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Dra. Eudócia cobra esclarecimentos sobre saúde pública em Alagoas

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Em pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (2), a senadora Dra. Eudócia (PSDB-AL) cobrou esclarecimentos sobre a situação da saúde pública em Alagoas. Ela questionou a permanência no cargo do secretário estadual de Saúde, Gustavo Pontes de Miranda, e afirmou que ele é alvo de investigação da Polícia Federal sobre suspeitas de desvios de recursos da saúde estadual. A senadora disse ainda ter pedido ao ministro da Saúde uma intervenção na saúde do estado.

Dra. Eudócia afirmou que pacientes enfrentam dificuldades de acesso a consultas, exames e medicamentos e citou problemas em hospitais públicos e conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo ela, pacientes oncológicos aguardam atendimento e exames, enquanto maternidades enfrentam dificuldades de estrutura.

— O povo de Alagoas merece um governo que, diante da dúvida, escolha a prudência. Diante de uma investigação grave, escolha a transparência. E, diante do dinheiro da saúde, não deixe sequer pairar uma sombra de desconfiança — afirmou.

Setembro dourado

Durante o pronunciamento, Dra. Eudócia também destacou o Setembro Dourado, mês de conscientização sobre o câncer infantojuvenil. Ela ressaltou a importância do diagnóstico e do tratamento precoces e mencionou sua atuação no Senado em propostas relacionadas à vacinação contra o câncer e às imunoterapias.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Volta à Câmara proposta de proteção a crianças expostas a violência doméstica no exterior

Autoridades brasileiras podem ficar desobrigadas de ordenar a repatriação de criança ou adolescente ao país onde moravam com o pai, quando houver indícios de que a mãe brasileira ou seus filhos foram vítimas de violência doméstica naquele país.

É o que prevê um projeto de lei aprovado nesta quinta (3) pelo Senado. Devido às alterações feitas no texto (PL 565/2022), a proposta retornará à Câmara dos Deputados, onde sua tramitação teve início.

A matéria contou com o parecer favorável da senadora Mara Gabrilli (PSD-SP), que promoveu alterações no projeto original. Ela participou de uma comissão do Senado que analisou por seis meses casos de mulheres brasileiras que, após terem residido no exterior, voltaram ao Brasil com seus filhos para escapar das agressões de seus maridos — e acabaram sendo acusadas por eles de sequestro internacional.

Atualmente, a Convenção sobre os Aspectos Civis do Sequestro Internacional de Criança (que faz parte da Convenção de Haia) determina o retorno da criança ou do adolescente. Por isso, o objetivo do projeto é evitar que as autoridades brasileiras se vejam obrigadas a devolver esses filhos a pais acusados de agressão.

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Mara Gabrilli reitera que a principal inovação da proposta é reconhecer que a violência doméstica pode constituir risco suficiente para autorizar a autoridade brasileira a ignorar a regra de retorno da criança ou do adolescente ao país estrangeiro. Segundo ela, isso permite que situações de violência, mesmo quando dirigidas contra a mãe, sejam juridicamente consideradas fatores de risco à criança.

O texto aprovado no Senado lista uma série de situações que podem configurar indícios de violência doméstica em outro país — e que desobrigariam as autoridades judiciais e administrativas brasileiras de ordenar o retorno dos filhos —, como denúncias apresentadas no país onde vive o pai; laudos médicos, psicológicos ou relatórios de serviços sociais; depoimentos de testemunhas ou das próprias vítimas; contatos com consulados brasileiros em busca de apoio; etc.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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