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Estimula Kids é inaugurado em São Gabriel da Palha com proposta de desenvolver habilidades infantis por meio do brincar
Novo espaço criado pela pedagoga e neuropsicopedagoga Gerliane Faria Gomes Keffler aposta em atividades lúdicas para estimular o desenvolvimento motor, cognitivo e social das crianças
São Gabriel da Palha acaba de ganhar um novo espaço voltado ao desenvolvimento infantil. Idealizado pela pedagoga, psicopedagoga e neuropsicopedagoga Gerliane Faria Gomes Keffler, o Estimula Kids nasce com a proposta de oferecer às crianças um ambiente acolhedor, seguro e preparado para estimular habilidades essenciais para o aprendizado e o crescimento saudável.
Segundo Gerliane, a ideia surgiu da necessidade de criar um local onde as crianças pudessem desenvolver suas capacidades longe das telas e por meio de experiências significativas. “A ideia surgiu da necessidade de oferecer um espaço dedicado ao desenvolvimento infantil, onde as crianças pudessem explorar suas habilidades de forma lúdica e segura. A paixão por ajudar os pequenos a crescerem de maneira saudável e feliz longe das telas foi o que impulsionou a criação desse projeto”, explica.
A inauguração representa um momento especial na trajetória da profissional. “A inauguração é um sonho realizado. É um momento de alegria e esperança, pois sabemos que estamos criando um ambiente onde as crianças poderão se desenvolver e aprender de maneira divertida”, afirma.
O principal objetivo do Estimula Kids é promover o desenvolvimento integral das crianças por meio de atividades cuidadosamente planejadas. “Queremos proporcionar um espaço onde as crianças possam desenvolver suas habilidades motoras, cognitivas e sociais através de atividades lúdicas e interativas. Queremos que cada criança se sinta valorizada e estimulada a explorar seu potencial”, destaca.
Um dos diferenciais do projeto é o atendimento individualizado, respeitando as particularidades de cada criança. “O Estimula Kids se destaca por seu enfoque lúdico e personalizado. Aqui, cada criança é vista como única e as atividades são adaptadas às suas necessidades específicas, promovendo um desenvolvimento integral e respeitando o ritmo de cada uma”, ressalta.
O ambiente também foi pensado para favorecer o aprendizado e a exploração. “Utilizamos cores claras, sem estímulos visuais, materiais seguros e espaços que incentivam a exploração. Queremos que as crianças se sintam acolhidas e motivadas a brincar e aprender”, conta.
Desenvolvimento antes da escrita
Um dos pontos defendidos pela profissional é que a aprendizagem da escrita começa muito antes do contato com o lápis. De acordo com Gerliane, habilidades motoras e cognitivas precisam ser estimuladas previamente para que esse processo aconteça de forma natural.
“Antes de pegar no lápis, as crianças precisam desenvolver habilidades motoras, como coordenação e força nas mãos, além de habilidades cognitivas, como atenção e percepção. Essas habilidades são fundamentais para que a escrita se torne uma atividade prazerosa e não um desafio”, explica Gerliane.
Ela destaca ainda alguns sinais que podem indicar a necessidade de estímulos adicionais. “Dificuldade em realizar atividades simples, como cortar com tesoura, problemas de coordenação, baixa atenção em brincadeiras ou dificuldade em seguir instruções podem indicar que a criança se beneficiaria de estímulos adicionais”.
Segundo a especialista, habilidades motoras bem desenvolvidas impactam diretamente a aprendizagem. “Elas ajudam a criança a controlar o lápis e a formar letras. Além disso, estão ligadas à capacidade de se concentrar e seguir sequências, fundamentais para o aprendizado”.
A atenção, a concentração e a memória também desempenham papel decisivo no desempenho escolar. “Atenção e concentração são cruciais para que a criança consiga absorver o conteúdo ensinado. Uma boa memória ajuda a reter informações e a aplicar o que aprendeu em diferentes contextos”.
