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“Sabor de Casa”: Conheça a nova opção de lanchonete em São Domingos do Norte

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Uma nova opção de lanchonete chegou em São Domingos do Norte com a promessa de mudar o conceito do ramo no município. Idealizado pela Administradora Adélia Aparecida Galotti Manzoli e seu marido Deibith Manzoli, a lanchonete “Sabor de Casa” traz para São Domingos e cidades vizinhas, uma opção diferenciada em lanches e porções. A proposta é oferecer produtos menos industrializados e pratos exclusivos à moda da casa.

Adélia Aparecida conta que sempre sonhou em ter seu próprio negócio e que São Domingos foi a escolha certa para isso, por ser uma cidade ‘família’. “O negócio começou em fevereiro quando estava desempregada e a partir de um desejo já antigo de ter um negócio próprio e de trabalhar com comida que trouxesse uma proposta menos industrializada. Começamos com uma barraca que funcionava na pracinha, e que foi crescendo ao ponto de que para atender os clientes com maior conforto, optamos em abrir o negócio no início de outubro. Escolhemos São Domingos para montar o negócio porque é um lugar maravilhoso para se morar, onde nascemos e constituímos nossa família”, relata.

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Com um ambiente amplo e totalmente planejado para atender seus clientes, o “Sabor de Casa” oferece um cardápio variado, são lanches artesanais como hambúrguer, pão sírio, macarrão na chapa, porções e pratos exclusivos encontrados em dias específicos da semana.

“O nosso diferencial é oferecer a população um local aconchegante e familiar com produtos menos industrializados e sempre fresquinhos, com um leque de produtos que vão desde uma boa comida de boteco como chouriço, torresmo e pratos diversos produzidos com miudezas até lanches gourmet exclusivos da casa”, explica Adélia Aparecida.


camera_enhance (Crédito: Divulgação)


Expectativas

“A nossa meta é tornar o lugar e os nossos produtos conhecidos por toda a população de São Domingos e região. Temos uma enorme satisfação em ter sido acolhidos por nossos clientes com muito carinho desde o início desta caminhada, de termos chegado até aqui graças ao apoio deles e das suas sugestões que acolhemos e na medida do possível sempre procuramos colocar em prática” ressalta Adélia.

A lanchonete “Sabor de Casa” funciona de terça-feira a domingo, à partir das 17 horas e está localizada na Av. Honório Fraga, S/N, no centro da cidade.

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camera_enhance Equipe Sabor de Casa (Crédito: Divulgação)



camera_enhance (Crédito: Editora Hoje)



camera_enhance (Crédito: Editora Hoje)


Editora Hoje

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Matopiba desponta como nova fronteira da produtividade no Brasil

O avanço do agronegócio está mudando o mapa da produtividade brasileira e levando parte do dinamismo econômico para o Matopiba, região formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Enquanto o indicador nacional cresceu 18,7% entre 2002 e 2019, três Estados da região registraram alguns dos maiores aumentos do País.

O Piauí liderou o crescimento da produtividade do trabalho no período, com alta de 103%. O Maranhão avançou 86% e o Tocantins, 69,7%. Os resultados acompanham a expansão da fronteira agrícola e indicam que a transformação provocada pelo campo ultrapassou o aumento da área plantada e do volume colhido.

Os dados fazem parte do estudo “Missing the Productivity: Estimating Labor Productivity in Brazilian Municipalities (2002–2019)”, dos pesquisadores Alan Bueno e Diogo Ferraz. Divulgado em julho, o trabalho construiu uma base anual com informações dos mais de 5,5 mil municípios brasileiros.

O levantamento é um pré-print, versão que ainda não passou pela etapa definitiva de revisão acadêmica. Embora tenha alcance nacional e não seja dedicado exclusivamente ao Matopiba, o estudo revela grandes ganhos de produtividade nas fronteiras agropecuárias e uma evolução mais lenta nos Estados historicamente industrializados.

A produtividade analisada não é o rendimento das lavouras por hectare. O indicador mede quanto valor é produzido por trabalhador. Ele aumenta quando a incorporação de máquinas, tecnologia, qualificação e métodos mais eficientes de gestão permite ampliar a produção sem elevar na mesma proporção o número de pessoas ocupadas.

