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Cantora capixaba é encontrada desorientada em Minas Gerais

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Foi encontrada na manhã desta segunda-feira (11) a cantora capixaba Renata Ribeiro Cardoso, 30 anos, moradora de Marechal Floriano, que estava desaparecida desde o último sábado (09), quando seguiu viagem para Minas Gerais, onde faria um show. A informação foi confirmada por uma amiga da vítima, que preferiu não se identificar.

Por telefone, a amiga contou que a jovem foi encontrada na manhã desta segunda-feira (11) por volta das 09 horas, em uma estrada de Matipó, em Minas Gerais. Ela estava aparentemente desorientada e confusa. Renata Ribeiro foi levada para um hospital da região, onde recebe os primeiros socorros.

Uma equipe de policiais militares está seguindo para o hospital para colher o depoimento da jovem, que deve contribuir com o trabalho de investigação da polícia.

Entenda o caso

A cantora Renata Ribeiro Cardoso, 30 anos, moradora de Marechal Floriano, está desaparecida desde a tarde de sábado (09). Ela estava a caminho de um show, em Minas Gerais.

De acordo com a mãe da cantora, Schirley Ribeiro em entrevista ao Portal Montanhas Capixabas, Renata embarcou às 7 horas, em Marechal Floriano, em direção a Manhuaçu, em Minas Gerais. De lá, ela seguiria para Governador Valadares, onde uma pessoa a esperaria para seguir com ela até uma casa de shows na cidade de Itanhomi, onde ela iria se apresentar com uma banda local.

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Schirley disse que o marido de Renata falou com ela por telefone por volta de 15h30 de sábado (09). “Ela falou para o marido que estava ido para Governador Valadares. Depois disso, ninguém conseguiu mais contato, e ela não apareceu no local indicado para encontrar com a pessoa que estava a esperando”.

O marido e o pai de Renata seguiram para Manhuaçu neste domingo (10), onde iriam tentar informações e imagens de câmeras de monitoramento na rodoviária da cidade. “Aqui de Marechal, meu genro verificou que não havia nenhum ônibus partindo de Manhuaçu para Governador Valadares no horário em que ela disse que estava a caminho. Estamos desesperados”.

Renata tem feito diversos shows no Espírito Santo e em outros Estados. Ela também se destacou e conquistou o segundo lugar em um evento de talentos em Marechal Floriano. Segundo a mãe, Renata já se apresentou na Bahia, em Minas Gerais e estava animada com o sucesso.

 

Folha Vitoria

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Matopiba desponta como nova fronteira da produtividade no Brasil

O avanço do agronegócio está mudando o mapa da produtividade brasileira e levando parte do dinamismo econômico para o Matopiba, região formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Enquanto o indicador nacional cresceu 18,7% entre 2002 e 2019, três Estados da região registraram alguns dos maiores aumentos do País.

O Piauí liderou o crescimento da produtividade do trabalho no período, com alta de 103%. O Maranhão avançou 86% e o Tocantins, 69,7%. Os resultados acompanham a expansão da fronteira agrícola e indicam que a transformação provocada pelo campo ultrapassou o aumento da área plantada e do volume colhido.

Os dados fazem parte do estudo “Missing the Productivity: Estimating Labor Productivity in Brazilian Municipalities (2002–2019)”, dos pesquisadores Alan Bueno e Diogo Ferraz. Divulgado em julho, o trabalho construiu uma base anual com informações dos mais de 5,5 mil municípios brasileiros.

O levantamento é um pré-print, versão que ainda não passou pela etapa definitiva de revisão acadêmica. Embora tenha alcance nacional e não seja dedicado exclusivamente ao Matopiba, o estudo revela grandes ganhos de produtividade nas fronteiras agropecuárias e uma evolução mais lenta nos Estados historicamente industrializados.

A produtividade analisada não é o rendimento das lavouras por hectare. O indicador mede quanto valor é produzido por trabalhador. Ele aumenta quando a incorporação de máquinas, tecnologia, qualificação e métodos mais eficientes de gestão permite ampliar a produção sem elevar na mesma proporção o número de pessoas ocupadas.

