conecte-se conosco


Geral - ES1.com.br

Exposição ‘Redesenhando Caminhos’ apresenta obras de adolescentes do Iases

Publicado em

O trabalho artístico dos adolescentes do Instituto de Atendimento Socioeducativo do Espírito Santo (Iases) estará em exposição a partir desta terça-feira (08), no Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo (TJES), na Defensoria Pública do Estado do Espírito Santo (DPES) e no Centro Integrado de Atendimento Socioeducativo (Ciase). A 1ª edição da mostra “Redesenhando Caminhos”, que apresenta as pinturas produzidas pelos socioeducandos nas unidades de internação, está aberta à visitação até 31 de outubro.

O projeto tem como objetivo incentivar o talento e a criação de novas habilidades nos adolescentes nas unidades de internação, bem como resgatar a autoestima e inseri-los em atividades que proporcionem acesso à cultura e melhorias na qualidade de vida durante o cumprimento da medida socioeducativa.

Com mais de 90 quadros, o acervo da exposição conta com uma diversidade de pinturas que retratam a história, a vivência e a percepção dos adolescentes sobre a realidade. Dentre as obras, está uma seleção especial com releituras do artista plástico Romero Britto, além de quadros que retratam a cultura africana e as paisagens capixabas, como o Porto de Vitória e o Convento da Penha.

leia também:  Últimos dias para se inscrever no edital Bolsa TCC

Os quadros foram produzidos por adolescentes que já cumpriram ou ainda cumprem medida socioeducativa nas unidades de internação do Iases. Para o J.O.S, adolescente que pintou uma das releituras do Romero Britto na Unidade de Internação Provisória Norte (Unip Norte), em Linhares, o projeto desenvolve a criatividade e o talento na pintura. “ Foi muito gratificante trabalhar com as releituras das obras, juntamente com os demais adolescentes da unidade. Com as oficinas ofertadas pelo Iases, tive a oportunidade de aperfeiçoar algo que eu já gostava de praticar, me sinto feliz pintando e desenhando”, disse.

O acesso à cultura faz parte do processo de socioeducação e auxilia na transformação dos adolescentes, como contou o diretor-presidente do Iases, Bruno Pereira Nascimento. “A exposição é uma oportunidade de apresentar à sociedade capixaba um pouco do trabalho desenvolvido com os adolescentes nas unidades de internação do Iases”, disse.

Serviço
Exposição “Redesenhando Caminhos”
Data: 08 a 31 de outubro

Locais:
Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo (TJES) – Rua Desembargador Homero Mafra, 60 – Enseada do Suá, Vitória – ES
Sede Administrativa da Defensoria Pública do Estado do Espírito Santo (DPES) – Praça Manoel Silvino Monjardim, 54 – Centro, Vitória – ES
Centro Integrado de Atendimento Socioeducativo (Ciase) – Avenida Dário Lourenço de Souza, nº 110 Mario Cypreste, Vitória – ES
Horário: O horário de visitação segue o horário de funcionamento das instituições.
Entrada gratuita.

leia também:  Fames seleciona bolsistas para atuarem nas escolas públicas estaduais

Iases

Geral - ES1.com.br

Estudo da USP aponta 17 pontos que encarecem o frete e entidades do agro cobram mudanças

Um estudo da Universidade de São Paulo (USP) deu força à pressão da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) por mudanças no cálculo do piso mínimo do frete. O levantamento identificou 17 pontos que podem estar elevando artificialmente os valores, sobretudo no transporte de grãos em trajetos curtos e nas operações de maior produtividade.

As conclusões foram apresentadas durante o processo de revisão da regulamentação conduzido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A FPA e entidades do setor produtivo querem que a agência utilize os custos efetivamente observados nas estradas brasileiras, em vez de parâmetros que, segundo o estudo, já não representam a realidade da frota e das transportadoras.

O trabalho foi elaborado pelo Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-Log), ligada à USP. Os pesquisadores analisaram jornada de trabalho, consumo de combustível, idade dos caminhões, quantidade de eixos, retorno vazio, depreciação dos veículos e produtividade das operações.

Uma das principais distorções estaria no número de horas trabalhadas. A metodologia atual considera uma utilização mensal de 181 horas para calcular quanto os custos fixos representam em cada viagem. Para os pesquisadores, esse parâmetro indica uma subutilização do caminhão e do tempo legalmente disponível do motorista.

