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Faça sua parte, continue a doar sangue e ajude quem precisa

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Pixabay

Doar sangue é um ato de solidariedade humana, que ajuda a salvar milhares de vidas todos os dias, através das transfusões de sangue, porém, por conta da pandemia de novo coronavírus (Covid-19), o número de doadores de sangue pelo Brasil sofreu uma queda drástica, segundo informações da administração dos hemocentros brasileiros.

No Espírito Santo, o Centro Estadual de Hemoterapia e Hematologia Marcos Daniel Santos (Hemoes), em Vitória, registrou estoque abaixo do limite aceitável, no início desta semana. De acordo com aa diretora técnica do Hemoes, Rachel Lacourt, a preocupação se dá pela velocidade na queda do estoque diário, que pode ter como consequência a falta de hemocomponentes para atender a demanda do Estado.

A nossa preocupação é devido a velocidade na queda do estoque, uma vez que a reposição feita semanalmente não tem sido o suficiente. Caso essa tendência continue, a estimativa é de que dentro de pouco tempo não haverá hemocomponentes em número suficiente para atender a demanda do Estado”, disse a diretora.

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É importante ressaltar que apesar das orientações para que as pessoas evitem sair de casa, o Ministério da Saúde não restringiu a doação de sangue nas recomendações de prevenção da Covid-19 e os hemocentros garantem que a doação é feita em locais seguros. Então, fique tranquilo, sua doação de sangue não trará riscos e ainda vai ajudar a quem tanto precisa.

Quem pode doar sangue?

Para doar sangue é necessário seguir algumas regras, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS):
*Homens e mulheres;
-Ter entre 16 e 68 anos;
-Ter acima de 50 quilos;
-Não ter Hepatite B, Hepatite C, Doença de Chagas, Sífilis, HIV (AIDS), HTLV;
– Estar bem alimentado e descansado;
-Se estiver gripado, esperar no mínimo sete dias para poder doar sangue;
– As grávidas devem esperar entre 90 e 180 dias após o parto para doar sangue;
– Após uma doação de sangue as mulheres devem esperar 90 dias para voltar a doar, enquanto que os homens devem esperar no mínimo 60 dias.

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Alternativas para doação com proteção contra o COVID-19

Desde o último dia 17, o Hemoes passou a agendar o horário para atender os doadores de sangue. A medida visa reduzir a circulação de pessoas na unidade para evitar aglomeração no local, reduzindo a possibilidade de transmissão do novo coronavírus. Dessa forma, está limitado o número de pessoas dentro da instituição e proibido o acesso de pessoas que apresentarem sintomas de gripe ou resfriado, como febre, tosse, dores de garganta, coriza e dores de cabeça.

Entretanto, mesmo com a medida de proteção, as doações estão em queda. Diante disso, a direção do Hemoes vem buscando parcerias com igrejas, condomínios e empresas para ações de coleta externa, sempre priorizando a segurança do doador. A unidade móvel do Hemocentro do Espírito Santo (Hemoes) está disponível para percorrer condomínios, empresas, igrejas em busca de doações ao longo desses dias. O ônibus de coleta externa pode ser requerido por meio do e-mail [email protected].

Fonte: Editora Hoje /Sesa

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Estudo da USP aponta 17 pontos que encarecem o frete e entidades do agro cobram mudanças

Um estudo da Universidade de São Paulo (USP) deu força à pressão da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) por mudanças no cálculo do piso mínimo do frete. O levantamento identificou 17 pontos que podem estar elevando artificialmente os valores, sobretudo no transporte de grãos em trajetos curtos e nas operações de maior produtividade.

As conclusões foram apresentadas durante o processo de revisão da regulamentação conduzido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A FPA e entidades do setor produtivo querem que a agência utilize os custos efetivamente observados nas estradas brasileiras, em vez de parâmetros que, segundo o estudo, já não representam a realidade da frota e das transportadoras.

O trabalho foi elaborado pelo Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-Log), ligada à USP. Os pesquisadores analisaram jornada de trabalho, consumo de combustível, idade dos caminhões, quantidade de eixos, retorno vazio, depreciação dos veículos e produtividade das operações.

Uma das principais distorções estaria no número de horas trabalhadas. A metodologia atual considera uma utilização mensal de 181 horas para calcular quanto os custos fixos representam em cada viagem. Para os pesquisadores, esse parâmetro indica uma subutilização do caminhão e do tempo legalmente disponível do motorista.

