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Estamos medicando demais e treinando de menos? – Artigo escrito pelo educador físico gabrielense Gabriel Costa de Andrade

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gabriel costa

Vivemos em uma era em que a medicina alcançou avanços extraordinários. Nunca tivemos tantos recursos para diagnosticar, tratar e controlar doenças. No entanto, uma pergunta incômoda precisa ser feita: estamos medicando demais e treinando de menos?

A cada ano cresce o número de pessoas que dependem de medicamentos para controlar pressão alta, diabetes, colesterol elevado, ansiedade e depressão. Embora esses tratamentos sejam essenciais em muitos casos, existe um problema que raramente recebe a mesma atenção: a falta de hábitos que combatam a origem de grande parte dessas condições.

Segundo organizações de saúde ao redor do mundo, o sedentarismo está entre os principais fatores de risco para doenças crônicas e mortes prematuras. Ainda assim, muitas pessoas procuram uma solução rápida em comprimidos enquanto ignoram uma das ferramentas mais poderosas para a prevenção e o tratamento de diversas doenças: o exercício físico.

A musculação, por exemplo, vai muito além da estética. Ela ajuda no controle da glicemia, melhora a sensibilidade à insulina, reduz o risco cardiovascular, fortalece ossos e articulações, combate a perda de massa muscular relacionada ao envelhecimento e melhora significativamente a qualidade de vida.

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Isso não significa que medicamentos não sejam importantes. Eles salvam vidas e, em muitos casos, são indispensáveis. O problema surge quando o remédio se torna a única estratégia, enquanto hábitos fundamentais continuam sendo negligenciados.

Imagine uma pessoa que toma medicamentos para pressão alta, mas não pratica atividade física, se alimenta mal e dorme pouco. O tratamento pode controlar os sintomas, mas dificilmente resolverá a raiz do problema. É como enxugar o chão enquanto a torneira continua aberta.

O mais preocupante é que muitas doenças associadas ao estilo de vida poderiam ser prevenidas ou amenizadas com mudanças relativamente simples. Caminhar mais, treinar regularmente, melhorar a alimentação e reduzir o tempo sentado são atitudes capazes de gerar impactos profundos na saúde da população.

Talvez a discussão não deva ser sobre escolher entre remédios ou exercícios. A verdadeira questão é por que ainda investimos tão pouco em prevenção e tanto em tratamento.

Se queremos uma sociedade mais saudável, precisamos parar de enxergar a atividade física como um luxo ou uma opção estética. Exercício é saúde. Exercício é prevenção. Exercício é qualidade de vida.

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E talvez esteja na hora de nos perguntarmos: estamos tratando as consequências enquanto ignoramos as causas?

Foto: Arquivo Pessoal

Gabriel Costa de Andrade

Licenciado e Bacharel em Educação Física – CREF: 012721

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Sinais de autismo que frequentemente passam despercebido – Artigo escrito pela neuropsicóloga gabrielense Jéssica Pereira Pelissari Oliveira

Quando se fala em Transtorno do Espectro Autista (TEA), muitas pessoas associam o diagnóstico apenas ao atraso na fala ou às dificuldades de comunicação. No entanto, o autismo pode se manifestar de formas muito mais amplas e, em alguns casos, os sinais passam despercebidos durante anos, especialmente quando não são reconhecidos por familiares, educadores ou profissionais sem formação específica na área.

Entre as características frequentemente observadas estão os padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses muito específicos, dificuldades na interação social, alterações no contato visual e sensibilidades sensoriais relacionadas a sons, texturas, cheiros ou alimentos. Algumas crianças, por exemplo, podem apresentar uma necessidade intensa de que determinadas rotinas sejam mantidas exatamente da mesma forma. Mudanças aparentemente simples, como alterar a disposição dos alimentos no prato, podem gerar grande desconforto.

Também é comum observar comportamentos repetitivos, como caminhar constantemente de um lado para o outro, balançar o corpo, movimentar as mãos de forma repetitiva ou apresentar interesses extremamente focados em determinados temas. Embora esses sinais possam estar presentes no autismo, é importante destacar que nenhuma característica isolada é suficiente para confirmar um diagnóstico.

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Por esse motivo, a identificação do Transtorno do Espectro Autista deve ocorrer por meio de uma avaliação neuropsicológica especializada e criteriosa, considerando o histórico de desenvolvimento, o comportamento, as habilidades cognitivas e o funcionamento adaptativo do indivíduo. Quanto mais precocemente os sinais são reconhecidos, maiores são as possibilidades de intervenção adequada e de promoção do desenvolvimento.

A avaliação neuropsicológica desempenha um papel fundamental nesse processo, permitindo compreender de forma aprofundada o perfil cognitivo, emocional e comportamental da criança, adolescente ou adulto, contribuindo para diagnósticos mais precisos e intervenções mais eficazes.

Na Clínica Evoluta, a avaliação neuropsicológica é realizada com rigor técnico e um olhar individualizado para cada paciente. Mais do que identificar um diagnóstico, o processo busca compreender as dificuldades, potencialidades e necessidades específicas de cada pessoa, auxiliando na definição de intervenções mais adequadas. O reconhecimento precoce dos sinais do autismo e de outras condições do neurodesenvolvimento pode fazer toda a diferença no desenvolvimento, na autonomia e na qualidade de vida. A avaliação neuropsicológica é realizada na Clínica Evoluta, em São Gabriel da Palha.

Foto: Arquivo Pessoal

Jéssica Pereira Pelissari Oliveira – CRP 16/5835

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Psicóloga, neuropsicóloga e especialista em desenvolvimento infantil, Jéssica Pereira Pelissari Oliveira possui sólida formação e atuação voltada à avaliação e intervenção nos transtornos do neurodesenvolvimento. É pós-graduada em Neuropsicologia, Terapia Cognitivo-Comportamental na Infância e Adolescência Intervenção ABA aplicada ao TEA ao DI.

É especialista em Neuropsicologia reconhecida pelo Conselho Federal de Psicologia. Atua como idealizadora e diretora da Clínica de Desenvolvimento Infantil Evoluta, localizada em São Gabriel da Palha/ES, referência no atendimento multidisciplinar a crianças e famílias. É ainda coautora do livro Vozes da Neurodiversidade, obra que contribui para a ampliação do conhecimento e da conscientização sobre o neurodesenvolvimento e a inclusão.

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