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Assembleia celebra 40 anos da Federação dos Hospitais Filantrópicos

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Gestores e hospitais filantrópicos tiveram trabalho reconhecido na sessão solene / Foto: Paula Ferreira

Os 40 anos da Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos do Espírito Santo (Fehofes) foram celebrados em sessão solene realizada na tarde desta quarta-feira (10) na Assembleia Legislativa (Ales). Os presentes citaram a importância da rede filantrópica para o Sistema Único de Saúde (SUS) capixaba. Foram homenageados com certificados gestores dos filantrópicos e as próprias instituições.

Fotos da sessão solene

Na abertura dos trabalhos, o deputado Dr. Bruno Resende (União), presidente da Comissão de Saúde e proponente da solenidade, disse que teve toda a sua vida acadêmica e profissional dentro de hospitais filantrópicos. “As instituições filantrópicas representam mais de 60% da alta complexidade não só nesse Estado, mas no país. Sem as instituições filantrópicas seria difícil falar em salvar vidas no Brasil”, afirmou.

Ele reforçou que conhece as dificuldades e as dores das instituições filantrópicas e que estará sempre ao lado dos gestores desses hospitais para atender os pleitos que proporcionam dignidade ao povo capixaba. “No governo Casagrande avançamos na assistência hospitalar e na reformulação do modelo de repactuação. As necessidades são contínuas, porque a saúde, diferentemente de outras necessidades em nossas vidas, não pode esperar, e os hospitais filantrópicos cumprem esse dever muito bem”, ressaltou.

Dr. Bruno listou uma série de iniciativas governamentais na área da saúde, com a construção de novos hospitais públicos, ampliação e modernização dos existentes e os investimentos nas instituições filantrópicas. “Serão mais de mil leitos de média e alta complexidade que serão abertos nos próximos dois anos. Precisamos estar preparados do ponto de vista da assistência, da gestão e financeiro”, alertou.

Filantrópicos

A presidente da Fehofes, Vera Mantelmacher, contou um pouco da história da federação. No início, em 1986, a entidade tinha outro nome (Federação das Misericórdias do Espírito Santo) e foi desativada em 1988, ficando ausente por 9 anos. Em 2001, o grupo voltou com uma reestruturação. “Hoje, são 35 hospitais filantrópicos no Estado, 33 filiados à Federação. (…) Estamos em 27 municípios, em 24 deles o filantrópico é a única unidade hospitalar”, frisou.

Ela mencionou que 16 hospitais estão contratualizados de forma direta com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), sem passar pelos municípios, e que existem instituições filantrópicas que fazem a gestão de outros hospitais, como o Hospital Evangélico de Vila Velha e o de Cachoeiro de Itapemirim, a Santa de Casa de Vitória, e o Hospital Apóstolo Pedro, de Mimoso do Sul.

Vera apresentou dados das instituições filantrópicas no Espírito Santo. “A soma dos nossos leitos é de 3.342 leitos, 2.686 são do SUS, ou seja, 80% dos leitos são destinados ao SUS. Temos 802 leitos de UTI, 501 de SUS, 62% dos nossos leitos, e 51% de todas as internações do Estado são feitas pelos hospitais filantrópicos, além de 72% da alta complexidade do Estado. Temos 16.459 colaboradores diretos”, destacou.

Sesa

Para o secretário de Estado da Saúde, Gleikson Barbosa dos Santos, o Kim, é preciso reconhecer a história de parceria dos filantrópicos e de compromisso com a vida dos capixabas ao longo das últimas quatro décadas. “As Santas Casas e os Hospitais Filantrópicos foram e continuam sendo protagonistas nesse processo, tornando uma rede hospitalar cada vez mais abrangente, resolutiva, estruturada e, acima de tudo, cuidando de quem mais precisa. Falar da saúde capixaba é falar de construção coletiva da rede filantrópica”, garantiu.

Santos fez questão de rememorar o protagonismo dos filantrópicos no que classificou como “o momento mais importante da saúde pública capixaba”. “O Espírito Santo passou por um momento difícil, enfrentando a maior crise sanitária da saúde mundial na pandemia, foram dias muito difíceis e contamos com os filantrópicos”, salientou.

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Também elogiou a decisão do ex-governador Renato Casagrande (PSB) de não investir em hospitais de campanha, mas aplicar os recursos na rede própria e filantrópica. “Tivemos uma reunião num sábado de manhã com os hospitais filantrópicos e conseguimos criar 100 leitos de UTI”, recordou.

