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Número de candidatos no ES este ano é o menor em mais de 10 anos

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Queda do número de candidaturas se deve a mudanças na legislação eleitoral / Foto: Tribunal Regional de SP

O número de candidatos no Espírito Santo nas eleições gerais deste ano caiu 24,03% em relação ao pleito de 2022. Esse número atingiu seu pico, nas últimas três décadas, em 2018, quando foram registradas 833 candidaturas em todos os níveis no Estado, caindo para 778 em 2022 (-6,6%) e, agora, em 2026, são 591 candidatos. Os dados consolidados estão disponibilizados no site do Tribunal Superior Eleitoral.

Desde 1994, quando começou a série histórica, a quantidade de candidaturas nas eleições gerais cresceu por 24 anos. Naquele ano, quando se elegeram Fernando Henrique Cardoso para presidente da República e Vitor Buaiz para governador do Estado, foram 365 candidaturas.

Na sequência, em 1998 houve 420 candidatos registrados no Estado, subindo para 545 em 2002. Em seguida, o número caiu para 467 em 2006 e voltou a subir para 538 em 2010; 792 em 2014; 833 em 2018; 778 em 2022 e, enfim, 591 neste ano de 2026.

gráfico sobre o número de candidaturas nas eleições gerais no ES desde 1994

Causas da queda

A queda no número de candidatos nas eleições gerais tem diferentes influências, mas todas elas vinculadas a uma mesma fonte: as mudanças na legislação eleitoral.

O advogado Fernando Carlos Dilen, membro da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político (Abradep), atribui a redução no número de candidatos ao estabelecimento de cláusulas de barreira para os partidos políticos.

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“Isso tem tornado o acesso a recursos partidários cada vez mais restritos a menos partidos. Quanto menos partidos tem acesso a fundo eleitoral, naturalmente menos candidatos vão se apresentar”, explica Dilen.

Dez anos depois do fim da doação eleitoral por pessoas jurídicas, de acordo com o advogado, os candidatos se acostumaram a fazer campanha com verba pública, originada do fundo especial de financiamento de campanha.

“Então, ninguém mais agora topa entrar numa campanha, salvo alguma exceção, se não for para ter essa verba pública. E como elas estão mais restritas, por conta da diminuição de partidos, então essas duas situações estão gerando a diminuição do número de candidatos”, acrescenta.

Ex-presidente da Comissão de Direito Eleitoral da OAB-ES (2009-2011) e membro-fundador da Abradep, o advogado Luciano Ceotto diz que a explicação para essa queda não é o desinteresse, mas a mudança estrutural. E concorda com Dilen quanto aos efeitos do fim do financiamento empresarial às candidaturas.

“A principal causa está nas reformas eleitorais feitas a partir de 2015, começando pela proibição do financiamento empresarial. Isso impôs restrições cada vez maiores à porta de entrada para os mandatos eletivos”, pontua Ceotto.

O advogado enumerou cinco travas principais a essa maior participação, restrições essas que, em sua opinião, “quanto maiores, pior para a disputa democrática e para o aprimoramento da democracia brasileira”.

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Veja as cinco travas que asfixiaram a proliferação de candidaturas

  1. Novo teto de candidatos: a lei reduziu o limite de candidaturas por partido. Antes podiam lançar 150% das vagas. Por exemplo, se há 30 vagas na Assembleia, o partido podia lançar 45 candidatos; agora, o limite é de apenas 100% mais um (30+1).” Isso cortou um terço das chapas de uma vez”, afirma Ceotto.
  2. Federações Partidárias: partidos federados são obrigados a lançar uma única chapa unificada, espremida no novo limite, em vez de cada legenda ter sua própria chapa cheia.
  3. Cláusula de Barreira: para não perderem o Fundo Partidário, muitas legendas foram forçadas a realizarem fusão ou incorporação, reduzindo o número de CNPJs partidários com nomes na disputa.
  4. Fim das coligações proporcionais e novas regras de sobras: acabou a estratégia de lançar dezenas de candidatos sem viabilidade só para somar votos para a coligação. Agora, se o partido não tem competitividade própria, não consegue formar chapa.
  5. Rigor na cota de gênero (30%): com o TSE punindo duramente chapas com candidaturas femininas laranjas, os partidos que não conseguem candidaturas viáveis de mulheres preferem cortar candidatos homens para manter a proporção e evitar a cassação.

