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Frente debate importância dos cuidados com diabetes tipo 1

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Gandini disse que levará à Sesa demanda para criação de um centro específico para diabetes / Foto: Natan de Oliveira

A importância de garantir tecnologia e insumo adequado para crianças e adolescentes que sofrem de diabetes tipo 1, para além do monitoramento e da qualidade de vida, mas como uma política pública que eduque. O recorte foi um dos principais enfoques da reunião da Frente Parlamentar (FP) para Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Diabetes, presidida pelo deputado Gandini (Podemos), nesta quarta-feira (13).

Fotos da reunião

A diretora da Associação de Diabéticos do Espírito Santo e Amigos (Adies), Lorena Bucher, denunciou faltas que prejudicam o cuidado nas primeiras fases da vida. “Não queremos mostrar o lado ruim da diabetes”, enfatizou Lorena. A Adies reclamou que o estado sofre com falta considerável de endocrinologistas no sistema primário, o profissional ideal para o tipo.

Ela alertou que um diagnóstico do tipo até os 10 anos pode representar uma expectativa de vida reduzida em até 33 anos, mas a realidade de tecnologias disponíveis “ainda é muito ruim”, com falta de insumos e bombas de insulina (dispositivo que libera insulina conforme a necessidade do paciente). A representante pediu um novo protocolo estadual para esse público.

A diabetes tipo 1 (DM1) é uma doença crônica, autoimune, que impacta a produção de insulina. No Brasil, a estimativa é de 499 a 600 mil com o tipo, quarto maior contingente do mundo. No Espírito Santo são 37 mil DM1, sendo 1.725 com até 19 anos.

A endocrinologista Luize Palaoro lembrou que o tipo 1 é “o paciente mais grave e o que mais precisa”, mesmo não sendo a maioria em número. “Diabetes Tipo 1 abre quadro com mais gravidade, com maior necessidade de acompanhamento por risco de situações agudas e fatais”.

Aparelhos

Um tema recorrente do debate foi sobre a definição e garantia da distribuição de aparelhos adequados. Luize citou a disparidade de variações dos resultados em aparelhos diferentes. “É absurdo, isso para grupos com crianças e idosos é risco de fatalidade”.

“Sobre sensor e insulinas (…) acho que a gente precisa garantir para que mais (pacientes) Tipo 1 sejam contemplados pensando num compromisso a longo prazo. Vidas, ainda, são muito encurtadas”, refletiu.

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A médica também insistiu que o público precisa ser inserido em locais especializados, “não do clínico, mas do endócrino, pois há muitos pormenores, raciocínios mais aprofundados”, inclusive para encaminhamento a outros especialistas importantes para o suporte.

Sesa

Gerente de Atenção Farmacêutica da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), Graziele Massarioli trouxe números e posição do Poder Executivo sobre o tema. Graziele defendeu que o Estado propicia acesso a tecnologias não padronizadas “para que a população tenha acesso e seja bem cuidada”.

Conforme disse, atualmente 581 capixabas teriam acesso ao sensor de diabetes, com orientação e acompanhamento do uso efetivo da tecnologia em cinco farmácias populares. Já outros 223 pacientes têm o uso de bombas garantido.

Sobre avaliações individuais, a gerente destacou que há prioridade em atender crianças e gestantes, com análises padrões levando 13 dias para ficarem prontas, enquanto a não padrão demora 34 dias.

Exemplo

Outro assunto debatido foi a importância da equipe multidisciplinar. A secretária de Saúde de Aracruz, Rosiane Scarpatt Toffoli, apresentou o programa lançado no município para orientar e desmistificar o cuidado da doença, passando por capacitações, definições de fluxos, usos e protocolos.

A ação em curso vai atender 33 crianças e adolescentes. A secretária reforçou que são situações sem condições de avançar sem endocrinologista, com as crianças atendidas sendo cadastradas com sensor para monitoramento da glicose.

“Projeto para que o cuidado seja contínuo, estimulador (…). Dar a facilidade do acesso à tecnologia, mas oferecer um cuidado com qualidade. Educação primordial por um futuro com qualidade de vida”, resumiu.

Representantes dos municípios de Cariacica e de Vitória também apresentaram ações desenvolvidas pelas prefeituras. Em Cariacica, há um acompanhamento pela pasta da Saúde de crianças e adolescentes que utilizam os sensores.

Público-alvo

O deputado Gandini parabenizou os exemplos dos municípios e enfatizou a importância de sensibilidade e coordenação, no âmbito estadual, para o público recortado. “Nessa faixa etária vai aprender a lidar com a diabetes dele, não falo do sensor apenas como um monitor, mas um educador”.
Gandini, que é diabético, também defendeu a prioridade da política pública para o tipo 1 da doença. “Não age de forma inteligente quando não prioriza, quando ataca aleatoriamente”, afirmou.

