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Alessandra Piassarollo

Gentileza gera gentileza… E bons relacionamentos.

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Quem nunca ouviu, leu, ou escreveu a assertiva “Gentileza gera gentileza”?  Esse dito, com ares de profecia, ressalta a necessidade de manter vivo um comportamento que tem ficado cada vez diminuto, mas que sem ele torna-se muito difícil convivermos bem uns com os outros.

Um detalhe é que esta frase é mais comumente interpretada como sendo sobre comportamentos adotados na rua. E vez ou outra alguém pinta um muro com ela. Mas é preciso levá-la para casa. Praticar gentilezas em domicílio também faz parte desse apelo e é tão ou mais importante quanto fazê-lo na rua.

É mesmo uma verdade que ser gentil no trânsito, no comércio, no trabalho ou mesmo nas redes sociais é um desafio constante e por vezes exige o máximo do autocontrole de alguém. Não é tão fácil ser gentil, sobretudo quando não se recebe o mesmo tratamento.

Também não é fácil manter-se gentil no dia-a-dia de nossas casas.  Por mais que gostemos das pessoas mais próximas, nem todo dia é um bom dia. Quando o cansaço se abate sobre nós; quando, ao retornar para casa, ao invés do descanso encontramos outros afazeres e problemas a resolver; quando o silêncio do quarto é quebrado pelo barulho nas casas vizinhas; quando o despertador nos acorda de um sono tranquilo e nos chama para um dia cheio de tarefas; quando as outras pessoas acham-se no direito de bisbilhotar nossos assuntos particulares…

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É exatamente nesses momentos críticos que tendemos a descontar em quem nos apareça primeiro. Algumas das vítimas acabam sendo as pessoas a quem mais amamos, numa controvérsia que gera muitos conflitos em nossas relações.

Torna-se um desafio reparar na refeição preparada sobre a mesa, e agradecer o esforço de quem se dedicou tanto; perceber que o outro não teve uma boa noite de sono ou um bom dia de trabalho e se dispor a algum gesto que possa melhorar esse quadro; molhar as plantinhas de alguém, refazer a cama; fazer um elogio; dizer palavras doces quando se está cuspindo marimbondo.

Quanta dificuldade temos encontrado em manter-nos atentos a esses detalhes e fazer disso uma oportunidade de melhorar o dia de alguém!

Talvez o melhor seja encararmos as pequenas gentilezas como remédio para amenizar as amarguras deste mundo hostil; ao praticá-las estaremos fazendo dele um lugar mais acolhedor, e humano.

Alguém que tenha por hábito tratar bem os de casa, mais facilmente tratará bem os outros que cruzarem pelo seu dia, e quem foi bem tratado terá mais chances de fazer o mesmo, fazendo girar o maravilhoso círculo da convivência pacífica.

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Gandhi ensinou que “a gentileza não diminui com o uso. Ela retorna multiplicada.” Portanto, não precisamos economizar! Podemos continuar cumprimentando os outros, abrindo portas, cedendo cadeiras, e fazendo todo tipo de bondade que uma pessoa gentil é capaz de fazer.

A gentileza possui uma espécie de encantamento, que faz os relacionamentos tornarem-se agradáveis e muito, muito mais duradouros.

Alessandra Piassarollo
Administradora e Escritora

Alessandra Piassarollo

Seja feliz: antes de mais nada, acima de tudo! – artigo pela gabrielense Alessandra Piassarollo

Há quem diga que a felicidade bate à porta, mas não gira a maçaneta. E, em muitos casos, ela bate suave e discretamente, à espera de um convite para entrar. De outro lado, cá estamos nós, na eterna busca pela felicidade. Essa busca constante nos leva a pensar nela como prioridade. Tanto assim que nossos melhores desejos para alguém sempre se traduzem em: “seja feliz” ou “te desejo toda felicidade do mundo”. Mas para a maioria, os desejos de felicidade estão relacionados a um tipo de felicidade escandalosa, como se fosse um bilhete premiado da loteria.

Muita gente cultiva dentro de si um ideal de felicidade estrondosa, maravilhosa e exclusiva, quando, no fundo, isso não se traduz necessariamente em verdade. Há quem sonhe e deseje viver como em um comercial de tv: se vê gargalhando numa manhã ensolarada, em uma casa bonita, em um cenário muito aquém da sua realidade. Mas acorda numa cama simples, todos os dias, e com as cortinas (dos olhos) fechadas, não se percebe nem tão feliz nem tão afortunado. E isso frequentemente se transforma em angústia, porque a felicidade sonhada parece ser um ideal inatingível.

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Mas, mais importante que saber o que se procura, é saber reconhecer o que se encontra. Existe felicidade nas miudezas, nos detalhes, nos acontecimentos simples, em todos os lugares. O que acontece é que nem todas as pessoas estão preparadas para enxergarem isso.

Felicidade é algo que vem de dentro. Não é o que você tem que determinará o quanto você será feliz. É como você encara tudo o que te acontece que vai determinar isso. A felicidade não é uma linha contínua. Ela é linha tracejada, com intervalos e muitas curvas, que é para combinar bem com as voltas que a vida dá.

É possível se sentir feliz mesmo que a vida não seja como se gostaria. A satisfação de ter direito a um novo dia deve levar-nos a refletir que nem tudo é bom como parece em teoria, mas que tudo pode ser aproveitado para nosso crescimento e satisfação pessoal.

Ninguém vai ser feliz o tempo todo, todos os dias. Mas os pequenos momentos de felicidade precisam ser percebidos como uma soma, algo que nos faça entender que a vida não é tão ruim quanto possa parecer, no fim das contas.

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Os dias ruins agem enganosamente e nos fazem pensar que passamos por mais dificuldades que por momentos felizes. Mas essa não é a realidade. Sempre há uma benção, um acontecimento bom, uma surpresa boa. Saber reconhecer isso faz toda a diferença. É através dessa consciência que podemos ter mais energia para desfrutarmos de todos os acontecimentos. Essa percepção é também a porta principal para termos um coração mais grato. E felicidade e gratidão andam sempre de mãos dadas.

Ainda que seja algo pequeno, tudo o que é positivo ajuda a construir uma vida feliz. Estejamos atentos, olhos e coração abertos para perceber todas as pequenas felicidades que existem ao longo do caminho. Busquemos viver segundo o conselho de Carlos Drummond de Andrade: “Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade.”

Alessandra Piassarollo
Administradora e Escritora

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