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Vermelho Urucum: Parque Estadual de Itaúnas recebe projeto da Ufes com foco na temática indígena e educação socioambiental
O Parque Estadual de Itaúnas recebeu, entre segunda-feira (13) e quarta-feira (15), o projeto de pesquisa Tupiabá, da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), para a realização do evento “Vermelho Urucum”. A iniciativa trouxe a abordagem de Itaúnas como território indígena, trabalhando a temática de forma lúdica e educativa, com foco na valorização cultural e na conscientização socioambiental.
Durante a programação, foram promovidas atividades interativas voltadas a estudantes e professores, incluindo exposições, mesas informativas e ações educativas. Ao todo, cerca de 500 crianças participaram das atividades, além de educadores envolvidos em momentos de formação. O público contemplado incluiu moradores da Vila de Itaúnas, do próprio município de Conceição da Barra e entorno com intercâmbio de professores indígenas de Amazonas.
As ações com as crianças foram desenvolvidas de forma lúdica, aproximando o conteúdo ambiental e indígena da realidade dos participantes. O encerramento da programação contou com uma visita à Aldeia Jacó Pataxó, criando diálogo com os saberes tradicionais.
A iniciativa faz parte de um circuito mais amplo do projeto Tupiabá, realizado em três etapas: em Manaus (AM), Itaúnas (ES) e Regência (ES), entre os dias 16 e 18 de abril. O evento teve ainda o apoio do Projeto Caiman.
“A realização dessa ação é extremamente importante, pois fortalece a educação ambiental aliada à valorização da cultura indígena, promovendo uma aprendizagem significativa para alunos e professores. Agradecemos ao projeto de pesquisa Tupiabá, da Ufes, e a todos os parceiros envolvidos por essa iniciativa, que gerou um impacto muito positivo na comunidade escolar e local”, disse Veratriz Souto, pedagoga que atua no Parque Estadual de Itaúnas.
Texto: Victor Mattedi
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Projeto musical com canções de Roberto Carlos fortalece ensino e autoestima feminina em unidade prisional de Cachoeiro de Itapemirim
O Centro Prisional Feminino de Cachoeiro de Itapemirim (CPFCI) realiza, nesta quarta-feira (15) e quinta-feira (16), o projeto “Semana do Rei Roberto Carlos”, iniciativa que reúne cerca de 70 internas em atividades educativas e culturais que utilizam a música como ferramenta de ensino e fortalecimento da autoestima.
A ação é fruto da integração entre as Secretarias da Justiça (Sejus) e da Educação (Sedu), responsável pela oferta de educação formal no sistema prisional do Espírito Santo. O projeto é desenvolvido nas aulas de Língua Portuguesa e Informática, conectando conteúdos pedagógicos às canções do artista cachoeirense, que completa 85 anos este mês.
Durante as atividades, as alunas trabalham letras de músicas, produzem paródias e refletem sobre temas sociais relevantes. A proposta central é valorizar a mulher e fortalecer sua autoestima, além de promover debates sobre violência de gênero, uma realidade que afeta mulheres em diferentes contextos, tanto fora quanto dentro do ambiente digital.
Durante as aulas, internas produzem paródias que destacam a figura feminina e a importância do respeito e da autoestima. Mara Cristina Hernandes Garbellotto é pedagoga da escola Jequitibá Rosa, que funciona dentro da unidade prisional. De acordo com ela, a música é um importante recurso no processo de ensino-aprendizagem.
“A prática da música em sala de aula é uma ferramenta importantíssima para a comunicação das reeducandas. Ela auxilia no conhecimento, dá autonomia e incentiva a criatividade das estudantes envolvidas. Além disso, os professores podem trabalhar de maneira multidisciplinar diversos conteúdos, fato que agrega mais conhecimento”, disse.
A professora de Língua Portuguesa, Pâmela da Cunha Almeida, ressalta que a música torna as aulas mais atrativas. “O projeto vem ao encontro das principais necessidades das alunas, tendo em vista que a música traz mais leveza para o ambiente, mais harmonia e também reflexão. A música estimula o cognitivo, o que torna as aulas mais atrativas para as alunas”.
Apresentações musicais
Como parte do projeto, a unidade prisional recebe artistas locais, como Clara Marins e Ronnie Silveira, aproximando ainda mais as internas da produção musical de Cachoeiro de Itapemirim, terra natal do cantor Roberto Carlos. A atividade também conta com a exibição de vídeo clipes e análises das canções apresentadas, bem como a leitura de paródias produzidas em sala de aula.
Uma delas, retrata a paródia da música “Esse cara sou eu”, que ganhou um novo contexto nas mãos das internas da unidade, com o título “Essa mulher sou eu”. Na versão criada pelas estudantes, a letra ganha uma nova perspectiva, valorizando a autoestima, o amor-próprio e a força feminina.
A diretora do Centro Prisional Feminino de Cachoeiro de Itapemirim, Mikeli Patta Catein, destacou a ação cultural e de educação como uma forte aliada da ressocialização. “O Projeto de música na sala de aula é muito positivo para a aprendizagem das alunas e para a segurança da unidade prisional. É um trabalho conjunto, que transforma comportamentos e ajuda a refletir sobre o futuro. A ressocialização deve ser sempre a prioridade em sala de aula. É descobrindo novos caminhos por meio do conhecimento que essas mulheres podem traçar uma trajetória diferente quando estiverem em liberdade”, destacou.
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Fonte: GOVERNO ES
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