conecte-se conosco


Geral - ES1.com.br

‘Entre Agulhas e Linhas’ uma valeriense mostra seu talento confeccionando máscaras e bonecas em meio a pandemia

A confecção de bonecas e máscaras faciais se tornou uma opção de fonte de renda extra para a família da estudante Bárbara da Fonseca Tavares de 14 anos

Publicado em

Bárbara da Fonseca Tavares e a irmã Maria Clarice junto a peças confeccionadas. Foto: Divulgação

“Li uma vez, uma frase que dizia que é em meio a dificuldade que se encontra a oportunidade” (…) E é com essa frase dita por Bárbara da Fonseca Tavares, que começamos a contar essa história.

Bárbara da Fonseca Tavares de apenas 14 anos mora com a mãe Maria Angélica da Fonseca Tavares, com o pai Solimar Tavares e a irmã Maria Clarice na cidade de Vila Valério. Sonhadora, ela vem mostrando a cada dia o seu talento. Com agulha e linha nas mãos, Bárbara usa a máquina de costura deixada pela avó, para costurar máscaras de proteção e confeccionar bonecas.

“Há pouco mais de um ano minha mãe faleceu deixando uma máquina de costura. Quando começou o isolamento social, cheguei em casa e minha filha havia feito máscaras que aprendeu em um vídeo. As primeiras máscaras não ficaram tão boas como as de agora, mas ela fez várias que serviram de doação para muitas pessoas. Mais tarde, quando estava mais habilidosa ela passou a vender as peças. Não parou por aí, começou então a fazer bonecas, a primeira de meia calça (risos), mas a cada dia que passa ela vem se superando e me surpreendendo”, conta de forma orgulhosa, Maria Angélica da Fonseca Tavares, mãe de Bárbara.

leia também:  Projeto cria Instituto Nacional do Leite para enfrentar crise e sustentar renda do produtor

Inspiração na hora de costurar

Bárbara cria peças únicas que tem feito sucesso pelas redes sociais. Além das máscaras, as bonecas feitas por ela são a cada dia mais requisitadas pelos seus clientes e com apenas 14 anos Bárbara já tem uma lista de encomendas para atender.

“Minha inspiração na hora de costurar é minha avó Clarice, que sempre costurou e me deixou a máquina de costura. Faço bonecas em todos os tons de pele, depois de pronto publico no Facebook e no Instagram e tenho muitas encomendas”, explica Bárbara.

“Minha inspiração na hora de costurar é minha avó Clarice, que sempre costurou e me deixou a máquina de costura”, disse Bárbara. Foto: Divulgação

Em busca de um sonho

“No momento, um dos meus sonhos é montar um Ateliê a qual chamo ‘Entre Agulhas e Linhas’”, destaca Bárbara.

“Eu como mãe me sinto orgulhosa, por ter uma filha tão dedicada e habilidosa, que quer o melhor e busca aprender. Me sinto muito feliz. Só tenho que agradecer a Deus, e também as pessoas que confiaram nela e por todos que de alguma forma serviram de influência positiva. Ela só me dá orgulho”, expressou Maria Angélica.

leia também:  Atiradores 2018 do Tiro de Guerra de São Gabriel são oficialmente matriculados

Fonte: Editora Hoje

Geral - ES1.com.br

Greening, safra menor e queda no consumo pressionam o setor brasileiro

A citricultura brasileira chega à safra 2026/27 pressionada por três problemas simultâneos: quase metade das laranjeiras do principal cinturão produtivo está contaminada pelo greening, a produção deve cair cerca de 10% e o consumo mundial de suco perdeu força depois de anos de preços elevados. Embora continue líder global, o Brasil precisa controlar a doença e ampliar mercados para evitar uma pressão maior sobre produtores e indústrias.

A primeira reestimativa do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) aponta uma produção de 263,15 milhões de caixas de 40,8 quilos em São Paulo e no Triângulo e Sudoeste de Minas Gerais. O volume equivale a aproximadamente 10,7 milhões de toneladas de laranja.

