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Ales debate mudanças climáticas na Semana do Meio Ambiente

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Enchentes, estiagens, frio ou calor intenso estão entre os efeitos das mudanças climáticas / Foto: Eduardo Dias

A Comissão Parlamentar Interestadual de Estudos para o Desenvolvimento Sustentável da Bacia Hidrográfica do Rio Doce (Cipe Rio Doce) promove, na terça-feira (2), palestra sobre mudanças climáticas. Aberta ao público em geral, a atividade vai informar e refletir sobre a origem e as consequências das atitudes que estão levando a humanidade a conviver com eventos de natureza extrema, como o aumento do nível dos oceanos, períodos de seca, chuvas intensas e tempestades.

Aberta ao público em geral, a palestra será realizada no auditório Hermógenes Lima da Fonseca, às 13h30, e terá na plateia estudantes do Instituto Gênesis, com idades entre 14 e 17 anos. Com o título “Mudanças climáticas globais: o que esperar de um planeta mais quente?”, a palestra será ministrada pelo químico e empresário de turismo ambiental Wallace Barbosa Mendes e pelo biólogo Thiago Teixeira Barbosa.

Além de apontar as origens dos problemas, os prognósticos para o Brasil e, especificamente, para o Espírito Santo, os palestrantes querem chamar a atenção para atitudes que poderão ser tomadas para amenizar as mudanças, tanto na esfera individual quanto no âmbito do poder público.

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Frentes parlamentares

Na terça-feira serão realizadas ainda reuniões de duas frentes parlamentares. Às 18 horas a Frente Parlamentar de Apoio do Comércio, Serviços, Indústrias, Turismo e Infraestrutura se reúne no Plenário Rui Barbosa. A discussão será voltada para as conquistas e desafios da Agência de Regulação de Serviços Públicos (Arsp), que completa dez anos de funcionamento.

Às 19 horas, a Frente Parlamentar Pró-Vida se reúne no Auditório Hermógens Lima para discutir o tema “Aborto aos nove meses: crime contra a humanidade”.

Funcionamento da Ales

A semana de trabalhos terá três dias, devido ao feriado nacional de Corpus Christi na quinta-feira (4) e ao ponto facultativo na sexta (5), definido pelo Ato 6.906 e publicado no Diário do Poder Legislativo (DPL) de 19 de dezembro de 2025. Apenas serviços essenciais não sofrerão paralisação na Casa, que retoma os trabalhos na segunda-feira, 8 de junho, às 7 horas.

Agenda completa*

Segunda (01/06)
13h30 – Reunião da Comissão de Finanças – Plenário Dirceu Cardoso
15 horas – Sessão ordinária – Plenário Dirceu Cardoso

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Terça (02/06)
10 horas – Reunião da Comissão de Segurança – Plenário Dirceu Cardoso
13 horas – Reunião da Comissão de Turismo – Plenário Rui Barbosa
13h30 – Cipe Rio Doce: Palestra “Mudanças Climáticas Globais: o que esperar de um planeta mais quente?” – Auditório Hermógenes Lima
13h30 – Reunião da Comissão de Justiça – Plenário Dirceu Cardoso
15 horas – Sessão ordinária – Plenário Dirceu Cardoso
18 horas – Reunião da Frente Parlamentar de Apoio do Comércio, Serviços, Indústrias, Turismo e Infraestrutura – Plenário Rui Barbosa
19 horas – Reunião da Frente Parlamentar Pró-Vida – Auditório Hermógenes Lima

Quarta (03/06)
9 horas – Sessão ordinária virtual

*Agenda sujeita a mudanças

Fonte: POLÍTICA ES

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Diplomacia, política e protagonismo jovem são destaques em sessão

O plenário da Assembleia Legislativa (Ales) foi palco, mais uma vez, de cerimônia de abertura da Simulação ONU SEB. A sessão especial nesta sexta-feira (29) foi proposta pelo deputado Gandini (Podemos) e trouxe a reflexão da importância da paz, do respeito e de uma diplomacia consciente de tempos complexos e repletos de conflitos. Os alunos participantes são das unidades de Vitória e Vila Velha da rede. As reuniões e debates simulando comitês e organismos do Sistema ONU seguem durante o final de semana (30 e 31 de maio) na unidade de Vitória da escola.

Fotos da sessão

Presidente da Ales, o deputado Marcelo Santos (União) abriu a sessão ressaltando a importância de as instituições e as pessoas que as compõem apostarem no diálogo e na civilidade.

“O que funciona de verdade na ONU? Vocês são diplomatas e diplomacia significa dialogar, respeitar a cultura, a religião, a forma, os vícios do Reino Unido. Que não é diferente, por exemplo, da África. O papel da ONU é justamente isso: respeitar cada país da forma que ele for constituído. A ONU não impõe, não produz leis, não produz nada daquilo que uma nação produz. Ela é meramente um síndico que gerencia e discute”, refletiu o presidente da Ales.

