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“Meu filho é inteligente, mas não consegue aprender”: o que isso significa? – Artigo escrito pela neuropsicóloga gabrielense Jéssica Pereira Pelissari Oliveira

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Essa é uma das queixas mais frequentes no contexto clínico: pais que reconhecem o potencial dos filhos, mas se preocupam com o baixo rendimento escolar. E, de fato, essa percepção costuma ser bastante coerente.

A inteligência está relacionada à capacidade de compreender, raciocinar e resolver problemas. No entanto, o processo de aprendizagem envolve o funcionamento integrado de diversas habilidades cognitivas, como atenção, memória, linguagem e funções executivas. Ou seja, ser inteligente não garante, por si só, um bom desempenho acadêmico.

Quando há dificuldades nessas funções, a criança pode até compreender o conteúdo quando explicado, mas encontra obstáculos para manter a atenção, organizar informações, registrar na escrita ou consolidar o aprendizado. Isso pode gerar situações em que ela “sabe”, mas não consegue demonstrar o que aprendeu.

Nesses casos, é comum observar esforço associado a resultados inconsistentes, o que muitas vezes leva a interpretações equivocadas, como desinteresse ou falta de dedicação. No entanto, essas manifestações podem indicar dificuldades de aprendizagem ou até mesmo transtornos do neurodesenvolvimento, como TDAH ou dislexia.

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Diante desse cenário, torna-se fundamental compreender como essa criança aprende. A avaliação neuropsicológica é o principal recurso para essa investigação, pois permite analisar de forma detalhada o funcionamento cognitivo, identificando tanto as habilidades preservadas quanto as áreas de dificuldade.

Na Clínica Evoluta, esse processo é realizado com rigor técnico e olhar individualizado, possibilitando não apenas a compreensão das dificuldades, mas também a definição de estratégias de intervenção adequadas, respeitando o potencial de cada criança.

Quando há um diagnóstico preciso e intervenções direcionadas, observa-se evolução significativa no desempenho acadêmico, maior autonomia e melhora nos aspectos emocionais.

Se seu filho demonstra capacidade, mas não consegue acompanhar o processo de aprendizagem, buscar avaliação especializada é um passo essencial para compreender suas dificuldades e promover seu desenvolvimento de forma efetiva.

Foto: Arquivo Pessoal

Jéssica Pereira Pelissari Oliveira – CRP 16/5835

Psicóloga, neuropsicóloga e especialista em desenvolvimento infantil, Jéssica Pereira Pelissari Oliveira possui sólida formação e atuação voltada à avaliação e intervenção nos transtornos do neurodesenvolvimento. É pós-graduada em Neuropsicologia, Terapia Cognitivo-Comportamental na Infância e Adolescência Intervenção ABA aplicada ao TEA ao DI.

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É especialista em Neuropsicologia reconhecida pelo Conselho Federal de Psicologia. Atua como idealizadora e diretora da Clínica de Desenvolvimento Infantil Evoluta, localizada em São Gabriel da Palha/ES, referência no atendimento multidisciplinar a crianças e famílias. É ainda coautora do livro Vozes da Neurodiversidade, obra que contribui para a ampliação do conhecimento e da conscientização sobre o neurodesenvolvimento e a inclusão.

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A ilusão do “corpo saudável” nas redes sociais – Artigo escrito pelo educador físico gabrielense Gabriel Costa de Andrade

gabriel costa

Vivemos a era da estética disfarçada de saúde.

Nunca se falou tanto em bem-estar, mas nunca se vendeu tanta ilusão. Hoje, o “corpo saudável” virou um produto editado, filtrado e, muitas vezes, distante da realidade da maioria das pessoas.

E é aqui que entra um dos maiores enganos: o corpo dos famosos.

Muita gente olha para artistas como Chris Hemsworth, Bruna Marquezine ou Caio Castro e acredita que aquilo é resultado de “disciplina comum”.

Não é.

O que ninguém fala é que, para muitos deles, o corpo é parte do trabalho. Eles não treinam “quando dá”. Eles treinam como obrigação profissional. Têm personal trainer, nutricionista, tempo, estrutura, recuperação, às vezes até equipe médica acompanhando cada detalhe.

Enquanto isso, a realidade de quem está assistindo é outra.

Acorda cedo, trabalha o dia inteiro, enfrenta estresse, trânsito, responsabilidades… e ainda se cobra por não ter o mesmo físico de alguém que basicamente organiza a própria vida em função disso.

Isso não é inspiração. É comparação desleal.

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E o problema não para aí.

Muitos desses físicos que viralizam são sustentados por rotinas extremamente rígidas, fases específicas (pré-filme, ensaio, campanha) ou até estratégias que não são sustentáveis no longo prazo. Aquilo que parece “natural” muitas vezes é um pico, não o padrão real da pessoa.

Mas isso não é mostrado.

O que chega até você é o resultado final. Nunca o custo.

Nunca as restrições sociais.
Nunca o cansaço acumulado.
Nunca o peso psicológico de manter uma imagem.

E aí nasce a frustração.

Porque você começa a medir sua vida real com base em um recorte irreal.

A verdade é mais simples e mais honesta:

Você não precisa viver como eles vivem para ter saúde.

Mas também não pode esperar ter o corpo deles fazendo o mínimo.

Saúde de verdade não está em copiar rotinas de celebridade. Está em construir uma versão possível, consistente e sustentável dentro da sua realidade.

É treinar mesmo sem vontade.
É comer bem sem radicalismo.
É entender que constância vale mais que perfeição.

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E principalmente:

É parar de se iludir.

Seu corpo não precisa ser perfeito para ser saudável.
Mas ele precisa de cuidado — de verdade, não de aparência.

No fim, a pergunta continua a mesma, mas agora com mais peso:

Você quer viver melhor… ou só parecer que vive?

Foto: Arquivo Pessoal

Gabriel Costa de Andrade

Licenciado e Bacharel em Educação Física – CREF: 012721

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