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Cobrança

A diretora da Adies, Lorena Bucher, apontou Aracruz como um modelo a ser multiplicado nos municípios capixabas. Sobre as ações do governo estadual para o tema, reafirmou a cobrança por protocolo em investimento em tecnologia. Lorena defendeu que em 99% dos casos a indicação é pela tecnologia, mas só 1,4% recebe o sensor e apenas 0,7% recebe a bomba.

“Quando tem diretrizes globais e brasileiras que endossam o tratamento mínimo (…). Não podemos aceitar esse tipo de migalha. De quem a gente cobra a falta de insumo?”.

Também foi discutido que, mesmo com judicialização, muitos não conseguem o insumo. Além disso, os processos demorados – comprovações, protocolos, negativas, novos prazos – pioram o quadro de saúde dessas pessoas.

Lorena lembrou que cada ocorrência de hipoglicemia tem prejuízo cognitivo considerável e que o ES registrou, nos últimos dois anos, cinco mortes de pessoas com menos de 16 anos por complicações da doença.

Relatos

Ao final da reunião, pessoas que sofrem com a doença ou vivem com familiares com o diagnóstico contribuíram relatando suas rotinas, maiores desafios e a importância do assunto ser tratado com uma rede efetiva de acolhimento, principalmente com conscientização das unidades de educação sobre as demandas cotidianas.

Uma das falas foi da jovem Eduarda Tomaz, de 16 anos. Estudante secundarista e diagnosticada aos 2 anos, Eduarda pediu conscientização e acolhimento das pessoas, pois o diabetes tipo 1 “é um novo mundo inteiro de preocupações, que não é o mesmo mundo para todas as pessoas”. “Tem que ter atenção individual e também atenção coletiva”, enfatizou.

Encaminhamentos

O presidente da frente, deputado Gandini, considerou a reunião produtiva pela sensibilização que pôde gerar. O colegiado deverá tratar com a Subsecretaria de Estado de Atenção à Saúde sobre a importância de um centro específico para a doença. A FP também vai dialogar com municípios que precisam e podem replicar modelos exitosos.

Fonte: POLÍTICA ES

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Sessão homenageia os 180 anos da presença luterana no Espírito Santo

Cinquenta pessoas foram homenageadas com a Comenda do Mérito Legislativo Martim Lutero, na tarde desta quarta-feira (13), durante a sessão solene em comemoração aos 180 anos de presença luterana no Estado do Espírito Santo. A solenidade foi proposta pelo deputado Adilson Espindula (PP).

A Comenda do Mérito Legislativo Martim Lutero foi criada por meio da Resolução 8.571/2022, de autoria do deputado Adilson Espindula, e destina-se a homenagear os membros das igrejas luteranas no Estado do Espírito Santo. Na ocasião também foram entregues oito placas de honra a entidades ligadas à Igreja Luterana.

Fotos da sessão solene

A Mesa da solenidade foi integrada por vários representantes dos órgãos de diversas instâncias da igreja, de entidades de atuação junto à sociedade e também por vereadores membros das Câmaras Municipais de Santa Maria de Jetibá, Laranja da Terra, Itaguaçu, Castelo, São José do Calçado e Santa Leopoldina. Houve, durante a sessão solene, apresentações musicais de grupos representativos da comunidade luterana.

O presidente da Assembleia, deputado Marcelo Santos (União), também marcou presença no evento e se pronunciou enaltecendo a importância não apenas da Igreja Luterana, “mas de todas as igrejas evangélicas que estão presentes onde falta o braço do Estado”.

Marcelo Santos agradeceu a contribuição da Igreja Luterana durante 180 anos para o desenvolvimento do Espírito Santo: “A Igreja cumpre seu papel para além das paredes do templo. Sua primeira missão é evangelizar, e faz isso indo muito além de pregar, vivendo para além das paredes”.

Contribuição dos luteranos

Proponente da homenagem aos 180 anos da presença luterana no Estado, o deputado Adilson Espindula disse que a celebração não é apenas uma marca no tempo. “É testemunho vivo da fidelidade de Deus ao longo das gerações. Remonta à chegada dos primeiros imigrantes na véspera do Natal de 1846, quando 12 famílias vindas da Alemanha se fixaram em Santa Isabel, hoje Domingos Martins. Pouco depois vieram outros grupos suíços, holandeses, tiroleses, luxemburgueses para morar em outras regiões”, registrou.

Os pomeranos, segundo Espindula, chegaram entre 1870 e 1879. “Foram desafios imensos, como a distância da terra natal, adaptação ao novo ambiente e dificuldades da terra, língua e cultura. Nos primeiros anos não existiam igrejas, os cultos eram nas casas, onde os mais estudados faziam comentários na Bíblia. Eram também oportunidades de encontrar parentes e discutir os problemas comunitários.”, disse o deputado.