Confira momentos da inauguração:
- Foto: Arquivo Pessoal
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- Foto: Arquivo Pessoal
Atividades diversificadas para estimular o desenvolvimento
No Estimula Kids, as crianças terão acesso a uma ampla variedade de atividades. Entre elas estão trabalhos com arte, coordenação motora ampla e fina, coordenação bilateral, atenção, concentração, foco, percepção, rastreamento visuomotor e oculomotor, memória, controle inibitório, funções executivas, noção de grandezas, consciência fonológica, velocidade de percepção visual, exploração sensorial, dinâmicas em grupo e contação de histórias.
“Todas as atividades são pensadas para estimular a criatividade e o desenvolvimento integral das crianças”, destaca Gerliane.
Ela reforça que o brincar é uma das ferramentas mais importantes para a aprendizagem infantil. “O lúdico torna o aprendizado mais prazeroso. Quando as crianças brincam, elas exploram, experimentam e aprendem de forma natural. O jogo é uma ferramenta poderosa que facilita a assimilação de conceitos e habilidades”.
Atendimento para diferentes necessidades
O Estimula Kids atenderá tanto crianças que apresentam dificuldades quanto aquelas que estão em pleno processo de desenvolvimento. “Acreditamos que todas podem se beneficiar de estímulos e atividades adequadas”, afirma.
O projeto é voltado principalmente para crianças de 1 ano e meio a 5 anos de idade. Além disso, o espaço também oferecerá reforço escolar e atendimento neuropsicopedagógico com intervenções e reabilitações voltadas para dificuldades e transtornos de aprendizagem.
Os acompanhamentos acontecerão em sessões realizadas em pequenos grupos. “Os atendimentos serão feitos com grupos de quatro crianças da mesma faixa etária”, explica.
Para desenvolver o projeto, Gerliane reúne conhecimentos adquiridos ao longo de sua formação em pedagogia, psicopedagogia, neuropsicopedagogia e especialização em psicomotricidade, dinâmica e jogos. “Minha formação me permite entender melhor as necessidades das crianças em diferentes níveis de desenvolvimento. Isso me ajuda a criar estratégias e atividades que realmente fazem a diferença no aprendizado e no desenvolvimento delas”.
- Foto: Arquivo Pessoal
- Foto: Arquivo Pessoal
- Foto: Arquivo Pessoal
- Foto: Arquivo Pessoal
Convite às famílias
Em meio à alegria da inauguração, a profissional faz um convite aos pais e responsáveis para refletirem sobre a importância da estimulação infantil nos primeiros anos de vida.
“A estimulação infantil é fundamental para o desenvolvimento saudável das crianças. É uma oportunidade maravilhosa para que elas saiam um pouco das telas e se envolvam em atividades que estimulam a criatividade e o aprendizado. Sabemos que o excesso de tempo em frente às telas pode impactar negativamente a aprendizagem, assim como uma alimentação rica em açúcar e a falta de uma rotina de sono adequada. Família, vamos juntos investir no futuro dos nossos pequenos. O Estimula Kids espera por vocês”, conclui.
Com uma proposta inovadora e focada no desenvolvimento integral, o Estimula Kids chega como uma nova opção para famílias que buscam estimular o potencial das crianças por meio do brincar, da interação e de experiências que contribuem para a construção das bases da aprendizagem.
Gerliane atende em São Gabriel da Palha, para agendamentos ou mais informações, o contato é pelo telefone: (27) 99575-0201, e-mail: [email protected] ou através do instagram: @gerliane_neuropsicopedagoga
Fonte: Editora Hoje
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Muito além do mel: apicultura impulsiona empreendedores e vira motor de negócios no Espírito Santo
“-Espera chover… e começa de novo. Então foi exatamente isso que eu fiz”. Foi entre pólen e o zumbido das abelhas que Juliano Cordeiro deu uma grande virada em sua trajetória profissional. O apicultor e consultor de São Domingos do Norte (ES) já enfrentou desde dúvidas na transição de carreira a uma seca severa que dizimou seus enxames, mas entendeu que o universo da apicultura seria o grande movimento da sua vida.
