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Diplomacia, política e protagonismo jovem são destaques em sessão
O plenário da Assembleia Legislativa (Ales) foi palco, mais uma vez, de cerimônia de abertura da Simulação ONU SEB. A sessão especial nesta sexta-feira (29) foi proposta pelo deputado Gandini (Podemos) e trouxe a reflexão da importância da paz, do respeito e de uma diplomacia consciente de tempos complexos e repletos de conflitos. Os alunos participantes são das unidades de Vitória e Vila Velha da rede. As reuniões e debates simulando comitês e organismos do Sistema ONU seguem durante o final de semana (30 e 31 de maio) na unidade de Vitória da escola.
Presidente da Ales, o deputado Marcelo Santos (União) abriu a sessão ressaltando a importância de as instituições e as pessoas que as compõem apostarem no diálogo e na civilidade.
“O que funciona de verdade na ONU? Vocês são diplomatas e diplomacia significa dialogar, respeitar a cultura, a religião, a forma, os vícios do Reino Unido. Que não é diferente, por exemplo, da África. O papel da ONU é justamente isso: respeitar cada país da forma que ele for constituído. A ONU não impõe, não produz leis, não produz nada daquilo que uma nação produz. Ela é meramente um síndico que gerencia e discute”, refletiu o presidente da Ales.
Marcelo Santos frisou a mensagem do “respeito” que provoca “resultado” presente no projeto. “Aqui vocês dão um exemplo de civilidade, conhecimento, ainda tão jovens. E isso que está acontecendo aqui hoje vai produzir um efeito, e eu espero que seja pro Brasil, nascendo aqui no Espírito Santo, dentro do seio da casa democrática”.
Proponente da sessão, o deputado Gandini discursou como membro das comissões de Educação e de Meio Ambiente e ponderou que, se por um lado, “estamos diante de um momento de grandes avanços tecnológicos”, a realidade internacional parece um triste passado.
“É o momento que a gente está vivendo isso, mas os desafios parecem ser, infelizmente no mundo, os desafios do passado: estamos vendo guerras sem sentido algum, estamos vivendo momentos de tensões gigantescas, questionamentos inclusive das instituições. A ONU mesmo está sendo questionada mundialmente”.
Gandini também destacou a importância do Legislativo como o Poder da pluralidade de pensamentos, mas com harmonia e respeito. “O nosso desafio atual é combater a intolerância. A intolerância, ela não pode reinar em nossos ambientes. Então, em todos os aspectos, a gente precisa buscar o diálogo. Que o diálogo seja o princípio da nossa vida, nosso instrumento, o principal instrumento de transformação, e essa é uma simulação importantíssima”
Propósito
Na sessão de abertura do evento, o diretor-geral da rede de ensino, Vander Euber Barbato, fez um agradecimento aos pais que lotavam as galerias do Plenário Dirceu Cardoso.
“Somos gratos por estimulá-los a participar de projetos como este. Não é fácil um adolescente nos dias de hoje, com o excesso de tela, querer ficar um final de semana debatendo assuntos para resolver problemas mundiais. E a gente sabe que vocês têm um papel fundamental nisso”.
Na ocasião, Barbato foi homenageado com a medalha comemorativa dos 190 anos da Assembleia. O diretor entregou aos quase 170 alunos presentes uma mensagem citando Fernando Pessoa. “Navegar é preciso, você colocou uma rota no navio com os instrumentos que ele possui e ele vai seguir a rota. Se não tiver nenhuma ameaça pelo caminho, ele vai conseguir chegar no seu destino final. (…) Isso é precisão, isso é ciência. Viver não é preciso, nos dias de hoje está cada vez mais impreciso, mais dinâmico, mais difícil. A gente não precisa ir longe, a buzina o tempo todo comendo solta. A gente o tempo todo vê violência, destruição, guerra…”, pontuou.
Para o diretor, as disputas atuais são muitas vezes desiguais, oprimindo as novas gerações e exigindo delas o desenvolvimento de senso crítico para contribuir com cenários futuros de paz e transformações. “Disputa de lutador de MMA lutando contra uma criança lá fora, é assim o mundo lá fora. No nosso cenário próximo, a gente vê a violência, a violência do homem contra a mulher, a violência entre si. (…) Quando nós falamos que o projeto da simulação se propõe a desenvolver com vocês habilidades para um mundo melhor, estamos falando de no futuro vocês ocuparem lugares de destaque, profissões que vão fazer a diferença, educando, construindo, fazendo o que o talento desenvolver”, explicou.
