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A geração mais informada sobre saúde pode estar vivendo pior – Artigo escrito pelo educador físico gabrielense Gabriel Costa de Andrade

Publicado em

gabriel costa

Nunca tivemos tanto acesso à informação sobre saúde. Em poucos segundos, qualquer pessoa encontra vídeos sobre alimentação, treino, sono, suplementação e prevenção de doenças. Ainda assim, cresce o número de pessoas sedentárias, com excesso de peso, ansiedade e doenças crônicas.

Como isso é possível?

A resposta pode estar em um paradoxo do nosso tempo: informação não gera transformação. O conhecimento está disponível, mas colocá-lo em prática continua sendo um desafio.

Vivemos cercados por conteúdos que prometem resultados rápidos. A cada semana surge uma nova dieta, um novo treino “milagroso” ou um suplemento apresentado como solução definitiva. Enquanto isso, os princípios que realmente funcionam. Alimentação equilibrada, prática regular de exercícios, sono adequado e constância acabam perdendo espaço para a busca por atalhos.

Outro problema é o excesso de informação. Quando tudo parece importante, muitas pessoas ficam paralisadas. Há quem passe horas assistindo vídeos sobre treino, mas não consiga manter três sessões de musculação por semana. Há quem conheça todos os benefícios da atividade física, mas não consiga transformar esse conhecimento em rotina.

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Além disso, a tecnologia trouxe conforto, mas também reduziu o movimento. Trabalhamos sentados, pedimos comida por aplicativos, fazemos compras sem sair de casa e passamos boa parte do dia olhando para uma tela. Nunca foi tão fácil evitar o esforço físico.

Isso não significa que a informação seja o problema. Pelo contrário. O acesso ao conhecimento é uma das maiores conquistas da sociedade moderna. O verdadeiro desafio é transformar informação em ação.

Não precisamos aprender mais uma dieta da moda ou descobrir o treino perfeito. Precisamos aplicar, de forma consistente, aquilo que a ciência já demonstra há décadas: mover o corpo regularmente, desenvolver força muscular, alimentar-se com equilíbrio, dormir bem e manter esses hábitos ao longo da vida.

A saúde não melhora porque você salvou um vídeo nas redes sociais. Ela melhora quando você decide levantar do sofá, treinar, caminhar, preparar uma refeição melhor e repetir esse processo na semana seguinte.

Talvez a maior carência da nossa geração não seja de informação. Seja de constância.

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Porque, no fim das contas, saber o que fazer nunca foi tão fácil. Difícil continua sendo fazer.

Foto: Arquivo Pessoal

Gabriel Costa de Andrade

Licenciado e Bacharel em Educação Física – CREF: 012721

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O remédio sozinho não resolve o TDAH – Artigo escrito pela neuropsicóloga gabrielense Jéssica Pereira Pelissari Oliveira

Quando uma criança recebe o diagnóstico de Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), é comum que as famílias depositem grandes expectativas na medicação. De fato, quando prescrita por um médico, ela pode trazer benefícios importantes para a atenção, impulsividade e hiperatividade. No entanto, é importante compreender que o medicamento, sozinho, não resolve todas as dificuldades associadas ao transtorno.

O efeito da medicação possui um tempo de duração específico e, quando esse efeito passa, a criança continua apresentando características próprias do TDAH. Por esse motivo, o tratamento mais eficaz é aquele realizado de forma multidisciplinar, associando a medicação a intervenções que auxiliem no desenvolvimento de habilidades
cognitivas, emocionais, comportamentais e acadêmicas.

Nesse contexto, a psicoterapia, a orientação familiar e o acompanhamento com profissionais especializados, como a neuropsicopedagoga, desempenham um papel fundamental. O objetivo é desenvolver estratégias que ajudem a criança a lidar melhor com suas dificuldades no dia a dia, favorecendo seu desempenho escolar, suas relações
sociais e sua autonomia.

Para que essas intervenções sejam realmente eficazes, é essencial compreender quais são os prejuízos específicos apresentados por cada criança. Nem todas as pessoas com TDAH apresentam as mesmas dificuldades. Algumas possuem maiores prejuízos atencionais, enquanto outras apresentam dificuldades em funções executivas, memória,
organização, planejamento ou controle inibitório.

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É justamente nesse momento que a avaliação neuropsicológica se torna uma ferramenta indispensável. Por meio de uma investigação detalhada do funcionamento cognitivo, emocional e comportamental, é possível identificar as áreas que necessitam de maior suporte e direcionar intervenções mais assertivas e individualizadas.

Na Clínica Evoluta, a avaliação neuropsicológica é realizada com rigor científico, embasamento técnico e um olhar individualizado para cada paciente. Mais do que fornecer um diagnóstico, o processo busca compreender profundamente as potencialidades e dificuldades da pessoa, oferecendo direcionamentos claros para um tratamento mais eficaz e adequado às suas necessidades.

A avaliação neuropsicológica é realizada na Clínica Evoluta, em São Gabriel da Palha, contribuindo para diagnósticos precisos e intervenções fundamentadas em evidências científicas.

Foto: Arquivo Pessoal

Jéssica Pereira Pelissari Oliveira – CRP 16/5835

Psicóloga, neuropsicóloga e especialista em desenvolvimento infantil, Jéssica Pereira Pelissari Oliveira possui sólida formação e atuação voltada à avaliação e intervenção nos transtornos do neurodesenvolvimento. É pós-graduada em Neuropsicologia, Terapia Cognitivo-Comportamental na Infância e Adolescência Intervenção ABA aplicada ao TEA ao DI.

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É especialista em Neuropsicologia reconhecida pelo Conselho Federal de Psicologia. Atua como idealizadora e diretora da Clínica de Desenvolvimento Infantil Evoluta, localizada em São Gabriel da Palha/ES, referência no atendimento multidisciplinar a crianças e famílias. É ainda coautora do livro Vozes da Neurodiversidade, obra que contribui para a ampliação do conhecimento e da conscientização sobre o neurodesenvolvimento e a inclusão.

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