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Setembro Verde: a vida que renasce pela doação de órgãos – Artigo escrito por Wanderson Rubim da Silva

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Foto: Freepik

O mês de setembro é marcado por uma campanha de grande relevância para a saúde e para a sociedade: o Setembro Verde, dedicado à conscientização sobre a importância da doação de órgãos e tecidos. A iniciativa busca sensibilizar a população para um gesto simples, mas capaz de transformar e salvar vidas.

A importância da doação

No Brasil, milhares de pessoas aguardam diariamente por um transplante. Para muitas delas, essa é a única esperança de continuar vivendo ou de recuperar a qualidade de vida perdida por conta de doenças graves. A doação de órgãos, portanto, não é apenas um ato de solidariedade, mas um verdadeiro ato de amor ao próximo.

Um único doador pode beneficiar diversas pessoas, já que diferentes órgãos e tecidos podem ser aproveitados. Coração, rins, fígado, pulmões, pâncreas, córneas e até mesmo tecidos ósseos podem oferecer uma nova chance a quem luta pela sobrevivência.

O desafio da conscientização

Apesar dos avanços na medicina e do crescente número de transplantes realizados no país, o desafio ainda é grande. Muitas famílias, no momento da perda de um ente querido, têm dificuldade em autorizar a doação, seja pela falta de informação, seja por inseguranças diante do tema. É por isso que o diálogo em vida é fundamental: deixar claro para os familiares o desejo de ser doador facilita a decisão no momento oportuno.

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Outro ponto importante é combater mitos que cercam o tema. A doação não desfigura o corpo, não interfere nos rituais de despedida e só acontece após a confirmação rigorosa da morte encefálica, respeitando critérios médicos e legais.

Um gesto que transforma

O Setembro Verde é, acima de tudo, um convite à reflexão. É lembrar que a vida pode se perpetuar através da solidariedade e da empatia. Ao decidir ser doador, cada pessoa carrega a possibilidade de transformar a dor de uma perda em esperança para inúmeras famílias.

Falar sobre doação de órgãos é, portanto, falar sobre valores humanos, sobre a capacidade de enxergar no outro a continuação de um ciclo. Mais do que uma campanha, o Setembro Verde é um chamado para que a sociedade abrace essa causa e ajude a multiplicar vidas.

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O remédio sozinho não resolve o TDAH – Artigo escrito pela neuropsicóloga gabrielense Jéssica Pereira Pelissari Oliveira

Quando uma criança recebe o diagnóstico de Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), é comum que as famílias depositem grandes expectativas na medicação. De fato, quando prescrita por um médico, ela pode trazer benefícios importantes para a atenção, impulsividade e hiperatividade. No entanto, é importante compreender que o medicamento, sozinho, não resolve todas as dificuldades associadas ao transtorno.

O efeito da medicação possui um tempo de duração específico e, quando esse efeito passa, a criança continua apresentando características próprias do TDAH. Por esse motivo, o tratamento mais eficaz é aquele realizado de forma multidisciplinar, associando a medicação a intervenções que auxiliem no desenvolvimento de habilidades
cognitivas, emocionais, comportamentais e acadêmicas.

Nesse contexto, a psicoterapia, a orientação familiar e o acompanhamento com profissionais especializados, como a neuropsicopedagoga, desempenham um papel fundamental. O objetivo é desenvolver estratégias que ajudem a criança a lidar melhor com suas dificuldades no dia a dia, favorecendo seu desempenho escolar, suas relações
sociais e sua autonomia.

Para que essas intervenções sejam realmente eficazes, é essencial compreender quais são os prejuízos específicos apresentados por cada criança. Nem todas as pessoas com TDAH apresentam as mesmas dificuldades. Algumas possuem maiores prejuízos atencionais, enquanto outras apresentam dificuldades em funções executivas, memória,
organização, planejamento ou controle inibitório.

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É justamente nesse momento que a avaliação neuropsicológica se torna uma ferramenta indispensável. Por meio de uma investigação detalhada do funcionamento cognitivo, emocional e comportamental, é possível identificar as áreas que necessitam de maior suporte e direcionar intervenções mais assertivas e individualizadas.

Na Clínica Evoluta, a avaliação neuropsicológica é realizada com rigor científico, embasamento técnico e um olhar individualizado para cada paciente. Mais do que fornecer um diagnóstico, o processo busca compreender profundamente as potencialidades e dificuldades da pessoa, oferecendo direcionamentos claros para um tratamento mais eficaz e adequado às suas necessidades.

A avaliação neuropsicológica é realizada na Clínica Evoluta, em São Gabriel da Palha, contribuindo para diagnósticos precisos e intervenções fundamentadas em evidências científicas.

Foto: Arquivo Pessoal

Jéssica Pereira Pelissari Oliveira – CRP 16/5835

Psicóloga, neuropsicóloga e especialista em desenvolvimento infantil, Jéssica Pereira Pelissari Oliveira possui sólida formação e atuação voltada à avaliação e intervenção nos transtornos do neurodesenvolvimento. É pós-graduada em Neuropsicologia, Terapia Cognitivo-Comportamental na Infância e Adolescência Intervenção ABA aplicada ao TEA ao DI.

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É especialista em Neuropsicologia reconhecida pelo Conselho Federal de Psicologia. Atua como idealizadora e diretora da Clínica de Desenvolvimento Infantil Evoluta, localizada em São Gabriel da Palha/ES, referência no atendimento multidisciplinar a crianças e famílias. É ainda coautora do livro Vozes da Neurodiversidade, obra que contribui para a ampliação do conhecimento e da conscientização sobre o neurodesenvolvimento e a inclusão.

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