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A vida é trem-bala, mas é bumerangue também!

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A vida é sim esse “trem-bala” de que todos estão falando. Ela realmente passa assim, veloz, e se a gente bobear pode até ficar para trás.

Mas ela é também um belo de um bumerangue, que nos trará de volta todo ato e palavra lançados. E olha que serão observadas as devidas proporções!

Talvez não nos devolva com essa mesma velocidade com que passa por nós, mas é certo que ela trará de volta todo amor ou desamor, respeito ou falta dele, caridade, perdão e o que mais tivermos oferecido a ela.

O fato é que pensamos pouco nas consequências que nossos atos terão sobre nós mesmos. Esse é um grande equívoco, já que tudo pesará sobre nós. Somos o que deixamos transparecer, e seremos avaliados e tratados de acordo com esse quesito.

As pessoas conhecerão nosso íntimo pela forma como nos portarmos e interagirão conosco baseadas nesse mesmo critério.

E por melhores que sejam as outras pessoas, elas terão dificuldades em nos tratar bem, se perceberem que não damos valor a isso; quando deixamos transparecer que não nos importamos com os outros, cedo ou tarde, é isso que receberemos de volta.

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A falta de empatia voltará, assim como voltarão as más intenções que tivermos nutrido.

Tem uma multidão se enganando ao achar que é só correr e entrar nesse trem da vida, sem parar na estação do bem-estar coletivo,bem como andam esquecidas as estações da educação e do bom senso.

Tem quem ache que o espaço é todo seu, e seu ego preenche sozinho um vagão inteiro; tem muitos se iludindo ao pensar que a vida é um embarque para se fazer sozinho.

Todos viajam alheios ao fato de que a vida anda sempre atenta, e repara tintim por tintim.

Mesmo que a resposta não venha de forma imediata, um dia ela virá. Devolverá todo bem, ou o mal praticado, tudo perfeitamente medido.

E por isso mesmo, a vida torna-se condutora de sucesso ou de fracassos, dependendo do que lhe é ofertado, cabendo a cada um escolher o tipo de retorno que pretende receber. Leve-se em consideração que atitudes têm passagem de ida e volta garantidas.

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E já que a vida é capaz desse reembolso inevitável, um aviso caberia bem aos passageiros de agora, antes que lhes chegue a hora de partir definitivamente:

Cuidado com a vida, parceiro. Ela é trem-bala sim, mas é um grande bumerangue também!

Alessandra Piassarollo
Administradora e Escritora

Editora Hoje

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Como diferenciar Autismo e TDAH – Artigo escrito pela neuropsicóloga gabrielense Jéssica Pereira Pelissari Oliveira

O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e o Transtorno do Espectro Autista (TEA) são condições do neurodesenvolvimento que frequentemente geram dúvidas entre pais, educadores e até mesmo profissionais. Isso acontece porque ambos podem apresentar dificuldades de atenção, interação social e desafios no ambiente escolar. No entanto, apesar de algumas semelhanças, existem diferenças importantes entre eles.

O TDAH é caracterizado principalmente por dificuldades relacionadas à atenção, impulsividade e hiperatividade. Pessoas com TDAH costumam apresentar desorganização, dificuldade para concluir tarefas, esquecer compromissos e ter problemas para manter o foco em atividades que consideram pouco interessantes. Em contrapartida, quando encontram algo que desperta grande interesse, podem apresentar o chamado hiperfoco, permanecendo concentradas por longos períodos naquela atividade específica.

Já no autismo, além das dificuldades na interação social e na comunicação, é comum observar comportamentos mais rígidos e interesses restritos. Muitas pessoas com TEA apresentam necessidade de previsibilidade, resistência a mudanças e sofrimento diante de situações que fogem daquilo que esperavam ou planejaram. Essas características podem ser percebidas em brincadeiras, rotinas e relações sociais.

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Outra diferença importante está na forma como ocorre a interação social. A pessoa com TDAH geralmente deseja se relacionar e participar das atividades sociais, mas sua impulsividade, dificuldade em esperar a vez ou controlar comportamentos pode gerar conflitos e afastamento dos colegas. No autismo, por outro lado, frequentemente existem dificuldades relacionadas à compreensão das regras sociais, da reciprocidade nas interações e da chamada atenção compartilhada, habilidade fundamental para a construção das relações interpessoais.

Embora apresentem características distintas, TDAH e autismo podem coexistir no mesmo indivíduo, tornando a avaliação especializada ainda mais importante. Um diagnóstico preciso permite compreender as necessidades específicas de cada pessoa e direcionar intervenções mais eficazes.

Na Clínica Evoluta, a avaliação neuropsicológica é realizada com rigor científico, embasamento técnico e olhar individualizado para cada paciente. O processo permite identificar de forma detalhada o funcionamento cognitivo, emocional e comportamental, contribuindo para diagnósticos mais precisos e intervenções adequadas às necessidades de cada indivíduo. A avaliação neuropsicológica é realizada na Clínica Evoluta, em São Gabriel da Palha.

Foto: Arquivo Pessoal

Jéssica Pereira Pelissari Oliveira – CRP 16/5835

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Psicóloga, neuropsicóloga e especialista em desenvolvimento infantil, Jéssica Pereira Pelissari Oliveira possui sólida formação e atuação voltada à avaliação e intervenção nos transtornos do neurodesenvolvimento. É pós-graduada em Neuropsicologia, Terapia Cognitivo-Comportamental na Infância e Adolescência Intervenção ABA aplicada ao TEA ao DI.

É especialista em Neuropsicologia reconhecida pelo Conselho Federal de Psicologia. Atua como idealizadora e diretora da Clínica de Desenvolvimento Infantil Evoluta, localizada em São Gabriel da Palha/ES, referência no atendimento multidisciplinar a crianças e famílias. É ainda coautora do livro Vozes da Neurodiversidade, obra que contribui para a ampliação do conhecimento e da conscientização sobre o neurodesenvolvimento e a inclusão.

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