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Participantes de audiência apresentam demandas na área de saúde
Após discorrer por mais de três horas sobre os trabalhos realizados pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) no terceiro quadrimestre de 2025, o titular da pasta, Kim Barbosa, respondeu a perguntas feitas pelo deputado Dr. Bruno Resende (União), por componentes da mesa de autoridades e por outros participantes da audiência pública da Comissão de Saúde.
Um dos pontos abordados por Dr. Bruno foi o crescimento exponencial do orçamento da Saúde com o aumento proporcional dos serviços, como a criação de 1.500 leitos de média e alta complexidade na rede nos próximos quatro anos, por exemplo.
“Na minha conta, esse orçamento de R$ 5,7 bi que nós gastamos no ano passado, nos próximos dois, três anos ele vai romper R$ 8 bi”, projetou o presidente da Comissão de Saúde. O secretário fez coro: “Correlacionar isso à expansão do serviço é desafiador”, revelou.
Indagado pelo parlamentar sobre a possibilidade da criação de serviços especializados para atendimento de AVC na Região Norte, Kim tratou o tema como prioridade e disse que é possível que o funcionamento comece ainda este ano. “Poder contar com cobertura de trombólise, de trombolítico nessa região é uma segurança muito grande (…) para reverter o quadro”, completou.
Atraso em obras
Promotor de Justiça do Ministério Público do Estado (MPES), Itamar Ávila Ramos frisou que o órgão tem atuado na fiscalização de maneira colaborativa. No entanto, fez considerações quanto ao atraso nas obras de duplicação do Hospital Estadual Infantil de Vila Velha (Himaba). Conforme o secretário, nova licitação foi aberta porque a empresa contratada não conseguiu executar.
O dirigente do Centro de Apoio Operacional de Implementação das Políticas Públicas de Saúde do MP pediu também que fosse instalada uma Rede de Cuidados para a Pessoa Idosa no estado e fossem abertas vagas de residências médicas para formação de especialidades escassas na rede, como ortopedia, traumatologia, ginecologia-obstetrícia, pediatria, cardiologia e anestesiologia.
Mais hemocentros
A presidente da Associação de Hemofílicos do Espírito Santo (AHES), Roziani Pereira, cobrou mais investimentos nos hemocentros estaduais para melhorar o atendimento das pessoas que sofrem com coagulopatias, sobretudo no sul do estado, onde está a maioria desses pacientes. Entre os pedidos estão a ampliação da equipe que atua no Hemoes, em Vitória, por exemplo.
Como resposta, o titular da pasta admitiu ter consciência do quanto é necessário avançar na infraestrutura da rede estadual, principalmente na Superintendência Regional de Saúde no sul do estado, em Cachoeiro de Itapemirim, que é alugada.
Também compuseram a mesa de autoridades a presidente da Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos do Estado do Espírito Santo (Fehofes), Vera Mantelmacher, e o membro do Conselho Estadual de Saúde (CES) Alexandre Sattler.
Fonte: POLÍTICA ES
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Diplomacia, política e protagonismo jovem são destaques em sessão
O plenário da Assembleia Legislativa (Ales) foi palco, mais uma vez, de cerimônia de abertura da Simulação ONU SEB. A sessão especial nesta sexta-feira (29) foi proposta pelo deputado Gandini (Podemos) e trouxe a reflexão da importância da paz, do respeito e de uma diplomacia consciente de tempos complexos e repletos de conflitos. Os alunos participantes são das unidades de Vitória e Vila Velha da rede. As reuniões e debates simulando comitês e organismos do Sistema ONU seguem durante o final de semana (30 e 31 de maio) na unidade de Vitória da escola.
Presidente da Ales, o deputado Marcelo Santos (União) abriu a sessão ressaltando a importância de as instituições e as pessoas que as compõem apostarem no diálogo e na civilidade.
“O que funciona de verdade na ONU? Vocês são diplomatas e diplomacia significa dialogar, respeitar a cultura, a religião, a forma, os vícios do Reino Unido. Que não é diferente, por exemplo, da África. O papel da ONU é justamente isso: respeitar cada país da forma que ele for constituído. A ONU não impõe, não produz leis, não produz nada daquilo que uma nação produz. Ela é meramente um síndico que gerencia e discute”, refletiu o presidente da Ales.
Marcelo Santos frisou a mensagem do “respeito” que provoca “resultado” presente no projeto. “Aqui vocês dão um exemplo de civilidade, conhecimento, ainda tão jovens. E isso que está acontecendo aqui hoje vai produzir um efeito, e eu espero que seja pro Brasil, nascendo aqui no Espírito Santo, dentro do seio da casa democrática”.
