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Guaçuí será a capital nacional do teatro a partir de domingo (04)

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Um dos mais importantes cenários culturais  do Espírito Santo, a cidade de Guaçuí recebe, entre os dias 04 a 10 de agosto, o seu 20º Festival Nacional de Teatro, o Festguaçuí. O evento, que é realizado pelo Grupo Teatral Gota, Pó e Poeira, é estaque em todo o País, devido ao trabalho sério de compromisso com a qualidade. 

O Festival reafirma o hábito da população da região do Caparaó em prestigiar os espetáculos apresentados no evento desde o ano de 2000, ao mesmo tempo em que abre espaço para as diferenças culturais de cada região brasileira.

Ele ainda fomenta as artes cênicas, aproximando o público dos grupos e os grupos das aspirações do povo. Os espectadores, segundo seus organizadores, se envolvem não só com o teatro, mas também com outras manifestações artísticas como a dança, fotografia e a música. O festival propõe a integração comunidade-artista-teatro, sendo um impulso permanente e necessário para atingir um amadurecimento teatral. 

As atrações

camera_enhance (Crédito: Divulgação)

Mantendo a estrutura dos anos anteriores, o Festguaçuí deste ano recebe seis trabalhos adultos, cinco para infância e juventude, e quatro de rua, além de exposições, performances, debates e oficinas. Conta também com um espetáculo convidado na abertura: Burundanga – A revolução do baixo ventre, do Grupo Paiol de Teatro, de Vitória, com entrada franca. 

Também haverá uma apresentação especial do projeto Circulação das Práticas Culturais Afro-Brasileiras no Espírito Santo, de Cariacica, no dia 10, em praça pública. Ambos os espetáculos são contemplados pelo edital de Circulação Cultural da Secult. 

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A mostra reúne montagens do sul do Estado, da Grande Vitória, e ainda espetáculos inscritos de outras partes do Brasil como São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás, Ceará, Paraná, Rio Grande do Sul, e Minas Gerais.

Esperando contar com uma plateia lotada todos os dias nas diversas sessões, o festival 2019 promete movimentar a cidade de Guaçuí, aquecer o cenário cultural da região do Caparaó e se confirmar como um dos principais atrativos do Espírito Santo. 

O evento é coordenado pelo Grupo Teatral e Ponto de Cultura “Gota, Pó e Poeira”, e tem o apoio da Prefeitura Municipal de Guaçuí, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Esportes; da Secretaria de Estado da Cultura, por meio do Fundo de Cultura do Espírito Santo (Funcultura), no Edital 23/2018 – Setorial de Teatro; e do comércio local.

Confira a programação completa:

Os espetáculos que não estão localizados na Praça da Matriz ou Praça João Acacinho irão acontecer no Teatro Municipal Fernando Torres. E as peças para infância e juventude acontecem sempre às 14 horas.  

Dia 4/08 – Domingo

20h – Abertura oficial
20h15 – Burundanga – a Revolução do Baixo Ventre – Grupo Paiol de Teatro – Vitória-ES

Dia 5/08 – Segunda-feira

14h – Peter Pan: encontre o seu caminho – Cia. Poéticas da Cena Contemporânea – Vila Velha-ES
20h – Sertãohamlet – Sertão Teatro Infinito Cia – Goiânia-GO

Dia 6/08 – Terça-feira

14h – A menina que queria ser estrela – Nós do Teatro – Cachoeiro/Vila Velha-ES
18h – O Rei de quase tudo – Grupo Rerigtiba – Anchieta-ES (Praça da Matriz)
20h – Quando as máquinas param – Grupo Imagens – Fortaleza-CE

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Dia 7/08 – Quarta-feira

14h – Memórias de um quintal – Insensata Cia. de Teatro – Belo Horizonte-MG
18h – Um amor de carnaval – Cia. As Lucianas – Rio de Janeiro-RJ (Praça da Matriz)
20h – Os sequestrados – Cia. Edilmar Fogos e Grupo Seis e meia – Vitória-ES

