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Ackilla Nayhara Vechi - ES1.com.br

Seu olhar – poema escrito pela gabrielense Ackilla Nayhara Vechi

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Foto: Pixabay

Seu olhar

Foi caminhando em sua direção que tive vontade de apertar sua mão.

Após olhar todos os cantos e as direções pude notar e não deixar de apreciar aquele lindo, breve e meigo olhar.

Aquele de paralisar, fazer hipnotizar.

Me deu vontade de ficar lá parada a olhar e desfrutar daquela imagem, que achei segundos depois que fosse um pedaço do paraíso que eu estivesse a pisar.

Como numa obra perfeita de Deus, eu reconheci aqueles olhos como uma tela pintada pelas mãos de anjos.

E eu procurando ver ainda mais daquela imensidão toda, tive de me contentar com aquele pedaço, aquele brilho exuberante e expressivo em pares, uma verdadeira pedra do Sol.

E se por acaso eu sempre te encontrar por aqui, entrarei mais algumas centenas de vezes, talvez umas mil vezes mil para ser mais exata.

Não me pergunte o por que disso tudo, porque nem sempre há resposta para tudo, é apenas uma sensação brotada do coração, não cabe explicação para manifestações sublimes como essa.

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Deixou no ar um aroma doce e misterioso, intrigante e com uma dose de curiosidade, então deixa estar, deixa ficar esse silêncio revestido de magia e brilho, que vem de você para mim, ou de mim para você.

Por lá sempre vou passar mesmo que os motivos possam gerar ambiguidade de intenções, mas em meio a razão voraz, um pouco de emoção torna-se energia para a alma.

Reforço apenas uma vontade em questão que é de apertar suavemente suas mãos, sentir o toque da pele a pegar, para depois guardar comigo aquele singelo momento de aproximação, pois não teria eu intenções enganosas para com você sendo que de tão longe eu estou.

Acredite.

Autora: Ackilla Nayhara Vechi

[email protected]

Tel: 27 99512-2802

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O não alcançado – poema escrito pela gabrielense Ackilla Nayhara Vechi

O não alcançado

Um quase afeto.

Um quase afago.

Um quase: “eu te quero”, ou um quase: “só estou desesperado”.

Um quase amor.

Um quase laço, super bem feito e muito entrelaçado.

Um quase interesse latente, que como uma serpente, serpenteou e foi embora.

Uma quase dor de um amor que sequer começou.

Uma ligeira superação de uma quase emoção que não vingou.

Um quase abraço apertado e bem dado, com gosto de lar para repousar e se possível até morar.

Um quase perfeito caminho que nos direcionava para as estrelas, mesmo estando com os pés firmados ao chão.

Um quase acordo de sentimentos mútuos que se estabeleceria assim que nossos olhares se cruzassem.

Um quase descompasso do coração ao sentir a sua presença, sua aproximação inconfundível entre os demais.

Um quase cumprimento tão cheio de vida, que faria florescer até a mais rara flor em terreno árido e infértil, um verdadeiro substrato da alma.

Certamente uma quase história bem vivida, colorida e rica em detalhes de paixão.

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Certamente o quase ficou bem no meio de ambos, quase mesmo seria a tragédia que se desenrolaria nas cenas dos capítulos que quase existiram.

Quase uma decisão, quase uma brutal paixão.

Quase uma escolha, escolha essa que foi feita e a seguir desperdiçada, e mais a seguir ainda renunciada.

Não é prudente se contentar com pouco, com aquilo que não se faz esforço e que se desmancha em meio as falas contraditórias.

Certamente se houve um quase em sua vida, significa que você se encontra na encruzilhada da dúvida e certeza ao mesmo tempo.

É chegada a hora de fazer escolhas, trazer convicções a esse coração.

Não tenha medo de frear o que não te serve e não te cabe mais, vista-se de coragem.

Perdoe e deixe ir essas quase memórias.

Liberte esse grito amordaçado, entalado na garganta.

Apenas vou partir em busca dos melhores caminhos, nada poderá me impedir.

Pois seu olhar já não me causa mais emoção, apenas estranhamento, é como um véu pintado de preto feito venda para cobrir meus olhos, de maneira que a luz jamais atravesse.

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Entre os fragmentos de alegrias e tristezas,

Angústias e euforia,

Vitórias e derrotas, eu escolho entregar tudo ao vento.

Para dar lugar ao alento, e cicatrizar feridas persistentes.

Aproximar.

Acreditar.

Ressignificar.

Ainda são ações que funcionam em uma alma rasurada como a que vos fala.

Só fique atento, e não ansioso.

Pois é com bom gosto que apreciamos a arte de amar e ser amado.

Autora: Ackilla Nayhara Vechi (Gabrielense)

E-mail: [email protected]

Tel.: 27 99512-2802

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