A projeção ficou 3,1% acima da estimativa inicial, divulgada em maio, mas ainda representa uma queda de cerca de 10% diante das 292,94 milhões de caixas colhidas na temporada 2025/26. A recuperação sobre a primeira previsão ocorreu principalmente porque os frutos ganharam peso com as chuvas.

Entre maio e agosto, o cinturão citrícola recebeu 210 milímetros de chuva, volume 51% superior à média histórica do período. O peso médio estimado passou de 160 para 166 gramas por fruto, reduzindo de 255 para 246 o número de laranjas necessário para completar uma caixa.

O efeito positivo da chuva, porém, não elimina os riscos. A colheita está mais lenta e os frutos permanecem por mais tempo nas árvores, expostos a pragas, doenças e queda prematura. Até meados de agosto, apenas 27% da produção prevista havia sido retirada dos pomares.

leia também:  Atiradores 2018 do Tiro de Guerra de São Gabriel são oficialmente matriculados

A taxa média de queda dos frutos foi elevada de 23,7% para 24,1%. Nas variedades tardias, que ainda têm grande parte da produção no campo, a perda projetada chega a 27,3% para Valência e Folha Murcha e a 30,9% para a variedade Natal.

O greening permanece como o maior problema da atividade. O levantamento mais recente sobre a doença mostrou que 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola estavam contaminadas em 2025. A severidade média também aumentou, passando de 18,7% para 22,7% da copa das plantas.

Transmitido pelo psilídeo, um pequeno inseto, o greening não tem cura. A doença reduz a produtividade, provoca queda precoce e produz frutos menores, deformados e amargos. O controle exige monitoramento frequente, combate ao inseto transmissor e eliminação das plantas doentes, especialmente em regiões onde a incidência ainda é baixa.

Na safra 2025/26, o greening foi responsável pela perda estimada de 49,59 milhões de caixas. A doença respondeu sozinha por 13 pontos percentuais da taxa total de queda de 23,2% registrada naquele ciclo.

A pressão não está restrita aos pomares. Depois de quatro anos de resultados elevados, o mercado internacional entrou em uma fase de ajuste. As exportações brasileiras de suco de laranja somaram 746,9 mil toneladas na safra 2025/26, praticamente o mesmo volume da temporada anterior, mas a receita caiu aproximadamente 30%.

leia também:  Cesta básica fica mais cara em 17 capitais brasileiras em junho

Os preços elevados das safras anteriores levaram parte dos consumidores a substituir o suco de laranja por bebidas mais baratas. Problemas de qualidade provocados pelo clima e pelo greening também afetaram o mercado. Na Europa, principal destino histórico do produto brasileiro, o volume adquirido caiu 10,9%. No Japão, a retração chegou a 28,6%.

O aumento das chuvas nesta temporada favoreceu o tamanho das laranjas, mas poderá reduzir a concentração de sólidos solúveis, medida pelo índice brix. Para a indústria, isso significa que pode ser necessário processar mais caixas para obter a mesma quantidade de suco concentrado, reduzindo parte do ganho trazido pelo maior peso dos frutos.

A busca por novos compradores tornou-se, portanto, uma necessidade para equilibrar a cadeia. O produto brasileiro não enfrenta grandes restrições sanitárias, mas encontra tarifas elevadas em mercados com potencial de consumo, como Japão, Coreia do Sul e Índia. A redução dessas barreiras poderia ampliar os destinos e diminuir a dependência de poucos compradores.

Maior produtora mundial de laranja e líder na exportação de suco, a citricultura brasileira mantém escala, tecnologia e capacidade industrial. O desafio agora é impedir que o avanço do greening, a queda da produtividade e o enfraquecimento do consumo reduzam a rentabilidade de uma cadeia que depende de investimentos contínuos para renovar pomares e manter a produção.

Fonte: Pensar Agro

Visualizar

MAIS LIDAS DA SEMANA

error: Conteúdo protegido!!