Dia 8/08 – Quinta-feira

14h – Da mala que sai – Cia. Sintonia Dominó – Rio de Janeiro-RJ
18h – Lavadeiras têm poder – Cia. 3 Entradas – Ribeirão Pires-SP (Praça da Matriz)
20h – Espera – NAPE (Núcleo Artístico de Primeiras Experiências) – São Caetano do Sul-SP

Dia 9/08 – Sexta-feira

14h – De La Mancha: o cavaleiro trapalhão – Rococó Produções – Porto Alegre-RS
18h – Que festa é essa, criatura – Cia. Incrível Teimosa – Londrina-PR (Praça da Matriz)
20h – Borra – Cia. Arroto Cênico – Nova Iguaçu-RJ

Dia 10/08 – Sábado

14h – História, Historinha, Historieta – Cia. Mais um Conto, Mais um Ponto – Guaçuí-ES
16h – Circulação das Práticas Culturais Afro-brasileiras no Espírito Santo – Cariacica-ES (Praça João Acacinho)
19h – O acerto de contas – Grupo Teatral Gota, Pó e Poeira – Guaçuí-ES (Convidado)
20h – Solenidade de Encerramento e Premiação

 

Assessoria /Secult

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Vacilos do Trump faz Brasil se aproximar da liderança mundial no agro

A distância que durante décadas separou Brasil e Estados Unidos no comércio mundial do agronegócio praticamente desapareceu. Em 2025, os norte-americanos exportaram o equivalente a cerca de R$ 883 bilhões em produtos agrícolas, enquanto as vendas brasileiras chegaram a aproximadamente R$ 871 bilhões. Uma diferença de apenas 1,4% entre dois países que começaram este século em posições muito distantes.

Os dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mostram mais do que uma aproximação circunstancial. Enquanto o Brasil ampliou produção, produtividade e presença em novos mercados, as exportações norte-americanas cresceram em ritmo bem menor e passaram a enfrentar dificuldades em destinos estratégicos.

Em 2025, o agronegócio brasileiro exportou R$ 871 bilhões, considerando a conversão dos valores divulgados oficialmente. Foi o maior resultado da série histórica e representou crescimento de 3% sobre o ano anterior.

Os Estados Unidos encerraram o mesmo período com aproximadamente R$ 883 bilhões em exportações agrícolas.

A diferença de cerca de R$ 12 bilhões é pequena diante do tamanho do comércio dos dois países e mostra quanto a posição relativa mudou.

No início dos anos 2000, as exportações agrícolas americanas eram mais de duas vezes e meia superiores às brasileiras. Em apenas cinco anos, enquanto as vendas externas dos Estados Unidos cresceram aproximadamente 14%, as brasileiras avançaram 68%.

O movimento continua em 2026.

Entre janeiro e julho, o agronegócio brasileiro exportou aproximadamente R$ 533 bilhões, novo recorde para o período. Somente em julho foram cerca de R$ 84 bilhões, também a maior marca já registrada para o mês.

Parte da aproximação pode ser explicada por uma diferença estrutural entre os dois concorrentes.

Os Estados Unidos possuem uma fronteira agrícola praticamente consolidada e enfrentam limitações para aumentar significativamente sua área cultivada. Na pecuária bovina, o rebanho norte-americano está próximo dos menores níveis das últimas sete décadas, situação que reduziu a disponibilidade de animais e aumentou a necessidade de importação de carne.

O Brasil ainda possui maior capacidade de crescimento da produção, seja pela incorporação de áreas já abertas, seja principalmente pelo aumento da produtividade e pela possibilidade de realizar duas ou até três safras na mesma área durante o ano.

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Essa vantagem aparece com clareza na soja.