A proposta é elevar a referência para 220 horas mensais. Com mais horas de utilização, despesas como depreciação, remuneração do capital e salário do motorista seriam distribuídas por um número maior de viagens, reduzindo o custo atribuído a cada quilômetro rodado.

Apenas essa alteração poderia diminuir em 7,6%, na média, os valores calculados para o piso. No transporte de grãos, a diferença ficaria entre 6,38% e 11,04%, dependendo da distância percorrida e da configuração do caminhão.

Em uma operação com piso de R$ 10 mil, uma diferença de 11% representa aproximadamente R$ 1,1 mil por viagem. Para uma empresa, cooperativa ou produtor que contrate cem viagens durante a colheita, o custo adicional pode superar R$ 110 mil.

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O impacto é ainda maior nas regiões afastadas dos portos. Como soja, milho, algodão e outras commodities percorrem centenas ou milhares de quilômetros até os terminais de exportação, o frete interfere diretamente no valor recebido pelo produtor. Quanto maior o custo logístico, menor tende a ser o preço pago pela produção na origem.

O estudo também questiona a vida econômica de sete anos utilizada pela tabela para calcular a depreciação dos caminhões. Dados da própria ANTT mostram que os veículos de tração em circulação no país possuem idade média de 16,4 anos.

Na avaliação dos pesquisadores, utilizar um período muito menor concentra a perda de valor do veículo em poucos anos e eleva o custo de cada viagem. A adoção de uma referência de 16 anos poderia reduzir entre 6% e 10% o valor calculado para o transporte de grãos, conforme o percurso e o tipo de composição veicular.

A FPA pretende usar esses resultados para pressionar pela adoção do custo operacional efetivo como base da nova regulamentação. O argumento é que a tabela precisa garantir a remuneração do transportador, mas não pode incluir despesas teóricas ou superestimadas que encareçam artificialmente a movimentação da produção brasileira.

Entidades do setor encaminharam à ANTT 15 contribuições. Entre elas estão a retirada de componentes que não representem desembolso efetivo, a criação de regras específicas para operações de alto desempenho e um tratamento mais preciso para viagens com retorno vazio.

A proposta busca diferenciar situações que atualmente acabam submetidas a parâmetros semelhantes. Um caminhoneiro autônomo que percorre longa distância e retorna sem carga enfrenta custos diferentes de uma transportadora com contratos recorrentes, frota mais produtiva e carga garantida nos dois sentidos.

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A pressão da bancada também alcança a Lei 15.485/2026, que ampliou a fiscalização sobre o piso mínimo e estabeleceu prazo máximo de 30 dias úteis para o pagamento do frete. A FPA participou da negociação do texto aprovado pelo Congresso, mas critica os vetos feitos pela Presidência da República.

Os parlamentares defendem a recuperação de dispositivos que, segundo a bancada, foram construídos para equilibrar a proteção aos caminhoneiros e os custos suportados pelo setor produtivo. Os vetos ainda precisam ser analisados pelo Congresso.

A nova legislação tornou obrigatório o registro da operação no Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) e endureceu as punições para contratações abaixo do piso. Em caso de reincidência, a multa pode chegar a R$ 1 milhão, além de outras sanções administrativas.

Para a FPA, reforçar a fiscalização sem corrigir previamente as distorções da metodologia pode obrigar produtores e empresas a cumprir valores superiores ao custo real do transporte. A bancada quer que a revisão da ANTT incorpore as diferenças de distância, idade da frota, número de eixos, produtividade e aproveitamento do retorno.

A discussão exige equilíbrio. O piso foi criado para impedir que caminhoneiros sejam obrigados a transportar cargas por valores incapazes de cobrir diesel, pneus, manutenção e remuneração do trabalho. A revisão defendida pelo agro não pode retirar essa proteção, mas precisa evitar que parâmetros desatualizados reduzam a competitividade da produção.

O estudo da USP coloca números nesse debate. Agora, a disputa será sobre quanto dessas conclusões a ANTT aceitará na nova tabela e se o Congresso derrubará os vetos à lei. Para produtores e transportadores, o resultado poderá definir quem pagará a conta das distorções existentes no cálculo do frete.

Fonte: Pensar Agro

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