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Estado vai investir mais de R$ 1 milhão em reforma de escola em Cariacica
A Escola Estadual de Ensino Fundamental (EEEF) Ventino da Costa Brandão, localizada no bairro Rosa da Penha, em Cariacica, receberá mais de R$ 1 milhão em investimentos para reforma civil e elétrica. O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Educação (Sedu), autorizou o início das obras na manhã desta quinta-feira (07). A Ordem de Serviço foi assinada pela governadora em exercício, Jaqueline Moraes. O subsecretário de Estado de Suporte à Educação, Aurélio Meneguelli, também participou da cerimônia.
“Nosso governo vai investir pesado na área da Educação. Será meio bilhão de reais para utilizarmos nesses quatro anos em reformas, ampliação e construção de quadras. Estamos fazendo isso semanalmente. Lançamos o Pacto pela Aprendizagem no Espírito Santo (PAES), que tem o objetivo de construir mais de 100 creches em todo o Estado, em parceria com os municípios”, disse a governadora em exercício.
Jaqueline Moraes lembrou ainda do compromisso do governador Renato Casagrande com uma “educação de qualidade e em espaços de qualidade”. Ela citou também a responsabilidade da sociedade e, em especial, da comunidade escolar na fiscalização do uso do dinheiro público. “Porque esse investimento é para as famílias; São elas que nos ajudam a fiscalizar o serviço que será feito aqui”, justificou.
O subsecretário da Sedu, Aurélio Menegueli, destacou os investimentos do Governo do Estado no município. “Somente aqui nesta escola está sendo direcionado R$ 1 milhão para as obras de reforma e meio bilhão será destinado para investimentos tanto na Rede Municipal quanto Estadual no munícipio. É uma alegria muito grande para todos nós”, disse.
As obras na EEEF Ventino da Costa Brandão devem começar ainda este mês e o prazo de execução é de 420 dias. Dentre as intervenções, estão as adequações e reforma de três blocos da escola e área externa, como a construção de novos banheiros, inclusive para portador de necessidade especial, além de vestiários.
Também está prevista manutenção da quadra poliesportiva, instalação de equipamentos de prevenção e combate à incêndio e a substituição da rede elétrica. Os serviços serão realizados em uma área aproximada de 1.046,79 metros quadrados, contemplando toda a escola.
Vice- Governadoria / Sedu
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Greening, safra menor e queda no consumo pressionam o setor brasileiro
A citricultura brasileira chega à safra 2026/27 pressionada por três problemas simultâneos: quase metade das laranjeiras do principal cinturão produtivo está contaminada pelo greening, a produção deve cair cerca de 10% e o consumo mundial de suco perdeu força depois de anos de preços elevados. Embora continue líder global, o Brasil precisa controlar a doença e ampliar mercados para evitar uma pressão maior sobre produtores e indústrias.
A primeira reestimativa do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) aponta uma produção de 263,15 milhões de caixas de 40,8 quilos em São Paulo e no Triângulo e Sudoeste de Minas Gerais. O volume equivale a aproximadamente 10,7 milhões de toneladas de laranja.
A projeção ficou 3,1% acima da estimativa inicial, divulgada em maio, mas ainda representa uma queda de cerca de 10% diante das 292,94 milhões de caixas colhidas na temporada 2025/26. A recuperação sobre a primeira previsão ocorreu principalmente porque os frutos ganharam peso com as chuvas.
Entre maio e agosto, o cinturão citrícola recebeu 210 milímetros de chuva, volume 51% superior à média histórica do período. O peso médio estimado passou de 160 para 166 gramas por fruto, reduzindo de 255 para 246 o número de laranjas necessário para completar uma caixa.
O efeito positivo da chuva, porém, não elimina os riscos. A colheita está mais lenta e os frutos permanecem por mais tempo nas árvores, expostos a pragas, doenças e queda prematura. Até meados de agosto, apenas 27% da produção prevista havia sido retirada dos pomares.
A taxa média de queda dos frutos foi elevada de 23,7% para 24,1%. Nas variedades tardias, que ainda têm grande parte da produção no campo, a perda projetada chega a 27,3% para Valência e Folha Murcha e a 30,9% para a variedade Natal.
O greening permanece como o maior problema da atividade. O levantamento mais recente sobre a doença mostrou que 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola estavam contaminadas em 2025. A severidade média também aumentou, passando de 18,7% para 22,7% da copa das plantas.
Transmitido pelo psilídeo, um pequeno inseto, o greening não tem cura. A doença reduz a produtividade, provoca queda precoce e produz frutos menores, deformados e amargos. O controle exige monitoramento frequente, combate ao inseto transmissor e eliminação das plantas doentes, especialmente em regiões onde a incidência ainda é baixa.
Na safra 2025/26, o greening foi responsável pela perda estimada de 49,59 milhões de caixas. A doença respondeu sozinha por 13 pontos percentuais da taxa total de queda de 23,2% registrada naquele ciclo.
A pressão não está restrita aos pomares. Depois de quatro anos de resultados elevados, o mercado internacional entrou em uma fase de ajuste. As exportações brasileiras de suco de laranja somaram 746,9 mil toneladas na safra 2025/26, praticamente o mesmo volume da temporada anterior, mas a receita caiu aproximadamente 30%.
Os preços elevados das safras anteriores levaram parte dos consumidores a substituir o suco de laranja por bebidas mais baratas. Problemas de qualidade provocados pelo clima e pelo greening também afetaram o mercado. Na Europa, principal destino histórico do produto brasileiro, o volume adquirido caiu 10,9%. No Japão, a retração chegou a 28,6%.
O aumento das chuvas nesta temporada favoreceu o tamanho das laranjas, mas poderá reduzir a concentração de sólidos solúveis, medida pelo índice brix. Para a indústria, isso significa que pode ser necessário processar mais caixas para obter a mesma quantidade de suco concentrado, reduzindo parte do ganho trazido pelo maior peso dos frutos.
A busca por novos compradores tornou-se, portanto, uma necessidade para equilibrar a cadeia. O produto brasileiro não enfrenta grandes restrições sanitárias, mas encontra tarifas elevadas em mercados com potencial de consumo, como Japão, Coreia do Sul e Índia. A redução dessas barreiras poderia ampliar os destinos e diminuir a dependência de poucos compradores.
Maior produtora mundial de laranja e líder na exportação de suco, a citricultura brasileira mantém escala, tecnologia e capacidade industrial. O desafio agora é impedir que o avanço do greening, a queda da produtividade e o enfraquecimento do consumo reduzam a rentabilidade de uma cadeia que depende de investimentos contínuos para renovar pomares e manter a produção.
Fonte: Pensar Agro
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