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Estado vai retomar obras de pavimentação na ES-124 entre Aracruz e Santa Rosa

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O Governo do Estado, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-ES), vai retomar as obras de pavimentação do trecho da Rodovia ES-124 entre Santa Rosa e Aracruz. A Ordem de Serviço para as intervenções foi dada nesta sexta-feira (26), no Palácio Anchieta, pelo governador Renato Casagrande, com a presença do presidente da Assembleia Legislativa, Erick Musso, e do diretor-geral do DER-ES, Luiz César Maretto.

“O governo passado publicou o edital da nova licitação e estamos consolidando com o nosso compromisso de não paralisar obra que tenha recurso financeiro. Estamos alocando R$ 11 milhões para este ano e R$ 13 milhões para o próximo. A empresa já começa na semana que vem a fazer o levantamento topográfico”, assegurou o governador.

De acordo com ele, a obra se faz necessária porque Santa Rosa é uma localidade de extrema importância. “Vamos ligar Praia Grande até Fundão. Aquele eixo, que é muito produtivo, passa a ter uma ligação importante. Vamos torcer que a empresa entre e toque bem a obra”, afirmou Casagrande.

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O investimento total é de R$ 24 milhões para a pavimentação, sinalização, drenagem, pista de rolagem com 3,5 metros, acostamento e a implantação de doze pontos de ônibus nos 15,7 quilômetros de extensão da rodovia. A previsão de conclusão da obra é para o primeiro semestre de 2021.

O diretor-geral do DER destacou a atuação do órgão, que tem como meta alcançar todos os municípios do Estado. “Nosso objetivo é proporcionar as melhores condições aos motoristas que transitam pelas rodovias estaduais. Por essas estradas passam os produtos produzidos nas grandes e pequenas propriedades que são comercializados nos grandes centros. Não estamos medindo esforços para trazer conforto e segurança aos usuários de nossas rodovias”, afirmou Luiz Maretto.

Para o presidente da Assembleia Legislativa, a obra trará muitos benefícios aos produtores, destacando a produção leiteira que é forte na região:

“Quero agradecer ao Maretto e profundamente ao Governador em nome dos aracruzenses. Santa Rosa é importantíssimo, uma das maiores bacias leiteiras. Essa rodovia, a ES-124 vai ligar aquele eixo Fundão-Praia Grande, levando a ES-010. Estamos dando ordem de serviço de uma obra esperada há mais de duas décadas. Tem um sonho de Aracruz que é essa obra. Quando falei com o senhor, me disse que não pararia nenhuma obra. Hoje está cumprindo sua palavra e o compromisso com a cidade de Aracruz e a população de Fundão. Vamos inaugurar a rodovia daqui a dois anos”, afirmou Erick Musso.

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Assessoria de Comunicação do Governo

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Matopiba desponta como nova fronteira da produtividade no Brasil

O avanço do agronegócio está mudando o mapa da produtividade brasileira e levando parte do dinamismo econômico para o Matopiba, região formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Enquanto o indicador nacional cresceu 18,7% entre 2002 e 2019, três Estados da região registraram alguns dos maiores aumentos do País.

O Piauí liderou o crescimento da produtividade do trabalho no período, com alta de 103%. O Maranhão avançou 86% e o Tocantins, 69,7%. Os resultados acompanham a expansão da fronteira agrícola e indicam que a transformação provocada pelo campo ultrapassou o aumento da área plantada e do volume colhido.

Os dados fazem parte do estudo “Missing the Productivity: Estimating Labor Productivity in Brazilian Municipalities (2002–2019)”, dos pesquisadores Alan Bueno e Diogo Ferraz. Divulgado em julho, o trabalho construiu uma base anual com informações dos mais de 5,5 mil municípios brasileiros.

O levantamento é um pré-print, versão que ainda não passou pela etapa definitiva de revisão acadêmica. Embora tenha alcance nacional e não seja dedicado exclusivamente ao Matopiba, o estudo revela grandes ganhos de produtividade nas fronteiras agropecuárias e uma evolução mais lenta nos Estados historicamente industrializados.