Comentou, ainda, que o investimento atual nas instituições filantrópicas ultrapassa R$ 1 bilhão, o que possibilitou a ampliação dos atendimentos. “Uma rede que internava 250 mil por ano passou a internar 330 mil por ano. O investimento foi feito para dar acesso ao recurso de saúde no menor tempo possível. O fortalecimento da rede filantrópica é fundamental para o fortalecimento da rede de saúde”, finalizou.

Governo federal

Também participou da solenidade o superintendente do Ministério da Saúde no Estado, Luiz Carlos Reblin, que lembrou o reconhecimento da importância da filantropia na 8ª Conferência Nacional de Saúde, em 1986, e a criação do Sistema Único de Saúde (SUS) anos depois, pela Lei Federal 8.080/1990, posteriormente incorporado à Constituição Brasileira.

De acordo com Reblin, a formalização do SUS possibilitou o exercício dos princípios da universalidade, da regionalização e da integralidade do cuidado com a saúde dos brasileiros, pois antes do SUS uma parcela da população não tinha acesso ao sistema de saúde pela falta de organização do mesmo.

O superintendente ainda citou que a saúde pública esteve perto de uma grande perda de recursos por causa da Emenda Constitucional 95/2016, a chamada “PEC da Morte”, que limitava os gastos nas áreas sociais, inclusive, na saúde. “Foi um dos momentos mais difíceis que o sistema passou. Os recursos ainda não são suficientes, mas permitiram ao Espírito Santo o incremento de 30% em sua totalidade. Eram R$ 7 bilhões e estamos chegando ao final deste ano a mais de R$ 10 bilhões. Ainda não é suficiente, mas houve um grande avanço”, exaltou.

Reblin celebrou a melhora dos indicadores de saúde nas últimas décadas, mesmo com as diversas dificuldades inerentes ao trabalho na área da saúde. “Nossos indicadores melhoraram com o SUS, vivemos mais e a mortalidade infantil caiu. O Espírito Santo tem, junto com Santa Catarina, os melhores indicadores de saúde do país e vocês da filantropia têm tudo a ver com isso. Contribuem para a sociedade capixaba ter um sistema que responde”, concluiu.

Homenageado

Em nome dos homenageados fez uso da palavra Wagner Medeiros Junior, ex-presidente da Fehofes entre 2002 e 2004. Ele comemorou que o momento atual é favorável à saúde, pois estão no poder, atualmente, pessoas que possuem afinidades com o campo da saúde.

Segundo Walter, as entidades filantrópicas começaram no século XV, em Portugal, com as primeiras Santas Casas sendo fundadas por Dona Leonor, a esposa do rei Dom Manuel. Na época, prestavam uma assistência social melhorada e de custo baixo, porque os tratamentos não eram sofisticados, cenário que mudou com a Segunda Guerra Mundial.

“A partir daí, começaram a surgir novas tecnologias e a filantropia, que antes era barata, foi ano a ano aumentando os seus custos, dado ao surgimento de novos meios de diagnóstico e de tratamento. Hoje, continua crescendo, temos aparelhos de milhões de reais. (…) Nossa responsabilidade como gestor é grande, porque temos um compromisso com o povo que nos procura e com seus familiares, temos que prestar contas aos governos e entregar aquilo que nos compram”, enfatizou.

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Por fim, elogiou o trabalho da Fehofes em congregar os hospitais filantrópicos presentes no Estado. “Hoje, temos hospitais filantrópicos que estão entre os melhores do Brasil em termos de resultado e de indicadores de entrega. (…) A entidade filantrópica hoje tem preferência depois do serviço público na hierarquia do SUS”, destacou.

Agradecimentos

Ao final dos trabalhos, o deputado Dr. Bruno agradeceu o trabalho das instituições filantrópicas para a saúde do Espírito Santo. “Onde meu CPF estiver, saibam que ali tem um representante, uma pessoa apaixonada pelo trabalho filantrópico que nós exercemos no Espírito Santo. A estrutura física é importante, mas nós, as pessoas, somos o maior bem que transforma a entrega da saúde do Espírito Santo. Levem essa homenagem a cada colaborador do hospital, da recepção às equipes multiprofissionais. A vida não é salva pela unidade, é por um time, que está na porta e na saída”, concluiu.