Brasil e Estados Unidos estão entre os grandes responsáveis pela oferta mundial da oleaginosa, mas o Brasil assumiu a liderança tanto na produção quanto nas exportações e passou a ocupar uma parcela crescente do mercado chinês.

A China é justamente onde a diferença entre os dois países se tornou mais evidente.

Em 2025, os chineses compraram aproximadamente R$ 285 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro. O país asiático respondeu sozinho por 32,7% de tudo o que o setor exportou.

No comércio agrícola norte-americano ocorreu o movimento contrário.

A China, que durante anos esteve entre os principais compradores dos Estados Unidos, caiu para a sexta posição entre os destinos do agro americano em 2025. As vendas recuaram 66% em apenas um ano, para aproximadamente R$ 43 bilhões.

O próprio USDA associa essa retração às tarifas recíprocas e à redução das compras chinesas de soja norte-americana.

A disputa comercial entre Washington e Pequim acelerou uma mudança que já vinha ocorrendo por razões produtivas. Diante das tarifas impostas aos produtos americanos, importadores chineses aumentaram a procura por fornecedores alternativos, e o Brasil estava em posição privilegiada para atender essa demanda.

O efeito ultrapassou a soja.

O Brasil ampliou participação internacional em carnes, algodão, milho e outros produtos agropecuários e passou a disputar mercados que historicamente tinham forte presença dos Estados Unidos.

Na carne bovina, a inversão é particularmente significativa. O Brasil consolidou-se como maior exportador mundial, enquanto os Estados Unidos, pressionados pela redução de seu rebanho, aumentaram as importações para abastecer o próprio mercado.

Essa situação levou recentemente o governo norte-americano a ampliar em 300 mil toneladas a quantidade de carne bovina magra que poderá entrar no país dentro da cota com tarifa reduzida até o fim deste ano, criando uma oportunidade adicional para fornecedores como o Brasil.

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A política comercial adotada pelo governo Donald Trump acrescentou uma nova variável a essa disputa.

As tarifas impostas pelos Estados Unidos atingiram também produtos brasileiros e criaram dificuldades para cadeias que dependem mais diretamente daquele mercado. Café, carnes, suco de laranja e determinados produtos industrializados estão entre os segmentos mais expostos às decisões de Washington.

O efeito sobre o conjunto do agronegócio brasileiro, entretanto, é limitado pela diversificação dos destinos.

Em 2025, os Estados Unidos compraram aproximadamente R$ 59 bilhões em produtos do agro brasileiro, equivalentes a 6,7% das exportações do setor. A China comprou quase cinco vezes esse valor.

Essa diferença ajuda a explicar por que medidas comerciais americanas podem provocar impactos severos em determinadas cadeias sem necessariamente interromper o crescimento das exportações do agronegócio como um todo.

Também mostra por que a abertura de mercados passou a ter peso estratégico para o Brasil. Quanto maior o número de compradores disponíveis para carnes, grãos, fibras, café, frutas e produtos processados, menor a dependência de decisões comerciais tomadas por um único país.

Para o produtor rural, a aproximação dos Estados Unidos no ranking mundial não representa apenas uma disputa estatística. Mercados adicionais significam mais alternativas para escoar a produção e podem aumentar a concorrência entre compradores, especialmente nas cadeias em que o Brasil já possui grande excedente exportável.

Há, porém, um risco nessa trajetória. A crescente concentração das vendas brasileiras na China aumenta a exposição às decisões do país asiático. Quase um terço das receitas do agro brasileiro no exterior depende atualmente daquele mercado.

Por isso, o próximo passo da expansão brasileira passa não apenas por vender mais, mas por diversificar compradores e aumentar o valor agregado dos produtos exportados.

A distância para os Estados Unidos, de qualquer forma, nunca foi tão pequena. Depois de décadas perseguindo o maior exportador agrícola do mundo, o Brasil chega à segunda metade de 2026 em condições de disputar uma posição que, no início deste século, parecia muito distante.

Fonte: Pensar Agro

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