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Sociedade vai decidir futuro das águas do Litoral Centro Norte capixaba

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A primeira oficina participativa do Plano de Bacias da região Litoral Centro Norte será realizada na próxima quarta-feira, dia 8 de maio, a partir das 8h30, no auditório do SAAE em Aracruz. O evento é aberto ao público interessado na temática de gestão de recursos hídricos.

O processo de elaboração do Plano de Recursos Hídricos e do Enquadramento dos corpos d’água da região hidrográfica Litoral Centro Norte capixaba começou em março deste ano com levantamento de dados. A metodologia participativa adotada permitirá que a sociedade contribua e acompanhe todo o processo juntamente com o Comitê de Bacia Hidrográfica (CBH).

A dinâmica do processo consiste em mobilizar toda a sociedade da região hidrográfica interessada na gestão dos recursos hídricos para que o resultado atenda aos anseios de quem vive e interfere na realidade das bacias.

“Os membros do Comitê e demais instituições interessadas em recursos hídricos podem e devem participar da construção coletiva desse documento, que irá nortear as ações futuras de recuperação e conservação das águas da região Litoral Centro Norte”, ressaltou o coordenador técnico do projeto Planos de Bacias, Felipe Dutra Brandão.

A região hidrográfica Litoral Centro Norte é composta pelas bacias hidrográficas dos rios Jacaraípe, Reis Magos, Piraquê-Açu e Riacho, nas quais estão inseridos, total ou parcialmente, os municípios de Aracruz, Fundão, Ibiraçu, Santa Leopoldina, Serra, Linhares, João Neiva e Santa Teresa.

O projeto é uma parceria institucional entre a Agência Estadual de Recursos Hídricos (Agerh), o Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), a Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes) e o Instituto Estadual de Meio Ambiente e RecursosHídricos (IEMA), com financiamento do Estaleiro Jurong Aracruz em cumprimento da Condicionante nº 32 da LI 329/2010.

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O objetivo geral do projeto é elaborar o Diagnóstico e o Prognóstico das condições de uso da água na Região Hidrográfica Litoral Centro Norte e definir o Cenário de Enquadramento e o Plano de Recursos Hídricos. Esses documentos são instrumentos de gestão estabelecidos na Política Estadual de Recursos Hídricos (Lei 10.179/2014) e necessários à implementação do planejamento das bacias hidrográficas.

Estes documentos já foram elaborados e concluídos para treze das catorze bacias hidrográficas do Estado. Com a conclusão do Plano de Bacias da região hidrográfica Litoral Centro Norte, o Espírito Santo estará totalmente “coberto” com este instrumento de planejamento.

Como funcionam

O Plano de Recursos Hídricos orienta a implementação da política de recursos hídricos e define as diretrizes para utilização das águas, bem como medidas para sua proteção e conservação, de modo a garantir sua disponibilidade, em quantidade e qualidade adequadas, para os diferentes usos.

Já o Enquadramento é o instrumento responsável por estabelecer os usos futuros prioritários em cada trecho dos rios, condicionando fortemente não só a outorga de uso da água, mas instrumentos para além da própria Política de Recursos Hídricos, como o Licenciamento Ambiental e o Plano Diretor Municipal. Com ele é possível compatibilizar os usos múltiplos dos recursos hídricos com a qualidade de água necessária para os mesmos, auxiliando o planejamento ambiental da bacia hidrográfica e no uso sustentável dos seus recursos naturais.

Fases

A elaboração do Plano de Recursos Hídricos está dividida em três grandes etapas. Na Fase A é feito o levantamento de informações da região hidrográfica como uso e ocupação do solo, disponibilidade e demanda hídrica e dinâmica econômica. O objetivo é compreender as relações de causa e efeito da situação atual e futura de qualidade e quantidade de água na região. Uma compreensão do rio que temos. Ainda nesta primeira fase é elaborado o prognóstico onde são apontados cenários futuros de curto, médio e longo prazo.

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O Enquadramento dos corpos d’água é a Fase B do projeto. Nele, a partir da vontade da sociedade e do CBH, será definido qual o nível de qualidade da água que cada trecho do rio deve ter a partir da definição dos usos futuros. É o momento que se define o rio que queremos. Essa definição acontece em oficina aberta ao público.