No Brasil, a agropecuária foi o setor que apresentou o maior avanço entre 2002 e 2019. A produtividade do trabalho no campo cresceu 80,1%, diante de aumentos de 10,3% nos serviços e de apenas 5,4% na indústria.

O resultado ajuda a explicar por que regiões antes com menor participação na economia nacional passaram a atrair armazéns, transportadoras, revendas de máquinas e insumos, instituições financeiras, empresas de tecnologia, indústrias de alimentos e prestadores de serviços.

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Para Alan Bueno, professor da Universidade Estadual do Paraná e um dos autores do estudo, o avanço do Matopiba pode ser comparado à transformação ocorrida no Centro-Oeste a partir da segunda metade do século passado.

“O Matopiba é o novo ouro. É o que foi o Centro-Oeste nos anos 1950. Trata-se de um crescimento que faz mudar a realidade regional”, afirmou.

Segundo o pesquisador, o campo passou a funcionar como ponto de partida de uma rede econômica mais ampla. “O agro converteu-se no catalisador de uma vasta rede econômica, envolvendo transporte, comércio, construção civil, tecnologia, crédito e serviços”, explicou.

A expansão foi sustentada principalmente pela produção de soja, milho e algodão, além da pecuária. O desenvolvimento de sementes adaptadas ao Cerrado, a correção dos solos, a mecanização e a agricultura de precisão permitiram que a região ampliasse sua participação na produção nacional.

Os dados mais recentes indicam que o movimento continuou depois de 2019, último ano abrangido pelo estudo. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia colham juntos aproximadamente 41,4 milhões de toneladas de grãos na safra 2025/26, aumento próximo de 9% sobre o ciclo anterior.

A Bahia deverá liderar a produção regional, com cerca de 15 milhões de toneladas. O Tocantins aparece em seguida, com 9,74 milhões, seguido pelo Maranhão, com 9,05 milhões, e pelo Piauí, com 7,58 milhões de toneladas.

Somente a soja deve alcançar 25,4 milhões de toneladas nos quatro Estados, o equivalente a aproximadamente 14% da produção brasileira da oleaginosa. O resultado consolida o Matopiba como fornecedor relevante para as indústrias de óleo, farelo, rações, carnes e biocombustíveis.

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O avanço da produtividade, porém, não significa que os benefícios econômicos sejam distribuídos automaticamente. A mecanização reduz a necessidade de algumas tarefas manuais, ao mesmo tempo que amplia a procura por operadores de máquinas, técnicos agrícolas, engenheiros agrônomos, mecânicos e profissionais de tecnologia e logística.

Sem capacitação local, parte dessas vagas pode ser preenchida por trabalhadores vindos de outras regiões. O aumento da riqueza também depende da capacidade dos municípios de converter maior arrecadação em educação, saúde, saneamento e infraestrutura.

Outro desafio é evitar que o Matopiba permaneça apenas como fornecedor de produtos primários. A instalação de esmagadoras de soja, fábricas de rações, frigoríficos, usinas de biocombustíveis e indústrias de alimentos permitiria agregar valor à produção e manter uma parcela maior da renda na própria região.

O crescimento também aumenta a pressão sobre estradas, ferrovias, armazéns e terminais de exportação. Sem infraestrutura compatível, parte do ganho obtido dentro das propriedades pode ser perdida com fretes elevados, filas e demora no escoamento.

Há ainda o desafio de conciliar a expansão produtiva com a conservação do Cerrado, a regularização fundiária e a inclusão da agricultura familiar. A competitividade futura da região dependerá não apenas do volume produzido, mas também da capacidade de comprovar a origem e a sustentabilidade dos produtos.

O estudo mostra que a produtividade brasileira começou a mudar de endereço. O Matopiba já produz mais por trabalhador e movimenta uma cadeia econômica cada vez maior. O próximo passo será transformar essa eficiência em indústria, empregos qualificados e melhoria permanente da renda da população.

Fonte: Pensar Agro

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