“Em 2013, meu caminho cruzou com a apicultura. Tudo começou por puro companheirismo. Um grande amigo precisava de ajuda para resgatar um enxame. O cenário desse primeiro contato não poderia ser mais simbólico da nossa região. Fomos até uma lavoura de café, onde as abelhas haviam se instalado dentro de um cupinzeiro. Eu nunca tinha lidado com aquilo, mas a curiosidade e a vontade de ajudar falaram mais alto. O que era para ser um favor no fim de semana acabou se tornando o ponto de partida para uma paixão que mudou a minha vida”, relembra o apicultor.
A atividade apícola reúne características que vão muito além da sustentabilidade ambiental e da preservação da biodiversidade. Nos últimos anos, vem se consolidando como uma alternativa de diversificação nas propriedades rurais, onde pode ser considerada uma fonte direta de geração de renda, em um negócio com dupla aptidão: o valor gerado pelos enxames vai além dos limites da própria colmeia.
Enquanto produzem mel, própolis, cera e geleia real, as abelhas realizam outro trabalho silencioso: segundo estudo pioneiro do IBGE publicado em 2025, a polinização animal contribui, em média, com 16,14% do valor da produção agrícola do Brasil, podendo chegar a 25%. O levantamento considera dados de 1981 a 2023 e analisou 89 itens da agricultura e extrativismo vegetal, dos quais 48,3% dependem, em algum grau, da polinização animal. Entre as culturas permanentes, como café e frutas, 38,7% da contribuição vem da polinização, relacionando-se diretamente ao aumento de produtividade e qualidade.
A trajetória de Juliano Abelha, como é conhecido, contribui para demonstrar a escalada de ascensão do segmento. Em 2022, sua esposa, conhecida como Kátia Abelhas, se juntou ao negócio. Vieram a criação de conteúdos, os cursos de aperfeiçoamento e a diversificação na atuação, que inclui a meliponicultura. “No primeiro ano trabalhando juntos, crescemos 100%; no ano seguinte crescemos mais 50%, e, aos poucos, pessoas de todo o país passaram a conhecer o nosso trabalho. Logo começaram os convites para palestras, consultorias e eventos fora do estado. Em pouco tempo nos tornamos referência, sendo convidados por grandes eventos e empresas para compartilhar conhecimento e prestar serviços”, acrescenta. Atualmente, o foco do casal está na estruturação de um CNPJ voltado para uma gama diversificada de produtose serviços. Em paralelo a uma agroindústria, está sendo finalizada a criação de um instituto de desenvolvimento e pesquisa.
Os números no estado do Espírito Santo comprovam o potencial econômico percebido pelos empreendedores. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2024, a colheita de mel no estado alcançou 846 mil quilos, um aumento de 55% em relação a 2016, quando foi registrado um volume de 544 mil quilos. A movimentação financeira mais que dobrou, passando de R$ 6,2 milhões para R$ 12,3 milhões.
Os polos produtivos trazem destaque para o município de Aracruz, que figura no topo do ranking, seguido por Fundão e Marechal Floriano. O cenário geral registra incremento na produção, avanços tecnológicos e o surgimento de novas iniciativas ligadas ao setor. Apicultores também têm investido em produtos derivados e mercados específicos. O aumento da demanda por produtos naturais e com origem confiável também contribui para a expansão do segmento. Esse movimento ajuda a explicar por que a história de Juliano não é um caso isolado. O cenário de expansão cria condições para que empreendimentos locais ultrapassem as fronteiras e conquistem novos mercados, inclusive em escala nacional.
Do Oiapoque ao Chuí: marca capixaba nasceu de uma única colmeia e conquistou o país
A expressão popular que simboliza a extensão territorial ajuda a dimensionar o caminho percorrido pela Melfort. Fundada em São Gabriel da Palha (ES), a empresa está presente em todos os estados do país. A trajetória começou de forma modesta, quando a família decidiu instalar uma colmeia no quintal de casa e acabou encontrando uma nova alternativa econômica.
