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Produtores recebem mudas de aroeira em Itapemirim

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Os agricultores familiares do município de Itapemirim, no sul do estado, receberam nesta sexta-feira (5) mudas de aroeira, uma espécie de planta que produz sementes utilizadas pela indústria cosmética e farmacêutica. Posteriormente, na região, o programa avança para a produção de uvas, maracujá e acerolas. O evento foi realizado no galpão da escola agrícola do Garrafão, com a presença do presidente da Assembleia Legislativa (Ales), Marcelo Santos (Podemos). 

A ação é promovida pelo Conselho de Governança dos Arranjos Produtivos, iniciativa da Casa dos Municípios da Assembleia Legislativa (Ales), que já conta com a adesão de 23 municípios, e com a meta de participação de todo o estado. 

“O objetivo primeiro desse programa é levar conhecimento para o pequeno agricultor, para a agricultura familiar”, enfatizou Marcelo Santos. O programa envolve o diagnóstico, formação para técnicos, formação para os agricultores, assistência técnica na produção e equipamentos. O governo do estado é o principal financiador do programa, garantindo a execução do conjunto das atividades. 

O programa atende as comunidades propiciando a sustentabilidade, geração de renda e diversificação da produção, levando em conta as características da cultura local e do tipo de solo. A diretora da Casa dos Municípios, Joelma Costalonga, explica que depois da entrega das mudas de aroeira, virão outros produtos. 

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“Esse programa veio ao encontro dos anseios das comunidades, depois de ouvirmos suas demandas. Cada comunidade tem suas peculiaridades e construímos projetos para eles. Hoje, foi a primeira entrega”, aponta Costalonga. 

Mudas de aroeira

O responsável pelo programa Arranjos Produtivos na região de Itapemirim, engenheiro agrônomo Péricles Santos, explica que essa espécie de aroeira é nativa da restinga, mas que com tecnologia está sendo levada para outro tipo de solo, beneficiando 60 famílias.

“Optamos pela a aroeira, cultivada em outro ambiente, com ajuda da tecnologia, como parte da diversificação da cultura, como fonte de renda para a agricultura familiar. A aroeira é uma planta perene. A partir do primeiro ano, ela já produz duas vezes ao ano. O produto é usado para fazer cosméticos, sabonete, creme, medicamentos. É exportado”, registrou.

A agricultora Joelma Avelar relatou que antes de aderir ao programa, a produção de sua família era a lavoura branca (milho, mandioca, frutas). “Eu já estou fazendo a plantação de uva, que era um sonho, mas eu nunca iria ter condições de trabalhar com uvas sem a condição financeira de ter as tecnologias. E a plantação de maracujá. Temos que ter conhecimento e os técnicos ajudaram”, relatou a agricultora do Garrafão. 

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Participam do programa o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), a Agência de Desenvolvimento das Micro e Pequenas Empresas e do Empreendedorismo (Aderes), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai); e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), cobrindo a formação e o financiamento dos projetos agrícolas locais.  

Fonte: POLÍTICA ES

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Assembleia autoriza Executivo a doar terrenos em Aracruz

Em sessão ordinária virtual nesta segunda-feira (29), a Assembleia Legislativa (Ales) aprovou o Projeto de Lei (PL) 399/2026. Protocolada pelo governo do Estado, a matéria concede autorização para que o Executivo doe duas áreas localizadas na zona industrial de Barra do Riacho, em Aracruz.

Em mensagem aos deputados, o governador Ricardo Ferraço (MDB) explica que parte do terreno será cedida ao Município de Aracruz para instalação de equipamentos públicos do Programa Estruturante Parklog/ES. E a outra parte será direcionada ao estabelecimento de complexo industrial automotivo da empresa Great Wall Motors (GWM).

Apesar de manifestações contrárias, a proposta recebeu parecer favorável das comissões reunidas de Justiça, de Infraestrutura e de Finanças, sob a relatoria do deputado Alcântaro Filho (Republicanos). “Esse projeto, colocando as questões ideológicas à parte, tende a fomentar o nosso desenvolvimento econômico, não só de Aracruz, da região, mas de todo o Estado Espírito Santo, consolidando ainda mais o nosso estado no mapa do Brasil e no mapa do desenvolvimento econômico do mundo”, afirmou.

O entendimento do republicano foi seguida pelo deputado Xambinho (Podemos), que lembrou da vocação “muito forte” logística que o ES tem. “A gente tem a certeza de que é um projeto que vai trazer desenvolvimento para a região de Aracruz, Serra, da Grande Vitória em si, gerando emprego, gerando renda, mas um projeto que eu tenho certeza de que vai cumprir todas as regras normais e legais (…)”, frisou.

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Presidente da Comissão de Justiça, Dary Pagung (PSB) endossou as palavras a favor da iniciativa do governo. “No passado perdemos uma grande fábrica também para o Estado da Bahia”, lembrou. “Agora temos essa oportunidade de fazer essa doação”, completou.

Mazinho dos Anjos (MDB) disse que outros estados como Minas Gerais e Rio Grande do Sul tinham interesse de trazer a indústria automotiva, mas o Espírito Santo venceu essa concorrência. “Esse investimento é um investimento que vai, com certeza, transformar não só aquela região, mas todo o Estado do Espírito Santo”, afirmou.

Thiago Hoffmann (PSB), Lucas Polese (PL) e Capitão Assumção (PL) também se manifestaram em prol do projeto de lei. Outro que defendeu a proposta do Estado foi o deputado João Coser (PT). “Quando você traz uma indústria automobilística, você gera um desenvolvimento no entorno muito grande. Considero certo que o governo do Estado e os governos municipais não só a existência da comunidade indígena, mas também da questão ambiental”, detalhou.

O posicionamento do petista contrastou com o entendimento da colega de partido, Iriny Lopes (PT). Ela avaliou que o projeto de lei não leva consideração outros aspectos que não sejam econômicos. “São requisitos ambientais, são requisitos de proteção de população tradicional e requisitos de mão de obra”, ressalvou.

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Na opinião de Iriny, para que o processo ganhe legalidade, é necessário realizar audiências públicas, conforme a Resolução 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) – da qual o Brasil é signatário –, já que há na região povos indígenas, além de outros problemas de natureza ambiental.

A colega de plenário Camila Valadão (Psol) reforçou as palavras da petista sobre a necessidade de desenvolvimento econômico aliado ao avanço social e classificou o projeto como “extremamente vago”. Conforme destacou, faltam mecanismos de transparência e de contrapartida da empresa. Camila Valadão e Iriny Lopes foram os únicos votos contrários ao projeto, que segue agora para a sanção do Poder Executivo.

Fonte: POLÍTICA ES

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