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Inscrições abertas para curso básico de classificação e degustação de Cafés em Linhares
A Fundação de Desenvolvimento Agropecuário do Espirito Santo (Fundagres), com o apoio do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) realiza entre os dias 25 e 28 de junho o treinamento básico para classificadores e degustadores de café (conilon e arábica). O evento será na Unidade de Referência em Qualidade de Café, localizada no Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (CPDI- Norte), no município de Linhares.
O objetivo do treinamento é iniciar formação de avaliadores da qualidade de cafés das cooperativas, associação de produtores e de empresas cafeeiras que demandam a formação de profissionais para operacionalização de salas de provas. Esse curso pode ser extensivo a estudantes de agronomia, pesquisadores, técnicos agrícolas e agrônomos, bem como aos demais parceiros que tenham interesse em conhecer todo o processo de classificação e degustação do café.
Com a carga horária de 36 horas, a programação conta com aulas teóricas e práticas que abordarão os seguintes temas: noções de pontuação da classificação de qualidade de cafés protocolos SCAA e CQI/UCDA; noções de aroma, corpo, acidez e amargor presentes no café; origem natureza, equivalência, causas, prevenção e correção dos defeitos no café; entre outros.
O curso será ministrado pelo consultor da Prove Café, o classificador COB MAPA e R-Grader, Rondinélio Sartori, além do pesquisador Incaper José Altino Machado Filho.
“Esse curso é realizado com o mesmo padrão dos que são realizados em outros estados, e tende a formar profissionais para se tornarem aptos para trabalhar em salas de prova e degustação de café. O diferencial é a conexão da qualidade avaliada na xícara com o manejo pós-colheita dado ao café no campo. Este ponto é importante, pois o participante vai aprender a origem dos defeitos e virar um multiplicador para conscientizar o produtor das atitudes que ele toma no campo, como os tratos culturais que às vezes é feito de forma incorreta e acaba prejudicando a qualidade do café produzido”, explicou o pesquisador do Incaper.
Para fazer a inscrição é só ligar para: 33715165 / 33714595 / 998884790.
Assessoria/Incaper
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Etanol de milho cresce 50% e leva agroindústria novo patamar
A produção de etanol de milho deverá superar pela primeira vez a marca de 1 bilhão de litros em Goiás. A estimativa para a safra 2026/27 é de 1,18 bilhão de litros, crescimento de 50,6% em relação aos 782,6 milhões de litros produzidos no ciclo anterior.
Os números constam do segundo levantamento da safra de cana-de-açúcar e biocombustíveis, divulgado em agosto pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Em apenas uma temporada, a indústria goiana deverá acrescentar cerca de 396 milhões de litros à produção de etanol de milho.
A expansão muda o papel do cereal na economia estadual. Além de abastecer granjas, confinamentos, fábricas de ração e o mercado externo, uma parcela crescente da safra passa a ser processada dentro de Goiás. Com isso, o milho deixa de ser comercializado apenas como matéria-prima e passa a gerar combustível, óleo vegetal e produtos destinados à alimentação animal.
Somadas as produções provenientes da cana-de-açúcar e do milho, Goiás poderá fabricar aproximadamente 5,81 bilhões de litros de etanol na safra 2026/27. O volume representa crescimento próximo de 9% em relação ao ciclo anterior.
Quase todo esse aumento virá do milho. A produção de etanol de cana deverá avançar apenas 1,7%, de 4,55 bilhões para 4,63 bilhões de litros. A participação do milho no total do biocombustível produzido no Estado deverá subir de aproximadamente 15% para mais de 20% em apenas um ano.
Para o produtor rural, a ampliação da indústria representa a entrada de um comprador capaz de demandar grandes volumes durante todo o ano. O milho pode ser armazenado e processado continuamente, o que reduz a concentração das vendas no período da colheita e cria novas possibilidades de contratos diretamente com as usinas.
A demanda local também reduz parte da dependência das exportações e do transporte do grão por longas distâncias. Em determinadas regiões, o custo do frete até os portos compromete uma parcela importante do preço recebido pelo produtor. A presença de unidades industriais mais próximas pode melhorar a concorrência pela produção e fortalecer os preços regionais.
O avanço ocorre em um Estado que deverá colher perto de 12 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. Goiás ocupa a terceira posição nacional na produção do cereal, segundo a Conab, e conta com uma oferta suficiente para atender simultaneamente às cadeias de proteína animal, à indústria de biocombustíveis e a outros compradores.
Considerando um rendimento industrial entre 420 e 460 litros por tonelada, a produção projetada de etanol poderá consumir aproximadamente 2,6 milhões a 2,8 milhões de toneladas de milho. O volume corresponderia a mais de um quinto da atual safra estadual, embora o consumo efetivo dependa da tecnologia utilizada pelas usinas e do período de operação das unidades.
A transformação do grão não termina no combustível. O processamento gera grãos secos de destilaria, conhecidos pela sigla em inglês DDGS, um ingrediente rico em proteína utilizado na fabricação de rações. O produto pode substituir parte do milho e do farelo de soja na alimentação de bovinos, aves e suínos.
Essa integração é particularmente importante para Goiás, que possui cadeias consolidadas de produção de carnes e leite. A indústria retira o amido do milho para produzir etanol, mas preserva e concentra nutrientes que retornam ao campo na forma de alimento para os animais.
A produção de etanol de milho no Estado era de 190,8 milhões de litros na safra 2018/19. Com a projeção atual, o volume terá crescido mais de seis vezes em oito safras. O avanço coloca Goiás entre os principais polos nacionais do segmento, ao lado de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
No país, a Conab estima produção recorde de 11,91 bilhões de litros de etanol de milho em 2026/27, alta de 17%. Goiás deverá responder por aproximadamente 10% desse total e crescer em ritmo quase três vezes superior ao da média nacional.
A expansão cria oportunidades, mas também exige atenção do produtor. O aumento da capacidade industrial não garante, sozinho, preços elevados para o cereal. O resultado dependerá da distância entre as fazendas e as usinas, dos custos de transporte, da oferta regional e das condições previstas nos contratos.
Ainda assim, a entrada de uma demanda permanente fortalece o mercado goiano de milho e amplia a agregação de valor dentro do Estado. Em vez de transportar apenas o grão, Goiás passa a vender combustível, óleo e nutrição animal, multiplicando os efeitos da produção agrícola sobre a indústria, os serviços e a geração de renda.
Fonte: Pensar Agro
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