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O parlamentar registrou que havia restrições num Estado brasileiro com religião oficial. “Com o sacrifício e união de todos, terminavam e inauguravam igrejas não católicas, mas não podiam construir igrejas com torres. Abriam caminhos na terra e na fé, e organizavam escolas porque fé e educação caminham juntas”, disse.

Adilson Espindula ressaltou que os valores luteranos moldaram família e comunidade e que, 180 anos depois, a comunidade colhe frutos que não plantou: “Herdamos a cultura, mas também a responsabilidade, pois fé não é um monumento, mas uma chama que precisa ser mantida acesa. Tenho orgulho de ser um deputado luterano e pomerano. Assim como quem veio, nós também somos enviados a continuar a mesma obra, vivendo uma fé encarnada no dia a dia. Ser uma igreja que acolhe, ensina e serve, testemunhar a Cristo com palavras e ações”.

O vice-presidente da Igreja de Confissão Luterana no Brasil (ICLB), pastor Odair Airton Braun, lembrou que em 2024 foram comemorados os 200 anos das primeiras comunidades luteranas no Brasil, inicialmente em Nova Friburgo (RJ) e, logo depois, em São Leopoldo (RS).

“Eram pessoas que buscavam melhores condições de vida para si e suas família. A fé, coragem, ousadia e profunda confiança em Deus forjaram a sua existência, mesmo diante de proibições e desafios, como a impossibilidade de usar uma cruz em seu espaço de culto. A presença no Espírito Santo se insere nesse contexto de fé e resiliência”.

O pastor também fez um paralelo entre passado e futuro. “Olhamos para o passado com profundo sentimento de gratidão a Deus pelo amparo. Isso nos impulsiona a olhar para o presente, o amanhã e o futuro sempre desejando ser uma igreja conectada com a realidade de nosso país, com sua necessidade, suas dores e sua esperança”, disse o pastor Odair.

O representante da diretoria da ICLB disse que a igreja não apoia e não promove a confusão entre Igreja e Estado: “Defendemos o Estado laico, o que não significa que damos as costas à política. A política é fundamento e base da sociedade. Incentivamos que luteranos e luteranas se envolvam na política, como o deputado Adilson Espindula, mas nossos púlpitos não se prestam a ser palanque político”.

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Orlando Amaro Hartvig foi escolhido para falar em nome dos homenageados ao final da sessão e fez questão de lembrar que o brote, um pão tradicional da colônia pomerana, foi transformado em patrimônio cultural do Espírito Santo por iniciativa do deputado Adilson Espindula. Reforçou também as dificuldades enfrentadas pelos pioneiros que chegaram ao Estado, há 180 anos.

“Apesar dos desafios, esses imigrantes trouxeram seu maior patrimônio, a fé. Com suas mãos plantaram lavouras, construíram igrejas e escolas. Que o exemplo de fé, coragem e resiliência continue nos inspirando a servir com amor e dedicação a igreja e a comunidade capixaba”, disse Orlando.

Relação dos homenageados

PLACAS
Sínodo Espírito Santo a Belém (SESB)
Associação Evangélica Beneficente Espírito-Santense (AEBES)
Associação Albergue Martim Lutero (AAML)
Associação Central da Saúde Alternativa do Espírito Santo (Acesa-ES)
Associação Diacônica Luterana (ADL)
Associação Educacional Martim Lutero (AEML)
Ordem Auxiliadora de Senhoras Evangélicas (Oase)
Associação Obra Acordai Capixaba

COMENDAS MARTIM LUTERO
Adevaldo Gaske
Adriel Raach
Alberto Lutzke Terceiro
Alcino Bacht
Alfredo Laurett
Aline Susiott Ratzke
Amilto Waiandt
Anderson Valger
Armindo Klitzke
Augusta Ramos da Rocha
Balduino Doring
Cristina Krügel de Oliveira
David Figer
Deliene Delpuppo de Carvalho
Edilberto Nass
Edineu Sthur Brieri
Edivaldo Kuhn
Elimar Ebert
Elimar Felberg
Elza Malikoski Schultz
Elzineia Wutke
Ercilio Braun
Ermindo Foesch
Everaldo Storch
Hans Jastrow
Hericles Rodolfo Eleotério Manthay
Hildebrand Kaizer
Jairo Discher
Josimar Reinholz
Iara Gomes Costa
Leonora Boone Sassemburg
Lisca Tressmann Piske
Luiz Carlos Moreira
Luzia Ropke
Marineuza Paster Waiandt
Mathias Nickel
Maurílio Braun
Neuza Ferreira Kalke
Nilza Dummer Thom
Odair Airton Braun
Onivaldo Herbest
Orlando Amaro Hartvig
Renato Monteiro
Rodrigo Knaak Felz
Schirley Holz
Selene Hammer Tesch
Simone Butzlaff
Simone Flegler dos Reis
Somony Kuster Gude
Vagno Samora Paranho

Fonte: POLÍTICA ES

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