No Brasil, a agropecuária foi o setor que apresentou o maior avanço entre 2002 e 2019. A produtividade do trabalho no campo cresceu 80,1%, diante de aumentos de 10,3% nos serviços e de apenas 5,4% na indústria.

O resultado ajuda a explicar por que regiões antes com menor participação na economia nacional passaram a atrair armazéns, transportadoras, revendas de máquinas e insumos, instituições financeiras, empresas de tecnologia, indústrias de alimentos e prestadores de serviços.

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Para Alan Bueno, professor da Universidade Estadual do Paraná e um dos autores do estudo, o avanço do Matopiba pode ser comparado à transformação ocorrida no Centro-Oeste a partir da segunda metade do século passado.

“O Matopiba é o novo ouro. É o que foi o Centro-Oeste nos anos 1950. Trata-se de um crescimento que faz mudar a realidade regional”, afirmou.

Segundo o pesquisador, o campo passou a funcionar como ponto de partida de uma rede econômica mais ampla. “O agro converteu-se no catalisador de uma vasta rede econômica, envolvendo transporte, comércio, construção civil, tecnologia, crédito e serviços”, explicou.

A expansão foi sustentada principalmente pela produção de soja, milho e algodão, além da pecuária. O desenvolvimento de sementes adaptadas ao Cerrado, a correção dos solos, a mecanização e a agricultura de precisão permitiram que a região ampliasse sua participação na produção nacional.

Os dados mais recentes indicam que o movimento continuou depois de 2019, último ano abrangido pelo estudo. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia colham juntos aproximadamente 41,4 milhões de toneladas de grãos na safra 2025/26, aumento próximo de 9% sobre o ciclo anterior.

A Bahia deverá liderar a produção regional, com cerca de 15 milhões de toneladas. O Tocantins aparece em seguida, com 9,74 milhões, seguido pelo Maranhão, com 9,05 milhões, e pelo Piauí, com 7,58 milhões de toneladas.

Somente a soja deve alcançar 25,4 milhões de toneladas nos quatro Estados, o equivalente a aproximadamente 14% da produção brasileira da oleaginosa. O resultado consolida o Matopiba como fornecedor relevante para as indústrias de óleo, farelo, rações, carnes e biocombustíveis.

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O avanço da produtividade, porém, não significa que os benefícios econômicos sejam distribuídos automaticamente. A mecanização reduz a necessidade de algumas tarefas manuais, ao mesmo tempo que amplia a procura por operadores de máquinas, técnicos agrícolas, engenheiros agrônomos, mecânicos e profissionais de tecnologia e logística.

Sem capacitação local, parte dessas vagas pode ser preenchida por trabalhadores vindos de outras regiões. O aumento da riqueza também depende da capacidade dos municípios de converter maior arrecadação em educação, saúde, saneamento e infraestrutura.

Outro desafio é evitar que o Matopiba permaneça apenas como fornecedor de produtos primários. A instalação de esmagadoras de soja, fábricas de rações, frigoríficos, usinas de biocombustíveis e indústrias de alimentos permitiria agregar valor à produção e manter uma parcela maior da renda na própria região.

O crescimento também aumenta a pressão sobre estradas, ferrovias, armazéns e terminais de exportação. Sem infraestrutura compatível, parte do ganho obtido dentro das propriedades pode ser perdida com fretes elevados, filas e demora no escoamento.

Há ainda o desafio de conciliar a expansão produtiva com a conservação do Cerrado, a regularização fundiária e a inclusão da agricultura familiar. A competitividade futura da região dependerá não apenas do volume produzido, mas também da capacidade de comprovar a origem e a sustentabilidade dos produtos.

O estudo mostra que a produtividade brasileira começou a mudar de endereço. O Matopiba já produz mais por trabalhador e movimenta uma cadeia econômica cada vez maior. O próximo passo será transformar essa eficiência em indústria, empregos qualificados e melhoria permanente da renda da população.

Fonte: Pensar Agro

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