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Banda Municipal Tenente Jair da Luz representa São Gabriel da Palha no Desfile Cívico em Vitória
Com arquibancadas lotadas e público animado, a cidade de Vitória voltou a receber o tradicional Desfile Cívico-Militar em comemoração à Independência do Brasil, celebrada no sábado, 07 de setembro. Desde 2014, a Capital do Espírito Santo não recebia as atividades comemorativas.
Cinco mil pessoas concentraram-se ao longo da Avenida Beira-Mar para conferir as exibições de crianças e adolescentes, bandas escolares e das forças de segurança na homenagem ao Dia da Pátria. O governador Renato Casagrande, o prefeito de Vitória, Luciano Rezende, e autoridades convidadas acompanharam os festejos a partir de um palanque montado ao lado das arquibancadas disponibilizadas para a população.
Casagrande ressaltou a importância do desfile e o retorno do evento à Capital. “Retomamos o desfile aqui para nossa Capital. Retornar à Vitória é um respeito à população. Quando foi retirado daqui não foi conversado. Foi uma decisão de cima para baixo. Agora estamos retornando em respeito a todos os capixabas”, afirmou.
Na avaliação do governador, o desfile é uma tradição capixaba: “Foi um lindo desfile! Pelo ar, pelo mar e pela avenida. Muitas famílias presentes. O desfile cívico é a renovação do amor pelo País e pelo Estado. Despertar o compromisso com a nossa pátria”, comentou Casagrande.
Apresentações
As atividades começaram com a exibição de aeronaves do Núcleo de Operações e Transportes Aéreo (NOTAer), que sobrevoaram a Baía de Vitória, levando a multidão ao delírio. A apresentação foi seguida pelo desfile marítimo com embarcações da Marinha do Brasil, Polícia Federal, Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar.
Após as demonstrações, foi a vez de crianças e adolescentes de escolas de Vitória, Vila Velha, Cariacica, Serra e Viana participarem do ato cívico. Depois da participação, eles se juntaram às famílias para prestigiar a passagem das forças de segurança, que levaram para o desfile movimentos e equipamentos que fazem parte de suas atividades diárias.
O desfile contou ainda com a apresentação de grupos escoteiros, da Ordem Demoley, os Boinas Azuis, representantes da Marinha do Brasil, Exército Brasileiro, oficiais da reserva do Exército Brasileiro, além da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil, representantes das forças de segurança da Secretaria de Estado de Justiça (Sejus), Guardas Civis Municipais de Vitória, Vila Velha e Serra.
Banda representa São Gabriel da Palha
Após exibição das forças de segurança, ainda participaram do desfile terrestre a Banda Municipal Tenente Jair da Luz de São Gabriel da Palha, Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (Adesg), grupos de motociclistas e donos de carros antigos. Compuseram o desfile cerca de duas mil pessoas, entre civis e militares.
“Através da Prefeitura Municipal de São Gabriel da Palha, da Secretaria Municipal de Cultura e Arte e com apoio da Secretaria Municipal de Educação, a Banda Municipal Tenente Jair da Luz, participou do Desfile da Independência. Agradecemos aos músicos e pais da Banda Tenente Jair da Luz, ao Governador Renato Casagrande pelo convite, ao Deputado Federal Da Vitória, Deputada Estadual Raquel Lessa, a Prefeita Céia Ferreira, a Secretária Municipal de Educação Rosa Caser e Rivelin”, disse Patrício Bandeira
Editora Hoje/Assesoria Governo
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Greening, safra menor e queda no consumo pressionam o setor brasileiro
A citricultura brasileira chega à safra 2026/27 pressionada por três problemas simultâneos: quase metade das laranjeiras do principal cinturão produtivo está contaminada pelo greening, a produção deve cair cerca de 10% e o consumo mundial de suco perdeu força depois de anos de preços elevados. Embora continue líder global, o Brasil precisa controlar a doença e ampliar mercados para evitar uma pressão maior sobre produtores e indústrias.
