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O remédio sozinho não resolve o TDAH – Artigo escrito pela neuropsicóloga gabrielense Jéssica Pereira Pelissari Oliveira

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Quando uma criança recebe o diagnóstico de Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), é comum que as famílias depositem grandes expectativas na medicação. De fato, quando prescrita por um médico, ela pode trazer benefícios importantes para a atenção, impulsividade e hiperatividade. No entanto, é importante compreender que o medicamento, sozinho, não resolve todas as dificuldades associadas ao transtorno.

O efeito da medicação possui um tempo de duração específico e, quando esse efeito passa, a criança continua apresentando características próprias do TDAH. Por esse motivo, o tratamento mais eficaz é aquele realizado de forma multidisciplinar, associando a medicação a intervenções que auxiliem no desenvolvimento de habilidades
cognitivas, emocionais, comportamentais e acadêmicas.

Nesse contexto, a psicoterapia, a orientação familiar e o acompanhamento com profissionais especializados, como a neuropsicopedagoga, desempenham um papel fundamental. O objetivo é desenvolver estratégias que ajudem a criança a lidar melhor com suas dificuldades no dia a dia, favorecendo seu desempenho escolar, suas relações
sociais e sua autonomia.

Para que essas intervenções sejam realmente eficazes, é essencial compreender quais são os prejuízos específicos apresentados por cada criança. Nem todas as pessoas com TDAH apresentam as mesmas dificuldades. Algumas possuem maiores prejuízos atencionais, enquanto outras apresentam dificuldades em funções executivas, memória,
organização, planejamento ou controle inibitório.

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É justamente nesse momento que a avaliação neuropsicológica se torna uma ferramenta indispensável. Por meio de uma investigação detalhada do funcionamento cognitivo, emocional e comportamental, é possível identificar as áreas que necessitam de maior suporte e direcionar intervenções mais assertivas e individualizadas.

Na Clínica Evoluta, a avaliação neuropsicológica é realizada com rigor científico, embasamento técnico e um olhar individualizado para cada paciente. Mais do que fornecer um diagnóstico, o processo busca compreender profundamente as potencialidades e dificuldades da pessoa, oferecendo direcionamentos claros para um tratamento mais eficaz e adequado às suas necessidades.

A avaliação neuropsicológica é realizada na Clínica Evoluta, em São Gabriel da Palha, contribuindo para diagnósticos precisos e intervenções fundamentadas em evidências científicas.

Foto: Arquivo Pessoal

Jéssica Pereira Pelissari Oliveira – CRP 16/5835

Psicóloga, neuropsicóloga e especialista em desenvolvimento infantil, Jéssica Pereira Pelissari Oliveira possui sólida formação e atuação voltada à avaliação e intervenção nos transtornos do neurodesenvolvimento. É pós-graduada em Neuropsicologia, Terapia Cognitivo-Comportamental na Infância e Adolescência Intervenção ABA aplicada ao TEA ao DI.

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É especialista em Neuropsicologia reconhecida pelo Conselho Federal de Psicologia. Atua como idealizadora e diretora da Clínica de Desenvolvimento Infantil Evoluta, localizada em São Gabriel da Palha/ES, referência no atendimento multidisciplinar a crianças e famílias. É ainda coautora do livro Vozes da Neurodiversidade, obra que contribui para a ampliação do conhecimento e da conscientização sobre o neurodesenvolvimento e a inclusão.

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Estamos medicando demais e treinando de menos? – Artigo escrito pelo educador físico gabrielense Gabriel Costa de Andrade

gabriel costa

Vivemos em uma era em que a medicina alcançou avanços extraordinários. Nunca tivemos tantos recursos para diagnosticar, tratar e controlar doenças. No entanto, uma pergunta incômoda precisa ser feita: estamos medicando demais e treinando de menos?

A cada ano cresce o número de pessoas que dependem de medicamentos para controlar pressão alta, diabetes, colesterol elevado, ansiedade e depressão. Embora esses tratamentos sejam essenciais em muitos casos, existe um problema que raramente recebe a mesma atenção: a falta de hábitos que combatam a origem de grande parte dessas condições.

Segundo organizações de saúde ao redor do mundo, o sedentarismo está entre os principais fatores de risco para doenças crônicas e mortes prematuras. Ainda assim, muitas pessoas procuram uma solução rápida em comprimidos enquanto ignoram uma das ferramentas mais poderosas para a prevenção e o tratamento de diversas doenças: o exercício físico.

A musculação, por exemplo, vai muito além da estética. Ela ajuda no controle da glicemia, melhora a sensibilidade à insulina, reduz o risco cardiovascular, fortalece ossos e articulações, combate a perda de massa muscular relacionada ao envelhecimento e melhora significativamente a qualidade de vida.

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Isso não significa que medicamentos não sejam importantes. Eles salvam vidas e, em muitos casos, são indispensáveis. O problema surge quando o remédio se torna a única estratégia, enquanto hábitos fundamentais continuam sendo negligenciados.

Imagine uma pessoa que toma medicamentos para pressão alta, mas não pratica atividade física, se alimenta mal e dorme pouco. O tratamento pode controlar os sintomas, mas dificilmente resolverá a raiz do problema. É como enxugar o chão enquanto a torneira continua aberta.

O mais preocupante é que muitas doenças associadas ao estilo de vida poderiam ser prevenidas ou amenizadas com mudanças relativamente simples. Caminhar mais, treinar regularmente, melhorar a alimentação e reduzir o tempo sentado são atitudes capazes de gerar impactos profundos na saúde da população.

Talvez a discussão não deva ser sobre escolher entre remédios ou exercícios. A verdadeira questão é por que ainda investimos tão pouco em prevenção e tanto em tratamento.

Se queremos uma sociedade mais saudável, precisamos parar de enxergar a atividade física como um luxo ou uma opção estética. Exercício é saúde. Exercício é prevenção. Exercício é qualidade de vida.

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E talvez esteja na hora de nos perguntarmos: estamos tratando as consequências enquanto ignoramos as causas?

Foto: Arquivo Pessoal

Gabriel Costa de Andrade

Licenciado e Bacharel em Educação Física – CREF: 012721

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