Confira os homenageados com certificados:
1 – Walter Raposo Correa (In memoriam, representado pelo filho Rogério Correa)
2 – Antônio Reis Guimarães Lopes (Representado por Teófilo Carreira)
3 – Wagner Medeiros Júnior
4 – Marfiza Machado de Novaes
5 – Fabrício Gaeede (Representado pela mãe Nilza Gaede)
6 – Vera Mantelmacher
7 – Luiz Carlos Reblin
8 – Associação Evangélica Beneficente Espírito Santense (Aebes)
9 – Irmandade Santa Casa de Vitória
10 – Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim e Hospital Evangélico Litoral Sul
11 – Hospital São Vicente de Paula – Município de Afonso Cláudio
12 – Casa de Caridade São José – Município de Alegre
13 – Hospital e Maternidade São Camilo – Município de Aracruz
14 – Associação Hospitalar Rural de Boa Esperança – Município de Boa Esperança
15 – Hospital São José – Município de Colatina
16 – Santa Casa de Misericórdia de Colatina – Município de Colatina
17 – Santa Casa de Misericórdia de Guaçuí – Município de Guaçuí.
18 – Hospital Apóstolo Pedro – Município de Mimoso do Sul.
19- Santa Casa de Misericórdia de Iúna – Município de Iúna
20 – Hospital e Maternidade Sagrado Coração de Maria – Município de João Neiva
21 – Hospital Madre Regina Protmann – Município de Santa Teresa
22 – Hospital São Braz – Município de Itarana
23 – Santa Casa de Misericórdia Jesus Maria José – Município de Muniz Freire
24 – Hospital São Marcos – Município de Nova Venécia
25 – Hospital Menino Jesus – Município de Pedro Canário
26 – Hospital Materno Infantil Francisco de Assis (Hifa) – Municípios de Guarapari e Cachoeiro de Itapemirim.
27 – Hospital Santa Rita de Cássia – Município de Vitória
28 – Hospital Padre Máximo- Município de Venda Nova do Imigrante
29 – Hospital Maternidade São Mateus – Município de São Mateus
30 – Associação dos Funcionários Públicos do Espírito Santo – Município de Vitória

Confira os homenageados com placas da Fehofes:
1 – Ricardo de Rezende Ferraço – Governador do Estado (Representado por Gleikson Barbosa dos Santos)
2 – Gleikson Barbosa dos Santos – Secretário de Estado da Saúde
3 – Deputado estadual Dr. Bruno da Costa Resende

Fonte: POLÍTICA ES

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Caparaó: iniciativa fortalece preservação da Cachoeira da Fumaça

Reconhecer a Cachoeira da Fumaça, localizada na divisa dos municípios de Ibitirama e Alegre, como de relevante interesse patrimonial e natural no Espírito Santo. Essa é a finalidade do Projeto de Lei (PL) 114/2026, protocolado na Assembleia Legislativa (Ales) pelo deputado Coronel Weliton (DC).

A intenção é que, a partir da iniciativa, possa haver “medidas de proteção específicas do local, conforme critérios e regulamentações estabelecidos pelos órgãos competentes da política de patrimônio do Estado”.

O parlamentar destaca que a Cachoeira da Fumaça é conhecida por sua impressionante queda d’água e pela paisagem de grande beleza cênica. “A cachoeira tornou-se um dos principais pontos de visitação da região, atraindo moradores, turistas e amantes do ecoturismo”, afirma na justificativa da proposta.

“Além de sua relevância turística, a Cachoeira da Fumaça possui significativa importância ambiental, contribuindo para a preservação de recursos hídricos, da vegetação nativa e da biodiversidade característica das áreas de montanha do Caparaó capixaba. O espaço representa um ambiente natural de grande valor ecológico, favorecendo o contato da população com a natureza e incentivando práticas de turismo sustentável e de educação ambiental”, completa.

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Para o deputado, a presença constante de visitantes contribui para o fortalecimento da economia local, estimulando atividades ligadas ao turismo, ao comércio e aos serviços na região. “A Cachoeira da Fumaça integra o conjunto de atrativos naturais que valorizam o patrimônio ambiental capixaba e reforçam a identidade das comunidades do entorno”, conclui.

Se o PL 114/2026 for aprovado e virar lei, a nova norma entrará em vigor na data de sua publicação em diário oficial.

Tramitação

Em análise na Comissão de Justiça, a matéria também terá parecer dos colegiados de Meio Ambiente, Turismo e Finanças antes de ser votada pelo Plenário da Assembleia.

Acompanhe a tramitação do PL 114/2026

Fonte: POLÍTICA ES

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