A primeira reestimativa do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) aponta uma produção de 263,15 milhões de caixas de 40,8 quilos em São Paulo e no Triângulo e Sudoeste de Minas Gerais. O volume equivale a aproximadamente 10,7 milhões de toneladas de laranja.
A projeção ficou 3,1% acima da estimativa inicial, divulgada em maio, mas ainda representa uma queda de cerca de 10% diante das 292,94 milhões de caixas colhidas na temporada 2025/26. A recuperação sobre a primeira previsão ocorreu principalmente porque os frutos ganharam peso com as chuvas.
Entre maio e agosto, o cinturão citrícola recebeu 210 milímetros de chuva, volume 51% superior à média histórica do período. O peso médio estimado passou de 160 para 166 gramas por fruto, reduzindo de 255 para 246 o número de laranjas necessário para completar uma caixa.
O efeito positivo da chuva, porém, não elimina os riscos. A colheita está mais lenta e os frutos permanecem por mais tempo nas árvores, expostos a pragas, doenças e queda prematura. Até meados de agosto, apenas 27% da produção prevista havia sido retirada dos pomares.
A taxa média de queda dos frutos foi elevada de 23,7% para 24,1%. Nas variedades tardias, que ainda têm grande parte da produção no campo, a perda projetada chega a 27,3% para Valência e Folha Murcha e a 30,9% para a variedade Natal.
O greening permanece como o maior problema da atividade. O levantamento mais recente sobre a doença mostrou que 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola estavam contaminadas em 2025. A severidade média também aumentou, passando de 18,7% para 22,7% da copa das plantas.
Transmitido pelo psilídeo, um pequeno inseto, o greening não tem cura. A doença reduz a produtividade, provoca queda precoce e produz frutos menores, deformados e amargos. O controle exige monitoramento frequente, combate ao inseto transmissor e eliminação das plantas doentes, especialmente em regiões onde a incidência ainda é baixa.
Na safra 2025/26, o greening foi responsável pela perda estimada de 49,59 milhões de caixas. A doença respondeu sozinha por 13 pontos percentuais da taxa total de queda de 23,2% registrada naquele ciclo.
A pressão não está restrita aos pomares. Depois de quatro anos de resultados elevados, o mercado internacional entrou em uma fase de ajuste. As exportações brasileiras de suco de laranja somaram 746,9 mil toneladas na safra 2025/26, praticamente o mesmo volume da temporada anterior, mas a receita caiu aproximadamente 30%.
Os preços elevados das safras anteriores levaram parte dos consumidores a substituir o suco de laranja por bebidas mais baratas. Problemas de qualidade provocados pelo clima e pelo greening também afetaram o mercado. Na Europa, principal destino histórico do produto brasileiro, o volume adquirido caiu 10,9%. No Japão, a retração chegou a 28,6%.
O aumento das chuvas nesta temporada favoreceu o tamanho das laranjas, mas poderá reduzir a concentração de sólidos solúveis, medida pelo índice brix. Para a indústria, isso significa que pode ser necessário processar mais caixas para obter a mesma quantidade de suco concentrado, reduzindo parte do ganho trazido pelo maior peso dos frutos.
A busca por novos compradores tornou-se, portanto, uma necessidade para equilibrar a cadeia. O produto brasileiro não enfrenta grandes restrições sanitárias, mas encontra tarifas elevadas em mercados com potencial de consumo, como Japão, Coreia do Sul e Índia. A redução dessas barreiras poderia ampliar os destinos e diminuir a dependência de poucos compradores.
Maior produtora mundial de laranja e líder na exportação de suco, a citricultura brasileira mantém escala, tecnologia e capacidade industrial. O desafio agora é impedir que o avanço do greening, a queda da produtividade e o enfraquecimento do consumo reduzam a rentabilidade de uma cadeia que depende de investimentos contínuos para renovar pomares e manter a produção.
Fonte: Pensar Agro
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