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Enfim, chegou o Natal! – artigo pela gabrielense Alessandra Piassarollo

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Foto: Pixabay

Embora ele ainda tenha sido bastante aguardado, não parece ser o mesmo dos outros anos. Talvez sejam as máscaras com que nos obrigamos a sair, ou os frascos de álcool em gel estrategicamente colocados às portas das lojas onde passamos para comprar as lembranças para aqueles a quem mais amamos.

As luzes coloridas marcaram presença, mas não foi com a mesma graça de sempre. Mas, quem haveria de culpá-las? Há uma certa escuridão sendo carregada no peito, causada pelo momento de incerteza que temos vivido.

Os abraços de Boas Festas foram drasticamente reduzidos, os brindes das confraternizações foram quase que dispensados e os amigos ocultos aguardarão o próximo ano para serem revelados. Mas, o Papai Noel deverá vir, ele não deixaria passar em branco.

E, muito embora as festas não poderão dar as caras nesse ano, ainda sim é Natal. Se não nos quintais, salas e cozinhas, que seja no coração.

Ainda sim, com todos os poréns e alguns porquês, é Natal. É tempo de renovar a fé e a esperança. Talvez o seja mais do que nunca, aliás. Precisamos disso para encerrar esse ano assombroso, que marcará para sempre nossos calendários.

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Muitas famílias estarão trajadas de luto, pela ausência dos que lhes foram tirados; muitas mensagens e felicitações não serão enviadas porque os destinatários não estão mais entre nós. Neste Natal há a dor e a solidariedade pelos que não conseguiram escapar do mal que nos atingiu.
Mas, que haja também a gratidão pela vida de todos os que estão aqui, para contar essa história. A gratidão, aliás, é o elemento indispensável neste nosso novo modelo de Natal. Sejamos gratos pela vida, pelos obstáculos vencidos, pelos aprendizados que certamente vieram.

Seremos mais fortes depois desse ano, mais resistentes. Estaremos mais conscientes de que nada é eterno e que tudo deve ser valorizado, sobretudo a presença. Saibamos tirar proveito deste tempo novo e diferente, em que ficou evidente que existe saudade quando não se está mais por perto.

Celebremos a vida! Festejemos a vitória, após esses meses de batalha contra inimigos invisíveis. Comemoremos a dádiva de ter direito a mais esse 25 de dezembro.

Neste Natal todos nós ganhamos um grande presente, chamado RECOMEÇO.

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Então, Feliz Natal!
Feliz Recomeço!

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Como diferenciar Autismo e TDAH – Artigo escrito pela neuropsicóloga gabrielense Jéssica Pereira Pelissari Oliveira

O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e o Transtorno do Espectro Autista (TEA) são condições do neurodesenvolvimento que frequentemente geram dúvidas entre pais, educadores e até mesmo profissionais. Isso acontece porque ambos podem apresentar dificuldades de atenção, interação social e desafios no ambiente escolar. No entanto, apesar de algumas semelhanças, existem diferenças importantes entre eles.

O TDAH é caracterizado principalmente por dificuldades relacionadas à atenção, impulsividade e hiperatividade. Pessoas com TDAH costumam apresentar desorganização, dificuldade para concluir tarefas, esquecer compromissos e ter problemas para manter o foco em atividades que consideram pouco interessantes. Em contrapartida, quando encontram algo que desperta grande interesse, podem apresentar o chamado hiperfoco, permanecendo concentradas por longos períodos naquela atividade específica.

Já no autismo, além das dificuldades na interação social e na comunicação, é comum observar comportamentos mais rígidos e interesses restritos. Muitas pessoas com TEA apresentam necessidade de previsibilidade, resistência a mudanças e sofrimento diante de situações que fogem daquilo que esperavam ou planejaram. Essas características podem ser percebidas em brincadeiras, rotinas e relações sociais.

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Outra diferença importante está na forma como ocorre a interação social. A pessoa com TDAH geralmente deseja se relacionar e participar das atividades sociais, mas sua impulsividade, dificuldade em esperar a vez ou controlar comportamentos pode gerar conflitos e afastamento dos colegas. No autismo, por outro lado, frequentemente existem dificuldades relacionadas à compreensão das regras sociais, da reciprocidade nas interações e da chamada atenção compartilhada, habilidade fundamental para a construção das relações interpessoais.

Embora apresentem características distintas, TDAH e autismo podem coexistir no mesmo indivíduo, tornando a avaliação especializada ainda mais importante. Um diagnóstico preciso permite compreender as necessidades específicas de cada pessoa e direcionar intervenções mais eficazes.

Na Clínica Evoluta, a avaliação neuropsicológica é realizada com rigor científico, embasamento técnico e olhar individualizado para cada paciente. O processo permite identificar de forma detalhada o funcionamento cognitivo, emocional e comportamental, contribuindo para diagnósticos mais precisos e intervenções adequadas às necessidades de cada indivíduo. A avaliação neuropsicológica é realizada na Clínica Evoluta, em São Gabriel da Palha.

Foto: Arquivo Pessoal

Jéssica Pereira Pelissari Oliveira – CRP 16/5835

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Psicóloga, neuropsicóloga e especialista em desenvolvimento infantil, Jéssica Pereira Pelissari Oliveira possui sólida formação e atuação voltada à avaliação e intervenção nos transtornos do neurodesenvolvimento. É pós-graduada em Neuropsicologia, Terapia Cognitivo-Comportamental na Infância e Adolescência Intervenção ABA aplicada ao TEA ao DI.

É especialista em Neuropsicologia reconhecida pelo Conselho Federal de Psicologia. Atua como idealizadora e diretora da Clínica de Desenvolvimento Infantil Evoluta, localizada em São Gabriel da Palha/ES, referência no atendimento multidisciplinar a crianças e famílias. É ainda coautora do livro Vozes da Neurodiversidade, obra que contribui para a ampliação do conhecimento e da conscientização sobre o neurodesenvolvimento e a inclusão.

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