais urgentes, já que dados pessoais circulam em grande escala e muitas vezes acabam expostos a riscos de fraudes e crimes virtuais.
O equilíbrio como caminho
A Era Digital é irreversível e seguirá moldando o presente e o futuro. O grande desafio está em encontrar o equilíbrio entre o uso saudável da tecnologia e os limites necessários para preservar a saúde física, emocional e social.
Mais do que nunca, é preciso desenvolver consciência crítica e responsabilidade digital, para que possamos usufruir dos benefícios da conectividade sem nos tornarmos reféns dela. Afinal, a tecnologia deve servir ao ser humano — e não o contrário.
Fonte: Wanderson Rubim da Silva
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