A proposta é elevar a referência para 220 horas mensais. Com mais horas de utilização, despesas como depreciação, remuneração do capital e salário do motorista seriam distribuídas por um número maior de viagens, reduzindo o custo atribuído a cada quilômetro rodado.

Apenas essa alteração poderia diminuir em 7,6%, na média, os valores calculados para o piso. No transporte de grãos, a diferença ficaria entre 6,38% e 11,04%, dependendo da distância percorrida e da configuração do caminhão.

Em uma operação com piso de R$ 10 mil, uma diferença de 11% representa aproximadamente R$ 1,1 mil por viagem. Para uma empresa, cooperativa ou produtor que contrate cem viagens durante a colheita, o custo adicional pode superar R$ 110 mil.

leia também:  Prefeitura de São Domingos faz entrega de alimentos a população carente

O impacto é ainda maior nas regiões afastadas dos portos. Como soja, milho, algodão e outras commodities percorrem centenas ou milhares de quilômetros até os terminais de exportação, o frete interfere diretamente no valor recebido pelo produtor. Quanto maior o custo logístico, menor tende a ser o preço pago pela produção na origem.

O estudo também questiona a vida econômica de sete anos utilizada pela tabela para calcular a depreciação dos caminhões. Dados da própria ANTT mostram que os veículos de tração em circulação no país possuem idade média de 16,4 anos.

Na avaliação dos pesquisadores, utilizar um período muito menor concentra a perda de valor do veículo em poucos anos e eleva o custo de cada viagem. A adoção de uma referência de 16 anos poderia reduzir entre 6% e 10% o valor calculado para o transporte de grãos, conforme o percurso e o tipo de composição veicular.

A FPA pretende usar esses resultados para pressionar pela adoção do custo operacional efetivo como base da nova regulamentação. O argumento é que a tabela precisa garantir a remuneração do transportador, mas não pode incluir despesas teóricas ou superestimadas que encareçam artificialmente a movimentação da produção brasileira.

Entidades do setor encaminharam à ANTT 15 contribuições. Entre elas estão a retirada de componentes que não representem desembolso efetivo, a criação de regras específicas para operações de alto desempenho e um tratamento mais preciso para viagens com retorno vazio.

A proposta busca diferenciar situações que atualmente acabam submetidas a parâmetros semelhantes. Um caminhoneiro autônomo que percorre longa distância e retorna sem carga enfrenta custos diferentes de uma transportadora com contratos recorrentes, frota mais produtiva e carga garantida nos dois sentidos.

leia também:  Fames seleciona bolsistas para atuarem nas escolas públicas estaduais

A pressão da bancada também alcança a Lei 15.485/2026, que ampliou a fiscalização sobre o piso mínimo e estabeleceu prazo máximo de 30 dias úteis para o pagamento do frete. A FPA participou da negociação do texto aprovado pelo Congresso, mas critica os vetos feitos pela Presidência da República.

Os parlamentares defendem a recuperação de dispositivos que, segundo a bancada, foram construídos para equilibrar a proteção aos caminhoneiros e os custos suportados pelo setor produtivo. Os vetos ainda precisam ser analisados pelo Congresso.

A nova legislação tornou obrigatório o registro da operação no Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) e endureceu as punições para contratações abaixo do piso. Em caso de reincidência, a multa pode chegar a R$ 1 milhão, além de outras sanções administrativas.

Para a FPA, reforçar a fiscalização sem corrigir previamente as distorções da metodologia pode obrigar produtores e empresas a cumprir valores superiores ao custo real do transporte. A bancada quer que a revisão da ANTT incorpore as diferenças de distância, idade da frota, número de eixos, produtividade e aproveitamento do retorno.

A discussão exige equilíbrio. O piso foi criado para impedir que caminhoneiros sejam obrigados a transportar cargas por valores incapazes de cobrir diesel, pneus, manutenção e remuneração do trabalho. A revisão defendida pelo agro não pode retirar essa proteção, mas precisa evitar que parâmetros desatualizados reduzam a competitividade da produção.

O estudo da USP coloca números nesse debate. Agora, a disputa será sobre quanto dessas conclusões a ANTT aceitará na nova tabela e se o Congresso derrubará os vetos à lei. Para produtores e transportadores, o resultado poderá definir quem pagará a conta das distorções existentes no cálculo do frete.

Fonte: Pensar Agro

Visualizar

MAIS LIDAS DA SEMANA

error: Conteúdo protegido!!