Relembrando os passos dados quatro décadas atrás, a fundadora, Elaine Oto Malze, conta que a experiência com os primeiros favos foi tão positiva, que seu esposo, Fernando Malze, decidiu aumentar o número de colmeias. “Daquela caixinha fomos para duas, para dez, para cinquenta. Conforme os enxames aumentavam, não dávamos mais conta de consumir e percebemos que aquilo poderia se transformar em uma nova fonte de renda”, recorda.
O mel era envasado de forma artesanal e vendido de porta em porta nas cidades do norte e noroeste capixaba. “Peguei aquele mel clarinho na garrafa e saí para vender. Colocava os litros que coubessem em uma bolsa e carregava nos braços. Depois de um tempo, começamos a extrair própolis, que ainda era novidade naquela época. O que eu levava, vendia”, conta.
A boa aceitação incentivou a família a diversificar as vendas, adicionando um composto feito à base de mel e ervas, que rapidamente conquistou espaço entre os consumidores. O forte potencial econômico impulsionou os primeiros investimentos, a criação da marca e a implantação da estrutura industrial. Ao longo desse processo, a empresa estruturou uma operação submetida aos controles do Serviço de Inspeção Federal (SIF), etapa importante na profissionalização do empreendimento. Além da linha apícola, o catálogo passou a incluir compostos naturais e, mais recentemente, suplementação alimentar. O crescimento da operação trouxe a exigência de aumentar os estoques de matéria-prima, levando a empresa a buscar fornecedores em diferentes regiões, inclusive fora do estado.
Do litoral às montanhas, a diversidade favorece uma vocação em expansão
Entre ecossistemas naturais e grandes áreas cultivadas, a paisagem capixaba ajuda a explicar sua vocação apícola. Da vegetação nativa às lavouras de café, macadâmia, laranja, abacate, aroeira e outras culturas agrícolas, o estado reúne condições favoráveis para a produção de diferentes tipos de mel e derivados ao longo de todo o ano.
Segundo o extensionista do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), Alex Fabian Rabelo Teixeira, a combinação entre diversidade vegetal e variações geográficas cria um ambiente especialmente propício no estado. “O Espírito Santo possui um potencial extraordinário devido à sua paisagem, com floradas em épocas diferentes do ano e espécies tanto nativas quanto cultivadas. Além disso, temos uma marcante diferença de altitude. Em menos de 100 quilômetros, saímos do litoral e chegamos às montanhas. Isso resulta em uma paisagem dinâmica, o que por si só já é importante para as abelhas”, explica.
Essa alternância amplia as possibilidades de manejo e favorece o aproveitamento de diferentes períodos para coleta de recursos florais. Para o especialista, as possibilidades alcançam itens de maior valor agregado e que exigem maior especialização técnica. “Existe potencial para todos os produtos apícolas. Um apicultor dedicado consegue produzir geleia real e própolis, inclusive própolis vermelha”, afirma.
O quadro positivo, no entanto, ainda esbarra em gargalos como a ausência de programas de acompanhamento permanentes e a existência de lacunas na interlocução dentro da cadeia produtiva. Para o extensionista, a conscientização sobre o papel das abelhas e a divulgação dos produtos apícolas também são fatores decisivos para o avanço do setor.
Não obstante os desafios, o volume produzido no estado deve chegar a mil toneladas por ano até 2032, segundo a Secretaria de Agricultura do Espírito Santo (Seag), consolidando uma trajetória positiva, impulsionada pela profissionalização dos produtores, diversificação de produtos e ampliação do consumo.
Da realidade consolidada às expectativas futuras, as colmeias capixabas vêm produzindo muito mais do que mel: elas ajudam a polinizar cultivos, movimentar negócios e transformar pequenas iniciativas familiares em empreendimentos de alcance nacional. E para quem investiu tempo, recursos e uma dose de paixão nesse empreendimento, os resultados continuam tendo o mesmo sabor da origem. Assim como para Elaine, muito além dos números, o que importa é que a essência do negócio permaneça: “O mel faz parte da nossa história. Sempre vai fazer.”
Fonte: Alessandra Piassarollo e Paula Pignaton | Lumi Comunicação Estratégica
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