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Tour cultural para grupo LGBT+ passará por Serra neste sábado (17)

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A Secretaria de Estado de Direitos Humanos (SEDH), por meio da Gerência de Diversidade Sexual e Gênero, promoverá neste sábado (17) mais uma edição do projeto TRANSitando. O grupo de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT+) jovens fará o tour cultural pelo município da Serra. 

De acordo com a psicóloga da Gerência de Diversidade Sexual e Gênero da SEDH, Marina Bernabé, o evento ocorrerá nesta data em alusão ao Dia da Visibilidade Lésbica (29 de agosto). “É fundamental lembrar da existência da mulher lésbica, que é invisibilizada e esquecida pela sociedade. Por causa desta comemoração, agosto torna-se o mês da visibilidade lésbica, com o propósito de lembrar a sua existência, as violências por elas sofridas e suas demandas. Então comemorar essa data é fortalecer a luta por melhores condições de vida e direitos das mulheres. Falar deste dia é pensar em políticas públicas e numa sociedade para as mulheres lésbicas”, ressaltou.

O objetivo do projeto, que já passou pelo Centro Histórico de Vitória e pelas aldeias indígenas de Aracruz, é tornar acessível, de forma educativa, o conhecimento da história do Espírito Santo para o público LGBT+ através de passeios informativos por patrimônios culturais e turísticos.

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Na Serra, o grupo visitará a Igreja Nossa Senhora da Conceição, o monumento em homenagem a Chico Prego (líder da revolução em Queimado), o Museu Histórico de Serra, a Casa do Congo Mestre Antônio Rosa e o Centro Cultural Eliziário Rangel, em São Diogo, para prestigiar o Festival Serra Maestra – Arte, Cultura e Resistência da América Latina.

A saída para o passeio será do Palácio da Fonte Grande, no Centro de Vitória, às 13 horas, com previsão de retorno às 21 horas. 

As inscrições vão até esta sexta-feira (16), e podem ser feitas através do link https://docs.google.com/forms/d/1O94AN6u4csroB10SLLPc27BiFB_fQYFL-AEmIODVhG8/edit?usp=drivesdk 

As vagas são limitadas. 

Mais informações pelo telefone (27) 3636-1324.

Serviço:

“Transitando pela Cultura Capixaba – Descobrindo a História do Espírito Santo”

Data: 17/08 (sábado)

Horário e local de saída: às 13h – Palácio da Fonte Grande (Rua Sete de Setembro, 362, Centro, Vitória-ES)

Inscrições: (27) 3636-1324

Assessoria / Sedh

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Fracassa acordo no STF e disputa sobre Moratória da Soja volta a julgamento

O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou a tentativa de construir um acordo entre produtores rurais, indústria, ambientalistas e Ministério Público sobre a Moratória da Soja. Sem consenso entre as partes, o Núcleo de Solução Consensual de Conflitos (Nusol) devolveu os quatro processos relacionados ao tema aos ministros relatores, abrindo caminho para a retomada do julgamento das ações, ainda sem data definida.

Em despacho assinado nesta sexta-feira (12.06), o juiz auxiliar da Presidência do STF e supervisor do Nusol, Álvaro Ricardo de Souza Cruz, afirmou que as reuniões realizadas entre abril e maio chegaram a criar um ambiente favorável à conciliação, mas houve recuo dos envolvidos, inviabilizando uma solução negociada.

“Durante as tratativas, instaurou-se amplo diálogo entre os envolvidos, tendo-se verificado, em determinado momento, ambiente propício à construção de solução consensual. Contudo, sobreveio recuo das partes, o que impossibilitou a composição”, registra o documento.

Segundo o STF, a tentativa de mediação não buscava discutir a constitucionalidade das leis estaduais questionadas, mas os efeitos práticos decorrentes de uma eventual decisão da Corte. A preocupação é evitar a multiplicação de disputas judiciais em diferentes instâncias após o julgamento das ações.

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As tratativas envolveram representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), do Ministério Público Federal e dos governos de Mato Grosso, Rondônia e Tocantins, além de partidos políticos autores das ações.

Com o fim da mediação, o Nusol reenviou as Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7774, relatada pelo ministro Flávio Dino; 7775, sob relatoria de Dias Toffoli; e 7863 e 7959, ambas sob responsabilidade do ministro Luiz Fux.

As ADIs 7774 e 7775 questionam leis aprovadas em Mato Grosso e Rondônia que retiraram benefícios fiscais de empresas participantes de acordos privados, como a Moratória da Soja.

Criada em 2006, a Moratória da Soja estabelece que empresas signatárias não adquiram grãos produzidos em áreas do bioma Amazônia desmatadas após 2008, ainda que a abertura das áreas tenha ocorrido dentro dos limites previstos pela legislação ambiental.

A disputa ganhou novo capítulo após a entrada em vigor, no início de 2026, da lei de Mato Grosso que impôs restrições às tradings participantes do acordo. A medida contribuiu para o esvaziamento da Moratória, com a saída da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e das empresas associadas.

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No fim do ano passado, o ministro Flávio Dino determinou a suspensão de todas as ações judiciais e administrativas relacionadas à Moratória da Soja, incluindo processos que pedem indenizações. Em uma dessas ações, produtores rurais de Mato Grosso reivindicam ressarcimento superior a R$ 1 bilhão. O setor também acionou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), acusando as tradings de formação de cartel.

A tentativa de mediação havia sido anunciada em março, durante o julgamento das ações pelo plenário do STF. Com o fracasso das negociações, caberá agora aos ministros dar prosseguimento à análise do caso.

Fonte: Pensar Agro

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