Palestra
Respeitar a soberania dos outros, mas ao mesmo tempo poder agir para ajudar, foi um dos questionamentos levados aos alunos pela palestrante do evento, a historiadora franco-belga-brasileira, Evelien Opsommer. A palestra discutiu a diplomacia no século XXI, o que funciona, o que não funciona, além dos legítimos interesses nacionais e os conflitos provocados.
Lembrando que a atual sociedade está “muito longe no tempo” das duas Guerras Mundiais e da Guerra do Paraguai, Evelien lembrou que as guerras continuam sendo um recurso em última instância e todos os povos estão sujeitos a ela. A palestrante enfatizou que precisamos entender nacionalismos, patriotismos e, num universo de quase 200 países soberanos, não há espaço para a “utopia do fim das fronteiras”. “A gente precisa de fronteiras, de regras, não são as mesmas regras”.
Veteranos
No papel de secretária-geral da ONU, a ex-aluna e estudante de jornalismo Júlia Callot Gouveia fez um discurso de abertura dos trabalhos oficiais, trazendo motivação e choque de realidade aos “colegas diplomatas”. O discurso apresentou diversos temas políticos internacionais e frisou que estabilidade internacional é um termo extremamente frágil, diante de tantas camadas de conflitos.
“Existem pessoas prestes a descobrir paixões que vão carregar para o resto da vida. Talvez no PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) alguém descubra que quer dedicar a vida à preservação ambiental, e sim, ao debater sobre lixo espacial, você perceba que até o infinito pode sofrer com a irresponsabilidade humana”, citou como exemplo.
Fonte: POLÍTICA ES
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Feira apresenta cultura e diversidade dos 78 municípios capixabas
Imagine num só lugar poder ouvir o forró de Itaúnas, apreciar o artesanato de Muqui, comer o pastel de Ibiraçu e tomar um café da região das Montanhas Capixabas? Tudo isso você encontra na Feira dos Municípios, que vai até o próximo domingo (31) no Pavilhão de Carapina, Serra.
E a Assembleia Legislativa (Ales), não poderia ficar de fora desse grande evento. A Casa está presente com um estande apresentando o projeto Arranjos Produtivos, iniciativa do Legislativo estadual que leva conhecimento, insumos e mudas para o homem e a mulher do campo, com a finalidade de diversificação das culturas e geração de emprego e renda.
Veja mais fotos da Feira dos Municípios
A secretária da Casa dos Municípios, Joelma Costalonga, uma das responsáveis pela execução do Arranjos, falou que o estande traz como destaque a cultura do cacau, desde o cultivo até a comercialização, passando por todas as etapas do processamento do cacau.
“Temos tido bastantes visitantes para conhecer a cultura de perto e degustar o chocolate. Também temos o vinho e o suco de uva de uma das parreiras de Jaguaré, onde vamos fazer a primeira Festa da Uva agora em junho. Temos café, ovos caipira, defumados, biscoitos diversos. Quem não degustou e não comprou pode vir pra cá que o estande da Ales está dando espaço para o agricultor e a agricultora”, disse.
O 2° vice-presidente da Assembleia, Delegado Danilo Bahiense (PL), também passou pelo estande, e elogiou o espaço e a estrutura da Feira dos Municípios. “O estande ficou maravilhoso, mas é bom destacar também os demais dos 78 municípios capixabas. Tive a oportunidade de rodar por todos ontem e hoje e revi muitos amigos. Parabenizo o governo do Estado por essa iniciativa maravilhosa e a todos os organizadores”, ressaltou.
Ele convidou os capixabas a vir conhecer todas as tradições culturais do Espírito Santo que estão marcando presença na feira. “Aqui você tem a oportunidade de estar no estande de cada município e conhecer as atividades daquele município. O café, a cachaça, a agropecuária. Você vai conhecer aqui todos os municípios do Espírito Santo andando no mesmo espaço”, frisou.
Para o presidente da Ales, deputado Marcelo Santos (União), a feira é um momento em que o capixaba pode descobrir a culinária, a cultura, os costumes e os pontos turísticos de todos os municípios do Espírito Santo. Ele também conclamou as pessoas a prestigiarem a feira.
“Quem não vier está perdendo. É uma grande oportunidade num espaço pequeno. Temos aqui Pedro do Canário, cidade distante pra danar, e um clima totalmente diferente, mais quente, e tem aqui Santa Teresa, próximo da Grande Vitória, com um clima mais fresco. Tudo isso é a diversidade que temos dentro do Espírito Santo. Um estado pequeno, mas que é múltiplo na questão cultural, da culinária e da diversidade”, exaltou.
Feira dos Municípios
A Feira dos Municípios prossegue neste sábado (30), com atividades das 10 horas até as 22 horas. No domingo, o evento começa às 10 horas e vai até as 18 horas.
Fonte: POLÍTICA ES
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