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Pedagoga Rubiani de Fátima Roque inaugura o Rubi Libras – Centro de Formação em Libras em São Gabriel da Palha

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Rubiani de Fátima Roque. Foto: Eduardo Pereira Fotografia

A pedagoga Rubiani de Fátima Roque, idealizadora do projeto “Mãos que Falam”, inaugurou em São Gabriel da Palha o Rubi Libras – Centro de Formação em Libras, uma iniciativa voltada à promoção da inclusão, acessibilidade e formação de pessoas capacitadas na Língua Brasileira de Sinais (Libras).

“A ideia surgiu a partir da minha trajetória na educação. Durante a graduação em Pedagogia, tive meu primeiro contato com a Libras e, desde então, me identifiquei profundamente com a área. Enquanto muitas pessoas viam dificuldade, eu enxerguei propósito, o que me motivou a continuar me especializando ao longo dos anos”, conta.

Segundo ela, a vivência prática também reforçou esse chamado, principalmente ao perceber as dificuldades enfrentadas pelas pessoas surdas em ambientes como escolas, comércios e serviços básicos. “Isso despertou em mim um desejo ainda maior de contribuir com a inclusão”.

Rubiani também destaca uma coincidência especial em sua história: ela nasceu no dia 24 de abril, mesma data em que, anos depois, foi sancionada a Lei nº 10.436/2002, que reconhece a Libras como meio legal de comunicação no Brasil. “Para mim, isso representa um propósito ainda mais forte com essa área. Essa coincidência reforça que esse caminho já fazia parte da minha história e do propósito que hoje venho construindo por meio da Libras”, ressalta.

Em 2025, ela desenvolveu no município o projeto “Mãos que Falam”, realizado em uma escola municipal com foco na inclusão por meio da Libras. A continuidade dessa experiência fortaleceu ainda mais o desejo de expandir esse trabalho.

“A criação do Rubi Libras – Centro de Formação em Libras não foi algo repentino. Foi um sonho que já existia, mas que ganhou forma através de muito diálogo, apoio e incentivo das pessoas que caminham comigo, especialmente meu namorado, Tiago Adami Ribeiro, e minha filha, Lívia Ipolito Roque”, destaca.

Ela reforça que o projeto nasceu com o objetivo de tornar a Libras mais acessível para todos: “Eu costumo dizer que esse projeto não nasceu sozinho — ele nasceu de conversas, apoio e, principalmente, do desejo de tornar a Libras mais acessível para todos, promovendo inclusão de forma verdadeira, não apenas como discurso, mas como prática”.

Rubiani de Fátima Roque. Foto: Eduardo Pereira Fotografia

A importância de aprender Libras

Para Rubiani, aprender Libras vai muito além de adquirir uma nova habilidade: trata-se de garantir direitos e promover cidadania.

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“Aprender Libras hoje é fundamental não apenas para promover a inclusão social, mas também para garantir o cumprimento de direitos assegurados por lei. A Língua Brasileira de Sinais foi reconhecida oficialmente no Brasil por meio da Lei nº 10.436/2002 e regulamentada pelo Decreto nº 5.626/2005”, explica.

Ela destaca ainda que a legislação prevê a necessidade de acessibilidade linguística em diversos espaços, como instituições de ensino, serviços públicos e atendimentos essenciais.

“Aprender Libras vai além de adquirir uma nova habilidade — é uma forma de contribuir ativamente para uma sociedade mais justa, inclusiva e acessível. A ausência de comunicação adequada ainda é uma das principais barreiras enfrentadas pelas pessoas surdas”, afirma.

Segundo Rubiani, a Libras também carrega identidade, cultura e pertencimento. “Ao aprender essa língua, o indivíduo passa a compreender melhor a realidade da comunidade surda, desenvolvendo empatia, respeito e consciência social. Portanto, aprender Libras hoje é um ato de cidadania, de inclusão e de responsabilidade social”.

Curso para todos os públicos

O curso é destinado a todas as pessoas interessadas em aprender Libras, especialmente profissionais e estudantes das áreas de educação, saúde, atendimento ao público, comércio e setor público, além de familiares de pessoas surdas e qualquer pessoa que deseje contribuir com a inclusão social.

Rubiani reforça que o curso foi pensado especialmente para iniciantes e que não é necessário ter conhecimento prévio. “Muitas pessoas pensam: ‘Eu não sei nada de Libras’, ‘tenho vergonha de me expressar’, ‘não sei nem por onde começar’. E isso é completamente normal. O curso foi pensado justamente para iniciantes”, explica.

Como funcionará o curso

As aulas serão presenciais, com encontros semanais de quatro horas, totalizando 120 horas ao longo de oito meses. A metodologia será comunicativa, visual e interativa, priorizando o aprendizado prático desde o início.

“Os alunos iniciam com os fundamentos da Libras e avançam gradualmente até a construção de frases e a comunicação em situações reais do cotidiano”, explica.