“Nesta fase, o Comitê define com a sociedade quais serão os principais usos da água nos principais rios da região hidrográfica nos próximos 20 anos. Posteriormente, com o auxílio de uma ferramenta de modelagem matemática, eles irão decidir as metas de qualidade da água a serem alcançadas”, explica o coordenador técnico.

Na última etapa do projeto, a Fase C, é elaborado, a partir da vontade da sociedade e do CBH, o Plano de Ações. No documento constam as ações definidas como necessárias para alcançar as metas de qualidade e quantidade de água, estruturação de programas de investimentos e definição de estratégias de implementação, tudo com o foco no rio que podemos ter, que leva em conta as limitações técnicas e econômicas para o alcance das metas. No Plano de Ações também constam as diretrizes de Outorga e Cobrança.

Assessoria/Agerh

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Das urnas à lavoura: nova edição mostra o que está em jogo para o agro

A Revista Pensar Agro lança nesta sexta-feira (18.09) uma nova edição em português e inglês, com as eleições de 2026 como tema de capa. A publicação chega ao novo número com quase 16 mil acessos acumulados em 57 países, resultado que demonstra o interesse de leitores brasileiros e estrangeiros pelas transformações do agronegócio nacional.

A reportagem principal analisa como a escolha de presidente, governadores, senadores e deputados pode interferir no ambiente em que produtores, cooperativas, agroindústrias, transportadores e exportadores desenvolvem suas atividades.

Crédito rural, seguro, tributação, infraestrutura, pesquisa, defesa agropecuária, segurança jurídica e comércio exterior estão entre as áreas influenciadas pelas decisões tomadas pelo poder público. Embora o voto não determine o clima ou as cotações internacionais, ele pode alterar custos, regras, investimentos e as condições de competitividade do setor.

A matéria estabelece uma relação entre a responsabilidade do eleitor e as escolhas realizadas diariamente pelos integrantes da cadeia produtiva. No campo, uma decisão equivocada sobre plantio, financiamento, manejo ou comercialização pode comprometer uma safra e espalhar prejuízos por diferentes atividades. Na política, as consequências também podem atravessar vários ciclos produtivos.

A edição orienta o leitor a avaliar não apenas as promessas apresentadas durante a campanha, mas também o histórico dos candidatos, a viabilidade de suas propostas e os efeitos que cada decisão poderá produzir sobre o agronegócio.

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A publicação mostra que escolher representantes sem compreender as necessidades da produção pode resultar em aumento de custos, dificuldades de acesso ao crédito, insegurança jurídica, perda de mercados e redução dos investimentos. Em sentido contrário, políticas bem estruturadas podem melhorar a infraestrutura, estimular a inovação e criar condições para o crescimento das diferentes cadeias.

Outro destaque é o artigo do colunista Cláudio Júnior Oliveira sobre as três principais pressões enfrentadas pela aviação agrícola brasileira: custos, regulação e política. A análise aborda o impacto dos combustíveis, dos juros e da energia, além das mudanças regulatórias e tributárias que atingem a atividade.

O texto examina ainda a utilização de aviões, helicópteros e drones na proteção das lavouras. A defesa dessas tecnologias está associada à segurança operacional, à qualificação profissional, ao cumprimento de critérios técnicos e à apresentação de evidências sobre sua eficiência produtiva e ambiental.

A aviação agrícola exerce papel importante no controle de pragas e doenças e no combate a incêndios, especialmente em áreas extensas ou em situações que exigem rapidez. Ao mesmo tempo, o setor precisa ampliar a transparência e demonstrar que produtividade e responsabilidade ambiental podem avançar juntas.

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Os demais colunistas apresentam análises sobre tendências, riscos e oportunidades capazes de influenciar o presente e o futuro do agronegócio. Os textos procuram oferecer informações e diferentes perspectivas para auxiliar produtores, profissionais e empresas na tomada de decisões.

A publicação simultânea em português e inglês amplia a circulação do conteúdo produzido no Brasil e facilita o acesso de leitores estrangeiros às discussões sobre produção de alimentos, fibras, energia, sustentabilidade e segurança alimentar.

Com quase 16 mil acessos acumulados em 57 países, a Revista Pensar Agro reforça sua presença além das fronteiras nacionais. A nova edição mantém a proposta de combinar informação, análise e conhecimento para contribuir com decisões cada vez mais qualificadas dentro e fora do campo.

Você lê a versão em português clicando aqui.

You can read the English version by clicking here.

Fonte: Pensar Agro

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