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Egoísmo: o comportamento que adoece o mundo
Os sinônimos não deixam dúvidas de que o egoísmo é um mal grave e indesejado.
Explorando seu significado temos uma definição sombria: estamos falando de um substantivo masculino que versa sobre um amor exagerado ao que é do interesse de alguém e sobre orgulho, levando uma pessoa a se sentir mais importante que tudo e acima de todos.
Nesses tempos em que nossos comportamentos estão cada vez mais expostos e tudo o que pensamos, decidimos e fazemos acaba se tornando do conhecimento de muita gente, cada vez mais se percebem os comportamentos egoístas, e por isso mesmo, eles nos incomodam cada vez mais.
A sensação que temos é que o egoísmo sai dos nossos armários. Mas as palavras de motivação que vemos transbordar nas redes sociais, de que é preciso cuidar da própria vida, de que o amor-próprio deve vir antes de tudo e de que seguir nossos interesses é fundamental para uma vida bem vivida, em nada justifica a explosão de egoísmo que temos visto.
E a explicação é simples e justa: viver de forma egoísta e se sentir o centro das atenções em nada tem a ver com o viver bem. Pelo contrário, é um péssimo estilo de vida. Tem muita gente precisando aprender a diferenciar esses conceitos.
No mais, a identificação desse tipo de comportamento é fácil: basta observar se o comportamento de uma pessoa baseia-se no que ela pensa dela mesma, no que ela quer e no pouco caso que ela faz quando o assunto é agradar outras pessoas. Se a pessoa não se preocupa em interagir com as outras de forma agradável, se ela nunca é capaz de ceder e acha que sua razão é absoluta, se ela é capaz de discorrer durante horas sobre si e sua vida perfeita, saiba: a pessoa só pensa nela mesma. E isso não é apenas uma autoestima elevada. É egoísmo puro, altamente concentrado.
É claro que, tendo em vista que a intolerância às diferenças é uma crescente, vivemos em constante campanha de paz, para minimizar os estragos. Mas é preciso considerar que, embora isso seja muito válido e necessário, não há mal nenhum em avisar aos egoísta que o mundo não gira em torno deles.
Alguns nem percebem que estão se comportando de maneira inconveniente ou desagradável. Algumas pessoas foram educadas assim, criadas para que o mundo atendesse aos seus interesses, uma realidade lamentável.
Não estamos falando de abrir guerra contra quem se comportou de forma egoísta conosco. Mas de tentar esclarecer, mostrar que não é um comportamento socialmente aceitável. Não se trata de pagar na mesma moeda também. Isso seria severamente repreensível. Trata-se de demonstrar, argumentar e ensinar, adotando um comportamento oposto.
O egoísmo adoece o mundo porque, ao mesmo tempo em que estamos todos conectados, nosso comportamento, cada vez mais egoísta, repele outras pessoas.
Falamos com o mundo, mas vivemos como se fôssemos ilhas, isolados dentro desses nossos comportamentos nocivos. E isso em nada representa progresso. Trata-se de um mal social, infelizmente. E como tal, precisa ser combatido.
O melhor remédio é o amor ao próximo, com doses diárias e abundantes, por tempo indeterminado.
Alessandra Piassarollo
Administradora e Escritora
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Como diferenciar Autismo e TDAH – Artigo escrito pela neuropsicóloga gabrielense Jéssica Pereira Pelissari Oliveira
O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e o Transtorno do Espectro Autista (TEA) são condições do neurodesenvolvimento que frequentemente geram dúvidas entre pais, educadores e até mesmo profissionais. Isso acontece porque ambos podem apresentar dificuldades de atenção, interação social e desafios no ambiente escolar. No entanto, apesar de algumas semelhanças, existem diferenças importantes entre eles.
O TDAH é caracterizado principalmente por dificuldades relacionadas à atenção, impulsividade e hiperatividade. Pessoas com TDAH costumam apresentar desorganização, dificuldade para concluir tarefas, esquecer compromissos e ter problemas para manter o foco em atividades que consideram pouco interessantes. Em contrapartida, quando encontram algo que desperta grande interesse, podem apresentar o chamado hiperfoco, permanecendo concentradas por longos períodos naquela atividade específica.
Já no autismo, além das dificuldades na interação social e na comunicação, é comum observar comportamentos mais rígidos e interesses restritos. Muitas pessoas com TEA apresentam necessidade de previsibilidade, resistência a mudanças e sofrimento diante de situações que fogem daquilo que esperavam ou planejaram. Essas características podem ser percebidas em brincadeiras, rotinas e relações sociais.
Outra diferença importante está na forma como ocorre a interação social. A pessoa com TDAH geralmente deseja se relacionar e participar das atividades sociais, mas sua impulsividade, dificuldade em esperar a vez ou controlar comportamentos pode gerar conflitos e afastamento dos colegas. No autismo, por outro lado, frequentemente existem dificuldades relacionadas à compreensão das regras sociais, da reciprocidade nas interações e da chamada atenção compartilhada, habilidade fundamental para a construção das relações interpessoais.
Embora apresentem características distintas, TDAH e autismo podem coexistir no mesmo indivíduo, tornando a avaliação especializada ainda mais importante. Um diagnóstico preciso permite compreender as necessidades específicas de cada pessoa e direcionar intervenções mais eficazes.
Na Clínica Evoluta, a avaliação neuropsicológica é realizada com rigor científico, embasamento técnico e olhar individualizado para cada paciente. O processo permite identificar de forma detalhada o funcionamento cognitivo, emocional e comportamental, contribuindo para diagnósticos mais precisos e intervenções adequadas às necessidades de cada indivíduo. A avaliação neuropsicológica é realizada na Clínica Evoluta, em São Gabriel da Palha.
Jéssica Pereira Pelissari Oliveira – CRP 16/5835
Psicóloga, neuropsicóloga e especialista em desenvolvimento infantil, Jéssica Pereira Pelissari Oliveira possui sólida formação e atuação voltada à avaliação e intervenção nos transtornos do neurodesenvolvimento. É pós-graduada em Neuropsicologia, Terapia Cognitivo-Comportamental na Infância e Adolescência Intervenção ABA aplicada ao TEA ao DI.
É especialista em Neuropsicologia reconhecida pelo Conselho Federal de Psicologia. Atua como idealizadora e diretora da Clínica de Desenvolvimento Infantil Evoluta, localizada em São Gabriel da Palha/ES, referência no atendimento multidisciplinar a crianças e famílias. É ainda coautora do livro Vozes da Neurodiversidade, obra que contribui para a ampliação do conhecimento e da conscientização sobre o neurodesenvolvimento e a inclusão.
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