O curso será estruturado com base no Método MAPAS, que trabalha as etapas de Memorizar, Assimilar, Praticar, Aplicar e Sinalizar. “Esse método garante não apenas o conhecimento dos sinais, mas a capacidade de utilizá-los na comunicação real”, destaca.

Além disso, os alunos também desenvolverão aspectos fundamentais da língua, como expressões faciais e corporais, além de participarem de atividades como interpretação de músicas em Libras, dinâmicas em grupo e práticas aplicadas.

Libras no mercado de trabalho

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Rubiani destaca que o conhecimento em Libras também representa um diferencial importante no mercado profissional.

“No dia a dia, a Libras permite que a comunicação com a pessoa surda aconteça de forma direta, respeitosa e sem barreiras. Isso promove inclusão real, garantindo autonomia, dignidade e participação da pessoa surda em diferentes espaços da sociedade”, afirma.

Ela também ressalta que áreas como educação, saúde, atendimento ao público e setor público têm uma demanda crescente por profissionais capacitados. “Dominar a Libras amplia oportunidades, valoriza o currículo e prepara o profissional para atuar em uma sociedade que cada vez mais reconhece a importância da inclusão”.

Inclusão como prática social

Para a profissional, iniciativas como o Rubi Libras são fundamentais para transformar a inclusão em prática concreta. “Quando ampliamos o acesso à Libras, estamos quebrando uma das principais barreiras enfrentadas pela comunidade surda, que é a comunicação. Isso possibilita maior autonomia, participação social e acesso a direitos básicos”, afirma.

Ela acredita que formar pessoas capacitadas em Libras contribui diretamente para uma sociedade mais consciente e acessível. “Portanto, iniciativas como o ensino de Libras não apenas fortalecem a inclusão, mas também promovem transformação social, gerando impacto direto na qualidade de vida das pessoas surdas”.

Foto: Eduardo Pereira Fotografia

Expectativas e convite à população

Com grandes expectativas, Rubiani espera que o projeto forme pessoas conscientes e comprometidas com a inclusão.

“Mais do que ensinar uma língua, o objetivo é despertar nas pessoas a responsabilidade de promover acessibilidade em diferentes espaços — seja na educação, na saúde, no atendimento ao público ou em ações sociais. Acredito que esse projeto pode contribuir para transformar a realidade local, incentivando uma sociedade mais humana, consciente e preparada para acolher a diversidade”.

Por fim, ela deixa um convite especial à população de São Gabriel da Palha e região.

“A população de São Gabriel da Palha e região está convidada a conhecer o Centro de Formação em Libras – Rubi Libras. Este é um convite para quem deseja aprender algo novo, se desenvolver pessoal e profissionalmente e, principalmente, fazer parte de um movimento que promove inclusão e acessibilidade na nossa comunidade. Aprender Libras é mais do que adquirir um conhecimento — é contribuir para uma sociedade mais justa, humana e preparada para acolher a diversidade. Mais do que um curso, o Rubi Libras surge como uma iniciativa voltada à promoção da inclusão e da acessibilidade no município”.

As aulas serão realizadas na Igreja Presbiteriana Filadélfia, localizada na Rua Dr. Fernando Serra, nº 177, no bairro Jardim da Infância, em São Gabriel da Palha. Contato: (27) 9 9727-3053.

Fonte: Editora Hoje

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Tiro de Guerra 01-015 realiza solenidade de matrícula da Turma de Atiradores 2026 em São Gabriel da Palha

O Tiro de Guerra 01-015 realizou a solenidade de matrícula da Turma de Atiradores 2026, marcando oficialmente a incorporação de 34 novos atiradores gabrielenses às fileiras do Exército Brasileiro.

A formatura reuniu autoridades civis, militares e eclesiásticas, além de veteranos, familiares e amigos dos jovens incorporados, tornando o momento ainda mais especial e simbólico para os novos integrantes da instituição.

A cerimônia representa o início de uma nova etapa na vida dos atiradores, que passam a vivenciar a disciplina, o compromisso e os valores cultivados pelo Exército Brasileiro, como respeito, responsabilidade, patriotismo e espírito de coletividade.

Foto: Divulgação

Durante a solenidade, foi reforçada a importância do Tiro de Guerra como uma verdadeira escola de formação cidadã, onde os jovens têm a oportunidade de desenvolver não apenas a preparação militar, mas também princípios fundamentais para a vida em sociedade.

Com o lema de ser uma escola de patriotismo, cidadania e civismo, o Tiro de Guerra 01-015 segue desempenhando um papel essencial na formação de jovens comprometidos com a comunidade e com o país.

A incorporação dos 34 novos atiradores reafirma a tradição e a relevância da instituição em São Gabriel da Palha, fortalecendo os laços entre o Exército Brasileiro e a população local.

Foto: Divulgação

Fonte: Editora Hoje

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