A produtividade analisada não é o rendimento das lavouras por hectare. O indicador mede quanto valor é produzido por trabalhador. Ele aumenta quando a incorporação de máquinas, tecnologia, qualificação e métodos mais eficientes de gestão permite ampliar a produção sem elevar na mesma proporção o número de pessoas ocupadas.

No Brasil, a agropecuária foi o setor que apresentou o maior avanço entre 2002 e 2019. A produtividade do trabalho no campo cresceu 80,1%, diante de aumentos de 10,3% nos serviços e de apenas 5,4% na indústria.

O resultado ajuda a explicar por que regiões antes com menor participação na economia nacional passaram a atrair armazéns, transportadoras, revendas de máquinas e insumos, instituições financeiras, empresas de tecnologia, indústrias de alimentos e prestadores de serviços.

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Para Alan Bueno, professor da Universidade Estadual do Paraná e um dos autores do estudo, o avanço do Matopiba pode ser comparado à transformação ocorrida no Centro-Oeste a partir da segunda metade do século passado.

“O Matopiba é o novo ouro. É o que foi o Centro-Oeste nos anos 1950. Trata-se de um crescimento que faz mudar a realidade regional”, afirmou.

Segundo o pesquisador, o campo passou a funcionar como ponto de partida de uma rede econômica mais ampla. “O agro converteu-se no catalisador de uma vasta rede econômica, envolvendo transporte, comércio, construção civil, tecnologia, crédito e serviços”, explicou.

A expansão foi sustentada principalmente pela produção de soja, milho e algodão, além da pecuária. O desenvolvimento de sementes adaptadas ao Cerrado, a correção dos solos, a mecanização e a agricultura de precisão permitiram que a região ampliasse sua participação na produção nacional.

Os dados mais recentes indicam que o movimento continuou depois de 2019, último ano abrangido pelo estudo. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia colham juntos aproximadamente 41,4 milhões de toneladas de grãos na safra 2025/26, aumento próximo de 9% sobre o ciclo anterior.

A Bahia deverá liderar a produção regional, com cerca de 15 milhões de toneladas. O Tocantins aparece em seguida, com 9,74 milhões, seguido pelo Maranhão, com 9,05 milhões, e pelo Piauí, com 7,58 milhões de toneladas.

Somente a soja deve alcançar 25,4 milhões de toneladas nos quatro Estados, o equivalente a aproximadamente 14% da produção brasileira da oleaginosa. O resultado consolida o Matopiba como fornecedor relevante para as indústrias de óleo, farelo, rações, carnes e biocombustíveis.

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O avanço da produtividade, porém, não significa que os benefícios econômicos sejam distribuídos automaticamente. A mecanização reduz a necessidade de algumas tarefas manuais, ao mesmo tempo que amplia a procura por operadores de máquinas, técnicos agrícolas, engenheiros agrônomos, mecânicos e profissionais de tecnologia e logística.

Sem capacitação local, parte dessas vagas pode ser preenchida por trabalhadores vindos de outras regiões. O aumento da riqueza também depende da capacidade dos municípios de converter maior arrecadação em educação, saúde, saneamento e infraestrutura.

Outro desafio é evitar que o Matopiba permaneça apenas como fornecedor de produtos primários. A instalação de esmagadoras de soja, fábricas de rações, frigoríficos, usinas de biocombustíveis e indústrias de alimentos permitiria agregar valor à produção e manter uma parcela maior da renda na própria região.

O crescimento também aumenta a pressão sobre estradas, ferrovias, armazéns e terminais de exportação. Sem infraestrutura compatível, parte do ganho obtido dentro das propriedades pode ser perdida com fretes elevados, filas e demora no escoamento.

Há ainda o desafio de conciliar a expansão produtiva com a conservação do Cerrado, a regularização fundiária e a inclusão da agricultura familiar. A competitividade futura da região dependerá não apenas do volume produzido, mas também da capacidade de comprovar a origem e a sustentabilidade dos produtos.

O estudo mostra que a produtividade brasileira começou a mudar de endereço. O Matopiba já produz mais por trabalhador e movimenta uma cadeia econômica cada vez maior. O próximo passo será transformar essa eficiência em indústria, empregos qualificados e melhoria permanente da renda da população.

Fonte: Pensar Agro

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