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Gente satisfeita não inveja ninguém

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Nesses tempos em que todo acontecimento, por menor que seja, é transmitido aos quatro ventos, não raros são os episódios de inveja que as atualizações de status são capazes de provocar.

Na lista expressa para uma inveja rápida e talvez duradoura assumem o topo as festas, aquisições e novos relacionamentos. Sucesso profissional e passeios também são capazes de arrebanhar uma multidão de invejosos a cada publicação. Tudo isso graças ao povo que não se conforma com as novidades alheias e não perde a oportunidade de rebaixá-las; tem muita gente que ainda acha a grama do vizinho mais viçosa e verdinha que a sua e se consome por isso. Esse mal-estar que se abate sobre muitas pessoas vem, sobretudo, da incapacidade que elas têm de criar suas próprias novidades; de fazer suas apostas e tentativas para ter com o que se ocupar.

Aliás, a inveja nasce exatamente disso: da falta de objetivos, ou de garra para fazê-los acontecer.

E é justamente nessas circunstâncias que muitas pessoas gastam suas energias revirando a vida dos outros, criticando e menosprezando as conquistas dessas pessoas, porque não está sendo capaz de investir em seus próprios projetos. Alguns até chegam a elaborar metas, mas não são capazes de estabelecer meios nem prioridades. E ficam parados na mesma, pelo no meio do caminho, sem saber exatamente aonde ir. Além do que, existe muita gente medrosa por aí, ou preguiçosa mesmo, que não tem coragem nem disposição para sair da mesmice.

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É essa frustração, misturada com prostração, que causa essa pavorosa onda de inveja que vemos.

E para quem caiu nesse embuste que é a inveja, a solução é se envolver menos com as vitórias alheias e investir forças em algo construtivo para sua própria vida. E depois dos planos, lançar-se de corpo e alma para tornar sua vida tão satisfatória quanto as que você tem observado.

Afinal de contas, todas as pessoas são interessantes. E têm momentos bons e outros nem tanto assim. Quem aparece sorrindo e contando coisas espetaculares em redes sociais também quebra a cara de vez em quando, porque isso acontece com todo mundo. É natural! Mas é justamente desse enfrentamento, desse “tentar a sorte”, que as novidades podem surgir. Então, ao invés de cobiçar os acontecimentos alheios, não se esqueça de colocar força e fé nos seus. Invista mais em si mesmo! Um conselho infalível para o caso de você se perguntar por que as coisas mais legais acontecem sempre na vida do outro: aposte mais fichas em você e esqueça o que acontece com os outros.

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Gente satisfeita com a própria vida não tem tempo para invejar ninguém. E a vida é preciosa demais para ser gasta com inveja dos fatos alheios.

Alessandra Piassarollo
Administradora e Escritora

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Como diferenciar Autismo e TDAH – Artigo escrito pela neuropsicóloga gabrielense Jéssica Pereira Pelissari Oliveira

O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e o Transtorno do Espectro Autista (TEA) são condições do neurodesenvolvimento que frequentemente geram dúvidas entre pais, educadores e até mesmo profissionais. Isso acontece porque ambos podem apresentar dificuldades de atenção, interação social e desafios no ambiente escolar. No entanto, apesar de algumas semelhanças, existem diferenças importantes entre eles.

O TDAH é caracterizado principalmente por dificuldades relacionadas à atenção, impulsividade e hiperatividade. Pessoas com TDAH costumam apresentar desorganização, dificuldade para concluir tarefas, esquecer compromissos e ter problemas para manter o foco em atividades que consideram pouco interessantes. Em contrapartida, quando encontram algo que desperta grande interesse, podem apresentar o chamado hiperfoco, permanecendo concentradas por longos períodos naquela atividade específica.

Já no autismo, além das dificuldades na interação social e na comunicação, é comum observar comportamentos mais rígidos e interesses restritos. Muitas pessoas com TEA apresentam necessidade de previsibilidade, resistência a mudanças e sofrimento diante de situações que fogem daquilo que esperavam ou planejaram. Essas características podem ser percebidas em brincadeiras, rotinas e relações sociais.

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Outra diferença importante está na forma como ocorre a interação social. A pessoa com TDAH geralmente deseja se relacionar e participar das atividades sociais, mas sua impulsividade, dificuldade em esperar a vez ou controlar comportamentos pode gerar conflitos e afastamento dos colegas. No autismo, por outro lado, frequentemente existem dificuldades relacionadas à compreensão das regras sociais, da reciprocidade nas interações e da chamada atenção compartilhada, habilidade fundamental para a construção das relações interpessoais.

Embora apresentem características distintas, TDAH e autismo podem coexistir no mesmo indivíduo, tornando a avaliação especializada ainda mais importante. Um diagnóstico preciso permite compreender as necessidades específicas de cada pessoa e direcionar intervenções mais eficazes.

Na Clínica Evoluta, a avaliação neuropsicológica é realizada com rigor científico, embasamento técnico e olhar individualizado para cada paciente. O processo permite identificar de forma detalhada o funcionamento cognitivo, emocional e comportamental, contribuindo para diagnósticos mais precisos e intervenções adequadas às necessidades de cada indivíduo. A avaliação neuropsicológica é realizada na Clínica Evoluta, em São Gabriel da Palha.

Foto: Arquivo Pessoal

Jéssica Pereira Pelissari Oliveira – CRP 16/5835

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Psicóloga, neuropsicóloga e especialista em desenvolvimento infantil, Jéssica Pereira Pelissari Oliveira possui sólida formação e atuação voltada à avaliação e intervenção nos transtornos do neurodesenvolvimento. É pós-graduada em Neuropsicologia, Terapia Cognitivo-Comportamental na Infância e Adolescência Intervenção ABA aplicada ao TEA ao DI.

É especialista em Neuropsicologia reconhecida pelo Conselho Federal de Psicologia. Atua como idealizadora e diretora da Clínica de Desenvolvimento Infantil Evoluta, localizada em São Gabriel da Palha/ES, referência no atendimento multidisciplinar a crianças e famílias. É ainda coautora do livro Vozes da Neurodiversidade, obra que contribui para a ampliação do conhecimento e da conscientização sobre o neurodesenvolvimento e a inclusão.

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