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Murilo Cabral Lacerda

AFINAL O QUE A SOCIEDADE APRENDEU COM A PANDEMIA – Artigo por Murilo Cabral Lacerda

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Foto: Pixabay

“O obscurantismo é uma ameaça porque trata o conhecimento e a ciência como algo secundário, quando não, irrelevante ou descartável. Isso é natural, pois o método científico, a razão e a filosofia (apenas para ficar em três exemplos) são as melhores ferramentas para desnudar mentiras em praça pública. Todo sistema de governo autocrático tem pavor disso. Hitler promoveu a queima de livros em praça pública; o regime soviético centralizava a imprensa e os meios de comunicação, e por aí vai. Diversidade de pensamento e verdades inconvenientes, que confrontam o sistema, são perseguidos e eliminados sem parcimônia.

Atualmente, temos uma visão remasterizada dessas atrocidades intelectuais. Terraplanismo, movimentos anti-vacinas, atentados contra um Estado realmente laico e a negação do aquecimento global são as partes mais vistosas de um portfólio de crenças que não sobreviveriam a qualquer teste de validade científica. Mas, ainda assim, uma multidão de pessoas defende essa pasmaceira. Isso pode acontecer por diversas razões:

– Baixo nível de escolaridade: as pessoas nesse grupo são as maiores vítimas, pois não têm acesso ao conhecimento mínimo, que lhes permitiriam a formação de um senso crítico mais acurado. Consequentemente, caem com mais facilidade na lábia de personalidades públicas eloquentes e com uma boa lábia. A popularidade do ex-presidente Lula e o crescimento das igrejas neo-pentecostais, entre os mais pobres, são bons exemplos. Observação: antes que algum missionário do “politicamente correto” diga que eu disse que “todas as pessoas pobres não têm capacidade crítica”, esclareço que nunca faria uma generalização dessas. O meu ponto é estatístico, pois de fato existe uma forte correlação entre baixa escolaridade e senso crítico, sem prejuízo de outliers presentes nas pontas da Curva de Gauss.

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– Conveniência econômica e/ou política: nesse grupo estão as pessoas (físicas e jurídicas) que se beneficiam, direta ou indiretamente, da situação. Aqui estão: os líderes religiosos que desejam maximizar os seus lucros; o político que promove a polarização, em uma tentativa de angariar mais votos; empresas que promovem lobbies fortíssimos para manter os seus produtos nas prateleiras, apesar de todas as evidências de que fazem mal a nossa saúde; influencers, ávidos por likes; puxa-sacos, que reproduzem o que os seus superiores dizem, na esperança de colher algum benefício;

– Orgulho: em algum momento da vida o sujeito defendeu algo que não pararia em pé, se submetido a um teste de validade científica. No fundo ele até sabe que não tem cabimento as suas afirmações, mas por orgulho, ele as sustenta até a morte. Pode não parecer, mas esse grupo tem muita gente.

– “Poderes sobrenaturais”: é aquele indivíduo escolarizado, muitas vezes com doutorado, que para parecer fora da curva, passa a acreditar em teorias da conspiração. Ele faz isso dotado de um dom mediúnico para detectar todas as mentiras do universo. Somente ele consegue ver as verdades ocultas e, sob a sua ótica, as demais pessoas vivem presas na Matrix, sendo manipuladas pelo capeta da “grande mídia”, na figura de um Leviatã pós-moderno. Olavo de

Carvalho, talvez seja o melhor exemplo desse grupo.
– Preguiça intelectual: são as pessoas com bom nível de escolaridade, mas que se limitam a repetir, como papagaios, o que leem nas mídias sociais e na imprensa. São o alvo predileto dos difusores de fake news. Bateu no WA, o sujeito passa adiante sem o mínimo de reflexão.

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Reverter esse quadro é muito difícil. A internet, que teoricamente deveria ser uma ferramenta de difusão do conhecimento, tornou-se um oceano de informações de baixa qualidade, nivelando por baixo os debates e o nosso senso crítico. Além disso, ela drena boa parte do nosso tempo útil. Tempo precioso, que poderia ser utilizado para o estudo e a reflexão.

Porém, eu acredito que o obscurantismo só pode ser combatido através do conhecimento. E a melhor maneira de fomentar o conhecimento de qualidade é através dos livros, qualquer um. Leia, leia e leia. Melhor ler Paulo Coelho do que não ler. E se você quiser dar um passo adiante, leia os clássicos da filosofia, economia, psicologia e afins. Essas pessoas não se tornaram atemporais por acaso. Refletiram profundamente sobre questões do cotidiano e buscaram, de maneira sólida e racional, expressar os seus pontos de vista. Estão todos disponíveis gratuitamente na internet.

Por fim, como se trata de um “textão” a maior parte das pessoas que me segue não chegou até aqui. Mas se você chegou, espero que tenha gostado do que escrevi (calma, não vou pedir o seu like). E se não gostou, ótimo! Critique. Eu me exponho aqui é para aprender com você e crescer com a sua ajuda, exatamente o oposto de um obscurantista.”

Foto: divulgação

Murilo Cabral Lacerda

Mestre em Contabilidade, Controladoria e Finanças Pública

Pós-Graduado em Epistemologia Genética e Educação

Pós-Graduado em Docência do Ensino Superior

Pós-Graduado em Auditoria e Perícia Contábil

Murilo Cabral Lacerda

O PARADOXO DA POLÍTICA NO BRASIL – artigo por Murilo Cabral Lacerda

Por que as pessoas abominam os políticos corruptos e frequentemente os reelegem?

Hoje não existe neste país, pessoas que não estejam indignadas com tudo que vem acontecendo.

Individualmente não concordamos com “nada do que está aí”. Temos a crença e o sentimento de que somos pessoalmente muito melhores do que essas bandalheiras que grassa em nosso país.

Coletivamente, no entanto, o resultado final de todos nós juntos, é tudo isso que está aí. Pessoalmente (e no plano dos discursos: orais ou nas redes sociais) somos (e vendemos) a imagem do que gostaríamos de ser (honestos, probos, íntegros, avançados, progressistas, amistosos, cordiais etc.).

Discursamos sempre de acordo com essa imagem.

Coletivamente não somos nada (ou somos muito pouco) dessa imagem que gostaríamos de ser.

O produto final (nós como um todo) é horroroso, indecente, indolente, mal afamado (a classe política nada mais é que uma síntese ou espelho da sociedade que temos).

GESTÃO PÚBLICA

⇒ Os gestores púbicos, QUE reclamam de recurso!
⇒ Os maus gestores estão fadados ao fracasso….. Convergência….

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O cerco está se fechando para os maus gestores, a tendência é que não existirá mais espaço para gestores que escolhem os maus profissionais para assessorá-los.

A lei de responsabilidade fiscal veio para ficar….Gestores que não atendem ou tentam ludibriar os parâmetros fiscais definidos na lei estarão sujeitos ao rigor da lei.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Murilo Cabral Lacerda
Mestre em Contabilidadade, Controladoria e Finanças Publica – FUCAPE
Pós Graduado em Auditoria e Pericia Contábil
Pós Graduado em Auditoria e Epistemologia Génica e Educação
Pós Graduado em Docência do Ensino Superior

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