Proponente da sessão, o deputado Gandini discursou como membro das comissões de Educação e de Meio Ambiente e ponderou que, se por um lado, “estamos diante de um momento de grandes avanços tecnológicos”, a realidade internacional parece um triste passado.
“É o momento que a gente está vivendo isso, mas os desafios parecem ser, infelizmente no mundo, os desafios do passado: estamos vendo guerras sem sentido algum, estamos vivendo momentos de tensões gigantescas, questionamentos inclusive das instituições. A ONU mesmo está sendo questionada mundialmente”.
Gandini também destacou a importância do Legislativo como o Poder da pluralidade de pensamentos, mas com harmonia e respeito. “O nosso desafio atual é combater a intolerância. A intolerância, ela não pode reinar em nossos ambientes. Então, em todos os aspectos, a gente precisa buscar o diálogo. Que o diálogo seja o princípio da nossa vida, nosso instrumento, o principal instrumento de transformação, e essa é uma simulação importantíssima”
Propósito
Na sessão de abertura do evento, o diretor-geral da rede de ensino, Vander Euber Barbato, fez um agradecimento aos pais que lotavam as galerias do Plenário Dirceu Cardoso.
“Somos gratos por estimulá-los a participar de projetos como este. Não é fácil um adolescente nos dias de hoje, com o excesso de tela, querer ficar um final de semana debatendo assuntos para resolver problemas mundiais. E a gente sabe que vocês têm um papel fundamental nisso”.
Na ocasião, Barbato foi homenageado com a medalha comemorativa dos 190 anos da Assembleia. O diretor entregou aos quase 170 alunos presentes uma mensagem citando Fernando Pessoa. “Navegar é preciso, você colocou uma rota no navio com os instrumentos que ele possui e ele vai seguir a rota. Se não tiver nenhuma ameaça pelo caminho, ele vai conseguir chegar no seu destino final. (…) Isso é precisão, isso é ciência. Viver não é preciso, nos dias de hoje está cada vez mais impreciso, mais dinâmico, mais difícil. A gente não precisa ir longe, a buzina o tempo todo comendo solta. A gente o tempo todo vê violência, destruição, guerra…”, pontuou.
Para o diretor, as disputas atuais são muitas vezes desiguais, oprimindo as novas gerações e exigindo delas o desenvolvimento de senso crítico para contribuir com cenários futuros de paz e transformações. “Disputa de lutador de MMA lutando contra uma criança lá fora, é assim o mundo lá fora. No nosso cenário próximo, a gente vê a violência, a violência do homem contra a mulher, a violência entre si. (…) Quando nós falamos que o projeto da simulação se propõe a desenvolver com vocês habilidades para um mundo melhor, estamos falando de no futuro vocês ocuparem lugares de destaque, profissões que vão fazer a diferença, educando, construindo, fazendo o que o talento desenvolver”, explicou.
Palestra
Respeitar a soberania dos outros, mas ao mesmo tempo poder agir para ajudar, foi um dos questionamentos levados aos alunos pela palestrante do evento, a historiadora franco-belga-brasileira, Evelien Opsommer. A palestra discutiu a diplomacia no século XXI, o que funciona, o que não funciona, além dos legítimos interesses nacionais e os conflitos provocados.
Lembrando que a atual sociedade está “muito longe no tempo” das duas Guerras Mundiais e da Guerra do Paraguai, Evelien lembrou que as guerras continuam sendo um recurso em última instância e todos os povos estão sujeitos a ela. A palestrante enfatizou que precisamos entender nacionalismos, patriotismos e, num universo de quase 200 países soberanos, não há espaço para a “utopia do fim das fronteiras”. “A gente precisa de fronteiras, de regras, não são as mesmas regras”.
Veteranos
No papel de secretária-geral da ONU, a ex-aluna e estudante de jornalismo Júlia Callot Gouveia fez um discurso de abertura dos trabalhos oficiais, trazendo motivação e choque de realidade aos “colegas diplomatas”. O discurso apresentou diversos temas políticos internacionais e frisou que estabilidade internacional é um termo extremamente frágil, diante de tantas camadas de conflitos.
“Existem pessoas prestes a descobrir paixões que vão carregar para o resto da vida. Talvez no PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) alguém descubra que quer dedicar a vida à preservação ambiental, e sim, ao debater sobre lixo espacial, você perceba que até o infinito pode sofrer com a irresponsabilidade humana”, citou como exemplo.
Fonte: POLÍTICA ES
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