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Ong Sentinela Francisquense devolve Vale do Sol aos sócios
A Organização Não Governamental (Ong), Sentinela Capixaba, publicou um comunicado nesta quinta-feira, 17, em toda a cidade, comunicando que está devolvendo aos sócios proprietários, o espaço do Clube Vale do Sol, no bairro Nova Barra (Vaquejada). Dois dos diretores da entidade, Edval e Lucely Carnielli, informaram ao site ES1/Notícia Certa, que conseguiram um novo terreno, de dez mil metros quadrados, logo depois da Vila Luciene, onde irão construir o tão sonhado centro de convivência para a terceira idade. “Nós conseguimos a doação do terreno, por parte de um empresário, o que irá facilitar a construção do centro”, disse Edval.
No comunicado que está sendo distribuído, a Ong afirma que vinha trabalhando para a construção do abrigo de idosos e casa de repouso no Vale do Sol, “estava praticamente abandonado”.
“Ocorre que, ao longo desses últimos três anos de trabalho e luta para alcançar esse objetivo, a Ong passou a ter diversos contratempos e dissabores para tentar transformar o projeto em realidade”, diz o comunicado.
Finalizando, a Ong apresentou na carta os gastos feitos por ela no local desde que assumiu a sua gestão. De acordo com essa prestação, foram gastos R$ 81.196,97 no clube, com construção e reforma de casa do caseiro, pagamento de contas em atraso, entre outros.
Clube já foi o mais tradicional
O Vale do Sol já foi o clube social mais tradicional e antigo de Barra de São Francisco. Fundado na década de 70, está praticamente abandonado. O clube fica no bairro Nova Barra, antiga Vaquejada e foi construído quando o local ainda era apenas formado por propriedades rurais.
O clube foi fundado por um grupo de amigos e empresários da cidade, inclusive o deputado estadual Enivaldo dos Anjos. Quando o clube começou a funcionar, com uma imensa piscina, campo de futebol soçaite, quadra de esportes, sauna, bar e até campo de bocha, a sociedade participava ativamente.
Nos últimos anos o clube entrou em decadência devido à grande oferta de áreas de lazer na cidade, como os clubes da AABB e do Banestes, pesque-pague e outros. O último presidente do clube, Edval Carnielli, conta que, devido à falta de recursos, já que não há mais contribuição dos sócios, o local está praticamente fechado.
Atualmente, a Ong Sentinela Francisquense vinha administrando o local e fazia até bazar para arrecadar recursos e pagar o salário do funcionário que toma conta do local. “Sem essa campanha não teríamos como pagar o funcionário e o local correria risco até de ser invadido”, sustenta Carnielli.
O ex-vereador e atleta Paulo César Andrade, o Paulinho Caipora foi diretor de Esportes durante um período e afirma que o local é muito bom para estar na situação em que está. “Tem um campo de futebol society ótimo e vários outros equipamentos. Eu penso que o local precisa ser reativado, se tornar de novo um clube acessível à comunidade”, afirma.
Editora Hoje
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Fracassa acordo no STF e disputa sobre Moratória da Soja volta a julgamento
O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou a tentativa de construir um acordo entre produtores rurais, indústria, ambientalistas e Ministério Público sobre a Moratória da Soja. Sem consenso entre as partes, o Núcleo de Solução Consensual de Conflitos (Nusol) devolveu os quatro processos relacionados ao tema aos ministros relatores, abrindo caminho para a retomada do julgamento das ações, ainda sem data definida.
Em despacho assinado nesta sexta-feira (12.06), o juiz auxiliar da Presidência do STF e supervisor do Nusol, Álvaro Ricardo de Souza Cruz, afirmou que as reuniões realizadas entre abril e maio chegaram a criar um ambiente favorável à conciliação, mas houve recuo dos envolvidos, inviabilizando uma solução negociada.
“Durante as tratativas, instaurou-se amplo diálogo entre os envolvidos, tendo-se verificado, em determinado momento, ambiente propício à construção de solução consensual. Contudo, sobreveio recuo das partes, o que impossibilitou a composição”, registra o documento.
Segundo o STF, a tentativa de mediação não buscava discutir a constitucionalidade das leis estaduais questionadas, mas os efeitos práticos decorrentes de uma eventual decisão da Corte. A preocupação é evitar a multiplicação de disputas judiciais em diferentes instâncias após o julgamento das ações.
As tratativas envolveram representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), do Ministério Público Federal e dos governos de Mato Grosso, Rondônia e Tocantins, além de partidos políticos autores das ações.
Com o fim da mediação, o Nusol reenviou as Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7774, relatada pelo ministro Flávio Dino; 7775, sob relatoria de Dias Toffoli; e 7863 e 7959, ambas sob responsabilidade do ministro Luiz Fux.
As ADIs 7774 e 7775 questionam leis aprovadas em Mato Grosso e Rondônia que retiraram benefícios fiscais de empresas participantes de acordos privados, como a Moratória da Soja.
Criada em 2006, a Moratória da Soja estabelece que empresas signatárias não adquiram grãos produzidos em áreas do bioma Amazônia desmatadas após 2008, ainda que a abertura das áreas tenha ocorrido dentro dos limites previstos pela legislação ambiental.
A disputa ganhou novo capítulo após a entrada em vigor, no início de 2026, da lei de Mato Grosso que impôs restrições às tradings participantes do acordo. A medida contribuiu para o esvaziamento da Moratória, com a saída da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e das empresas associadas.
No fim do ano passado, o ministro Flávio Dino determinou a suspensão de todas as ações judiciais e administrativas relacionadas à Moratória da Soja, incluindo processos que pedem indenizações. Em uma dessas ações, produtores rurais de Mato Grosso reivindicam ressarcimento superior a R$ 1 bilhão. O setor também acionou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), acusando as tradings de formação de cartel.
A tentativa de mediação havia sido anunciada em março, durante o julgamento das ações pelo plenário do STF. Com o fracasso das negociações, caberá agora aos ministros dar prosseguimento à análise do caso.
Fonte: Pensar Agro
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