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Acompanhante de pessoa com deficiência terá atendimento prioritário

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Acompanhante deverá apresentar carteira de identificação específica para ter direito ao benefício / Foto: iStock

Parentes, tutores e cuidadores responsáveis por acompanhar pessoas com deficiência (PcD) terão a mesma prioridade no atendimento dispensado à PcD. Para tanto, eles deverão possuir um cartão de identificação (da mesma modalidade portada pela PcD), expedido gratuitamente pelo Poder Executivo. É o que determina a Lei Estadual 12.823, publicada na quarta-feira (29) no Diário do Poder Legislativo.

A lei garante ao portador de tal identificação atendimento prioritário, igual ao dispensado à PcD, mesmo que esta não esteja presente. A prioridade no atendimento vale para os órgãos públicos e privados, administração indireta, concessionárias de serviços públicos e prestadores de serviço ao Estado.

Quem não cumprir a legislação estará sujeito à multa de 500 Valores de Referência do Tesouro Estadual (VRTE), que hoje corresponde a R$ 2.469,15.
A lei foi promulgada pelo presidente da Ales, deputado Marcelo Santos (União), porque o governador do Estado não se manifestou dentro do prazo constitucional de 15 dias. Pelo seu silêncio, coube ao Legislativo tornar pública a lei estadual.

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Origem da lei

A Lei 12.823/2026 tem origem no Projeto de Lei (PL) 248/2023, de autoria da deputada Camila Valadão (Psol). A este PL foi anexado outro (PL 135/2026, do deputado Marcelo Santos) que trata do mesmo tema, mas que foi apresentado posteriormente, em março de 2026. Ambos os projetos tratam do atendimento prioritário, tanto à PcD quanto ao seu cuidador ou acompanhante devidamente identificado.

Dada a existência da Lei federal 14.364/2021, que garante atendimento prioritário não somente para as PcD, mas se estende para idosos, gestantes, lactantes, pessoas com crianças de colo e obesos e aos seus acompanhantes ou cuidadores, a deputada Camila Valadão argumenta a necessidade de regulamentação estadual desse direito.

A deputada cita pesquisas que revelam que as mulheres, especialmente idosas, são a maioria das pessoas que sofrem com a ausência de regulamentação para o atendimento prioritário desta natureza.

Já o deputado Marcelo Santos reafirma o quadro de dificuldades que afeta pais, mães, tutores, curadores ou outros responsáveis legais quando necessitam recorrer ao atendimento prioritário em serviços públicos.

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Ele se ampara no artigo 227 da Constituição Federal e no Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei Federal 13.146/2015). Por isso, defende a aplicação do atendimento prioritário também no âmbito estadual.

Fonte: POLÍTICA ES

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Comissão de Segurança debate crimes praticados por menores de idade

A menoridade penal é um dos assuntos em destaque na agenda de atividades parlamentares previstas para a próxima semana na Assembleia Legislativa (Ales). O tema está na pauta da reunião da Comissão de Segurança, marcada para terça-feira (5), às 10 horas, no Plenário Dirceu Cardoso.

Foram convidados para o debate autoridades dos Poderes Executivo e Judiciário, Ministério Público do Espírito Santo (MPES), Defensoria Pública do Estado (DPES), Ordem dos Advogados (OAB-ES), além de representantes das polícias, organizações ligadas aos direitos humanos e assistência social.

“É um assunto importantíssimo, já que parte considerável dos crimes é praticada por menores de idade que, por terem menos de 18 anos, acabam não respondendo de uma forma mais rigorosa pelo que fazem”, afirma o presidente do colegiado, deputado Delegado Danilo Bahiense (PL).

Menoridade penal

Pela legislação brasileira, menores de 18 anos são inimputáveis, por isso, não respondem penalmente em casos de crimes, estando sujeito a normas estabelecidas no Estatuto da Criança e do Adolescente.

Bahiense considera que a redução da idade penal no país é um dos pontos que poderão ser discutidos no encontro por se tratar de um anseio de boa parte da população.

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Ele acrescenta que a precariedade do funcionamento dos conselhos tutelares e o que tem sido feito pelo poder público para evitar que os jovens sejam atraídos pelo crime também são questões passíveis de discussão no encontro.

Família Acolhedora

Outro debate programado para a semana é a respeito da importância das ações da Família Acolhedora, medida de proteção prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente.

O encontro, promovido pela Frente Parlamentar da Advocacia, está marcado para segunda-feira (4), às 10 horas, no auditório Hermógenes da Fonseca.

Foram convidadas para falar sobre o assunto a dirigente do Centro de Apoio Operacional da Infância do MPES, promotora de Justiça Valéria Barros Duarte, e a promotora da Infância, Vanessa Fraga.

O serviço Família Acolhedora cadastra e capacita famílias da comunidade para receberem, em suas casas, crianças e adolescentes afastados temporariamente do convívio familiar por medida de proteção (risco ou vulnerabilidade).

É um lar temporário, não adoção, visando o retorno à família de origem. As famílias recebem suporte técnico e um subsídio financeiro.

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Confira a agenda*:

Segunda (04/05)
10 horas – Comissão Especial para Fiscalização dos Consórcios Públicos – Plenário Dirceu Cardoso
10 horas – Frente Parlamentar da Advocacia – Auditório Hermógenes da Fonseca
13h30 – Comissão de Finanças – Plenário Dirceu Cardoso
15 horas – Sessão ordinária – Plenário Dirceu Cardoso

Terça (05/05)
9 horas – Comissão de Meio Ambiente – Plenário Rui Barbosa
10 horas – Comissão de Segurança – Plenário Dirceu Cardoso
11 horas – Comissão de Proteção à Criança e ao Adolescente – Plenário Rui Barbosa
13 horas – Comissão de Turismo – Plenário Rui Barbosa
13h30 – Comissão de Justiça – Plenário Dirceu Cardoso
15 horas – Sessão ordinária – Plenário Dirceu Cardoso
19 horas – Sessão solene em comemoração ao Dia do Líder Comunitário – Plenário Dirceu Cardoso

Quarta (06/05)
9 horas – Sessão ordinária híbrida – Plenário Dirceu Cardoso e videoconferência

Sexta (08/05)
18h30 – Sessão solene “Insurreição do Queimado” – Plenário Dirceu Cardoso

*Agenda sujeita a mudanças

Fonte: POLÍTICA ES

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