Marcelo Santos frisou a mensagem do “respeito” que provoca “resultado” presente no projeto. “Aqui vocês dão um exemplo de civilidade, conhecimento, ainda tão jovens. E isso que está acontecendo aqui hoje vai produzir um efeito, e eu espero que seja pro Brasil, nascendo aqui no Espírito Santo, dentro do seio da casa democrática”.

Proponente da sessão, o deputado Gandini discursou como membro das comissões de Educação e de Meio Ambiente e ponderou que, se por um lado, “estamos diante de um momento de grandes avanços tecnológicos”, a realidade internacional parece um triste passado.

“É o momento que a gente está vivendo isso, mas os desafios parecem ser, infelizmente no mundo, os desafios do passado: estamos vendo guerras sem sentido algum, estamos vivendo momentos de tensões gigantescas, questionamentos inclusive das instituições. A ONU mesmo está sendo questionada mundialmente”.

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Gandini também destacou a importância do Legislativo como o Poder da pluralidade de pensamentos, mas com harmonia e respeito. “O nosso desafio atual é combater a intolerância. A intolerância, ela não pode reinar em nossos ambientes. Então, em todos os aspectos, a gente precisa buscar o diálogo. Que o diálogo seja o princípio da nossa vida, nosso instrumento, o principal instrumento de transformação, e essa é uma simulação importantíssima”

Propósito

Na sessão de abertura do evento, o diretor-geral da rede de ensino, Vander Euber Barbato, fez um agradecimento aos pais que lotavam as galerias do Plenário Dirceu Cardoso.

“Somos gratos por estimulá-los a participar de projetos como este. Não é fácil um adolescente nos dias de hoje, com o excesso de tela, querer ficar um final de semana debatendo assuntos para resolver problemas mundiais. E a gente sabe que vocês têm um papel fundamental nisso”.

Na ocasião, Barbato foi homenageado com a medalha comemorativa dos 190 anos da Assembleia. O diretor entregou aos quase 170 alunos presentes uma mensagem citando Fernando Pessoa. “Navegar é preciso, você colocou uma rota no navio com os instrumentos que ele possui e ele vai seguir a rota. Se não tiver nenhuma ameaça pelo caminho, ele vai conseguir chegar no seu destino final. (…) Isso é precisão, isso é ciência. Viver não é preciso, nos dias de hoje está cada vez mais impreciso, mais dinâmico, mais difícil. A gente não precisa ir longe, a buzina o tempo todo comendo solta. A gente o tempo todo vê violência, destruição, guerra…”, pontuou.

Para o diretor, as disputas atuais são muitas vezes desiguais, oprimindo as novas gerações e exigindo delas o desenvolvimento de senso crítico para contribuir com cenários futuros de paz e transformações. “Disputa de lutador de MMA lutando contra uma criança lá fora, é assim o mundo lá fora. No nosso cenário próximo, a gente vê a violência, a violência do homem contra a mulher, a violência entre si. (…) Quando nós falamos que o projeto da simulação se propõe a desenvolver com vocês habilidades para um mundo melhor, estamos falando de no futuro vocês ocuparem lugares de destaque, profissões que vão fazer a diferença, educando, construindo, fazendo o que o talento desenvolver”, explicou.

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Palestra

Respeitar a soberania dos outros, mas ao mesmo tempo poder agir para ajudar, foi um dos questionamentos levados aos alunos pela palestrante do evento, a historiadora franco-belga-brasileira, Evelien Opsommer. A palestra discutiu a diplomacia no século XXI, o que funciona, o que não funciona, além dos legítimos interesses nacionais e os conflitos provocados.

Lembrando que a atual sociedade está “muito longe no tempo” das duas Guerras Mundiais e da Guerra do Paraguai, Evelien lembrou que as guerras continuam sendo um recurso em última instância e todos os povos estão sujeitos a ela. A palestrante enfatizou que precisamos entender nacionalismos, patriotismos e, num universo de quase 200 países soberanos, não há espaço para a “utopia do fim das fronteiras”. “A gente precisa de fronteiras, de regras, não são as mesmas regras”.

Veteranos

No papel de secretária-geral da ONU, a ex-aluna e estudante de jornalismo Júlia Callot Gouveia fez um discurso de abertura dos trabalhos oficiais, trazendo motivação e choque de realidade aos “colegas diplomatas”. O discurso apresentou diversos temas políticos internacionais e frisou que estabilidade internacional é um termo extremamente frágil, diante de tantas camadas de conflitos.

“Existem pessoas prestes a descobrir paixões que vão carregar para o resto da vida. Talvez no PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) alguém descubra que quer dedicar a vida à preservação ambiental, e sim, ao debater sobre lixo espacial, você perceba que até o infinito pode sofrer com a irresponsabilidade humana”, citou como exemplo.

Fonte: POLÍTICA ES

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