Fonte: POLÍTICA ES

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Ao vivo: Assembleia traz resultados e análises do primeiro turno

Análises e resultados das eleições deste domingo (4) estão na pauta dos veículos de comunicação da Assembleia Legislativa. Já está no ar o programa jornalístico “Especial Eleições 2026”, transmitido ao vivo pela TV Ales e pelo canal da emissora no Youtube. O portal institucional e outras redes sociais do Legislativo também vão divulgar, ainda na noite deste domingo, os resultados das eleições gerais no Espírito Santo.

A jornalista Patrícia Bravin conduz, do Plenário da Ales, o “Especial Eleições 2026” com a participação de comentaristas que repercutem os resultados e analisam o cenário político para os próximos quatro anos. Higor Pinheiro, por sua vez, atualiza os telespectadores sobre o resultado das urnas, com transmissão simultânea do painel de apuração do Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

A TV Ales é transmitida nos seguintes canais, na Grande Vitória: canal 3.2 aberto e digital, 12 Claro, 23 RCA e 519.2 Sky Digital. A emissora também está no YouTube.

Resultados no portal

O portal institucional também participa da cobertura jornalística do primeiro turno, com a divulgação do resultado final do pleito para os cargos de deputado estadual, deputado federal, senador, governador e presidente da República. Além disso, traz o perfil dos candidatos eleitos e dos que vão disputar o segundo turno, no próximo dia 25. Além disso, a equipe do Instagram da Ales está de plantão, transmitindo ao vivo a apuração direto do TRE-ES.

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“A eleição é um dos momentos mais importantes da democracia, e informação de qualidade também faz parte desse processo. O que a Assembleia faz é colocar a estrutura da comunicação pública a serviço do cidadão. Nosso compromisso é acompanhar esse momento com responsabilidade jornalística, informação checada e equilíbrio, permitindo que o capixaba acompanhe a apuração e conheça os representantes escolhidos pelo voto”, explica o secretário de Comunicação da Ales, Leonardo Nunes.

“Mais do que divulgar números, queremos ajudar a sociedade a compreender o que esses números representam. Afinal, quando termina a apuração, começa uma nova etapa da relação entre o cidadão e aqueles que foram escolhidos para representá-lo na Casa de Leis capixaba”, acrescenta o gestor.

Tradição

aspas e foto de Leonardo Nunes sobre a cobertura das eleições pela TV Ales

O secretário lembra que a cobertura jornalística das eleições ao vivo vem sendo feita desde 2010 e está se consolidando como uma tradição na história do canal de TV do Legislativo estadual. “Porque comunicação pública não pode existir apenas para falar da instituição. Ela precisa, antes de tudo, servir à sociedade. A cobertura das eleições pela TV Ales é um bom exemplo disso. É um trabalho jornalístico que atravessa diferentes gestões e se consolidou como parte da missão da emissora”, ressalta.

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“Vivemos um tempo de muita informação circulando, mas também de desinformação e conteúdos sem qualquer compromisso jornalístico. Ter profissionais acompanhando os fatos, checando informações e oferecendo ao cidadão uma fonte pública e confiável é uma contribuição concreta para a democracia”, pontua.

Rede Legislativa

Além da cobertura para os capixabas, a Ales também vai produzir reportagem sobre o pleito no estado para a Rede Legislativa de TV Digital. O gestor da Comunicação da Ales vê essa integração entre as TVs da Câmara dos Deputados, do Senado, de outras assembleias e das câmaras municipais como uma importante troca de conteúdos que amplia o acesso da população à informação de qualidade.

“Essa parceria mostra a força que a comunicação pública ganha quando trabalha em rede. O Espírito Santo deixa de acompanhar a eleição apenas a partir de uma perspectiva local e passa também a contribuir com essa cobertura nacional, levando para o restante do país as informações e o olhar de quem está aqui”, frisa.

A TV Ales é transmitida nos seguintes canais, na Grande Vitória: canal 3.2 aberto e digital, 12 Claro, 23 RCA e 519.2 Sky Digital. E ainda pelo canal do YouTube. Acompanhe também a cobertura pelo Facebook e Instagram da Assembleia Legislativa.

Fonte: POLÍTICA ES

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