conecte-se conosco


Geral - ES1.com.br

Paciente com câncer se emociona e tem melhora após reencontrar cachorro em hospital

Publicado em

Um paciente em tratamento de câncer teve uma surpresa ao receber, no hospital, a visita de seu cachorro. O encontro, ocorrido na última quinta-feira (12), aconteceu depois que o guia de turismo Flávio José Santos, 59, apresentou progressiva melhora após a visita do pet.

“A gente notou, visivelmente, no outro dia, a melhora de Flávio, e ele vem melhorando a cada dia”, disse ao programa. O médico afirma que avalia a possibilidade de dar alta ao homem.

Foram necessários alguns cuidados antes de o cão Agadir ser levado ao hospital para passar alguns momentos com o tutor. Os familiares precisaram, por exemplo, comprovar que a vacinação do cachorro estava em dia.

Em rede social, o hospital afirma que o encontro atendeu a um desejo de Flávio, que estava com saudade do animal. A visita é parte do projeto chamado O que importa para você?, destinado a pacientes internado por longos períodos ou casos específicos. Segundo a unidade, até casamento já foi realizado, como forma de atender os desejos dos doentes.

leia também:  Reparação financeira na bacia do Rio Doce ultrapassa R$10 bilhões

Tribuna Online

Geral - ES1.com.br

Risco de geada no Sul agrava escassez e faz preço do feijão bater recordes

O feijão voltou ao centro das preocupações do mercado agrícola brasileiro. Com oferta curta, dificuldade para encontrar produto de qualidade e ameaça de geadas sobre áreas produtoras do Sul do país, os preços dispararam nas últimas semanas e já atingem patamares históricos em algumas regiões.

O movimento é puxado principalmente pelo feijão carioca, variedade mais consumida pelos brasileiros. Em importantes polos produtores de São Paulo e Minas Gerais, lotes considerados “extra” já superam R$ 430 por saca no mercado físico. Em negociações destinadas ao abastecimento da capital paulista, negócios pontuais chegaram perto de R$ 470 por saca — um dos maiores níveis já registrados para a cultura.

A escalada dos preços acontece em um momento delicado para o abastecimento. O mercado enfrenta escassez justamente dos grãos de melhor qualidade, enquanto produtores seguram parte da oferta apostando em novas altas. Empacotadoras e atacadistas relatam dificuldade para montar lotes homogêneos, o que elevou a disputa pelos feijões classificados como nota alta.

Ao mesmo tempo, problemas climáticos aumentam a tensão sobre a segunda safra 2025/26. Paraná e Minas Gerais tiveram atrasos no plantio, excesso de chuvas e ritmo lento de colheita nas últimas semanas. Agora, a chegada do frio intenso ao Sul do Brasil adiciona um novo fator de preocupação.

leia também:  Céia Ferreira sanciona lei aprovada por unanimidade pelos vereadores de São Gabriel

As geadas passaram a entrar no radar do setor justamente em uma fase importante para parte das lavouras. Técnicos alertam que o frio pode comprometer enchimento dos grãos, peneira e qualidade final da produção, reduzindo ainda mais a disponibilidade de feijão premium no mercado.

A pressão já começa a contaminar também o mercado do feijão preto. Tradicionalmente mais barato, ele passou a ganhar competitividade diante da disparada do carioca e vem registrando forte valorização nas últimas semanas. Em algumas regiões do Paraná, as cotações saltaram de cerca de R$ 160 para perto de R$ 200 por saca em poucos dias.

O avanço do feijão preto reflete uma migração parcial do consumo. Com o carioca cada vez mais caro, parte do varejo e dos consumidores começou a buscar alternativas para reduzir custos, aumentando a demanda pela variedade preta.

O cenário preocupa porque o feijão é um dos produtos mais sensíveis ao abastecimento interno. Diferentemente da soja ou do milho, grande parte da produção é destinada ao consumo doméstico e trabalha com estoques historicamente apertados. Quando há quebra de qualidade ou retenção de oferta, o impacto nos preços costuma ser rápido.

leia também:  Congresso de Agroecologia debate o clima e o futuro da agricultura familiar

Hoje, o Brasil produz entre 2,8 milhões e 3 milhões de toneladas de feijão por ano, somando as três safras cultivadas em diferentes regiões do país. Paraná, Minas Gerais, Goiás, Bahia e Mato Grosso estão entre os principais produtores nacionais.

Com a combinação entre oferta restrita, clima adverso e estoques reduzidos, analistas avaliam que o mercado deve continuar pressionado nas próximas semanas, mantendo os preços em níveis elevados tanto para o produtor quanto para o consumidor final.

Fonte: Pensar Agro

Visualizar

MAIS LIDAS DA SEMANA

error: Conteúdo protegido!!