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Embarques de soja superam 3,4 milhões de toneladas e ritmo deve acelerar

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Dados da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais mostram que o País embarcou cerca de 3,48 milhões de toneladas do grão entre 19 e 25 de abril, com previsão de aceleração para 4,46 milhões de toneladas no intervalo de 26 de abril a 2 de maio.

O desempenho reflete o pico do escoamento da safra e a maior fluidez operacional nos portos. O Porto de Santos concentrou o maior volume, superando 1,4 milhão de toneladas na semana, seguido pelo Porto de Paranaguá, com mais de 400 mil toneladas. No Arco Norte, terminais como Porto de Barcarena e Porto do Itaqui ampliaram participação no escoamento, reforçando a mudança estrutural da matriz logística.

Além da soja em grão, o farelo e o milho também registraram movimentação relevante, indicando maior integração entre cadeias e aproveitamento da capacidade instalada nos principais corredores de exportação.

No consolidado de abril, o volume total embarcado deve variar entre 18 milhões e 20 milhões de toneladas, considerando todos os produtos monitorados pela ANEC. A soja responde pela maior parcela, com cerca de 14,9 milhões de toneladas, seguida pelo milho, com 2,75 milhões de toneladas. O farelo apresenta recuperação em relação aos meses anteriores, ainda que em volumes menores.

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No acumulado de 2026, o Brasil já ultrapassa 41 milhões de toneladas exportadas de soja, mantendo desempenho robusto no mercado internacional. A comparação com 2025 reforça a tendência de crescimento, especialmente no primeiro quadrimestre. Abril, em particular, supera em mais de 2,3 milhões de toneladas o volume registrado no mesmo mês do ano passado.

A demanda segue concentrada na Ásia. Entre janeiro e março, a China respondeu por aproximadamente 75% das importações de soja brasileira, consolidando-se como principal destino. Na sequência aparecem países como Espanha e Turquia, além de outros mercados asiáticos e do Oriente Médio que vêm ampliando participação. No milho, a pauta é mais diversificada, com destaque para Egito, Vietnã e Irã.

O ritmo das exportações é sustentado por três vetores principais: safra volumosa, demanda internacional aquecida e ganhos logísticos, com maior uso dos portos do Norte e redução relativa da dependência dos corredores tradicionais do Sul e Sudeste. A tendência, segundo o setor, é de manutenção desse patamar nos próximos meses, acompanhando o avanço da comercialização e o fluxo global de grãos.

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Fonte: Pensar Agro

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Micrômetro: Medições Precisas Em Peças Pequenas

Descubra micrometro: como garantir medições precisas em peças pequenas e técnicas e veja como medir espessuras, diâmetros e rebaixos com controle

Micrômetro: como garantir medições precisas em peças pequenas e técnicas

Micrômetro mede dimensões pequenas com leitura em centésimos ou milésimos de milímetro, dependendo do modelo. Ele entra no controle de espessuras, diâmetros externos, furos, canais e rebaixos quando a tolerância exige mais precisão que uma medição comum.

O micrômetro externo trabalha com diâmetro externo e espessura. O interno mede furos e canais. O de profundidade atende rebaixos. Em uma peça de usinagem CNC, por exemplo, a medida pode passar no paquímetro e reprovar no micrômetro quando a tolerância dimensional fica apertada. A leitura só merece confiança quando instrumento, peça e operador estão sob controle: faces limpas, zero conferido, força correta e geometria bem posicionada.

Como usar, ler e conferir o micrômetro antes de medir peças pequenas

Usar micrômetro começa antes de encostar na peça. Em mecânica de precisão, cavaco fino, óleo, calor da mão e pressão em excesso mudam a leitura. Em tolerâncias estreitas, essa diferença já basta para aprovar ou reprovar uma peça.

Ao escolher um micrometro, olhe a faixa de medição, a resolução, o tipo de contato e a geometria da peça. A referência industrial para medição dimensional fica em 20 °C, conforme o NIST. Quando peça e instrumento vêm de ambientes diferentes, espere a estabilização antes de medir.

Passo 1: limpe as faces, estabilize a peça e confira o zero

Limpe as faces de medição e retire óleo das mãos antes de manusear o instrumento. Em metrologia, uma sujeira quase invisível entre a face e a peça já desloca o resultado.

Feche o micrômetro com pressão leve pela catraca. Se o zero não coincidir, separe o instrumento para ajuste ou verificação conforme o procedimento interno. Não compense o erro “de cabeça” durante a medição, porque essa prática quebra a rastreabilidade do resultado.

Passo 2: posicione a peça sem pegar rebarba, chanfro ou raio como referência falsa

A peça precisa ficar perpendicular às faces de medição. Rebarba, chanfro, raio e marca de ferramenta não servem como referência para a dimensão funcional, mesmo quando parecem áreas bem acabadas.

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O erro mais comum é medir uma borda “bonita” que, na verdade, está arredondada ou deformada. Em peças finas, o excesso de força ainda pode flexionar o material e gerar uma leitura menor que a dimensão real.

Passo 3: aplique força pela catraca e repita a leitura sem apertar demais

Use a catraca ou friction thimble para manter a força de contato uniforme. Quando o operador aperta pelo tambor comum, a força aumenta e pode deformar chapas finas, tubos delicados e componentes usinados com parede reduzida.

Compare três leituras no mesmo ponto. Se a repetibilidade oscilar, volte para o básico: apoio da peça, limpeza das faces, temperatura e perpendicularidade. Na prática, muitos desvios aparecem antes de qualquer problema no instrumento.

Passo 4: leia a escala fixa, o tambor e o nônio em milésimos de milímetro

Leia a escala fixa primeiro e some a indicação do tambor. Em micrômetros com nônio, a escala vernier acrescenta a fração final e permite leitura mais fina nos modelos compatíveis.

Nas leituras em milésimos de milímetro, mantenha o olho de frente para a escala. Olhar inclinado cria erro de paralaxe e pode fazer a marca errada parecer alinhada.

Checklist rápido de calibração com blocos-padrão e rastreabilidade

Na calibração do micrômetro, observe zero, desgaste das faces, paralelismo, sujeira e resposta da catraca. Em faixas acima de 25 mm ou 1”, use padrão, bloco-padrão ou haste de referência compatível com a faixa nominal.

Quando a medida entra no controle de qualidade, trabalhe com blocos-padrão, certificado rastreável e procedimento documentado. Rastreabilidade metrológica liga a leitura a um padrão confiável, conceito alinhado às práticas do INMETRO e da norma ISO/IEC 17025 para laboratórios.

Erros comuns que distorcem a medição em peças técnicas

Calor da mão, umidade, cavaco preso e peça recém-usinada alteram a leitura. Em superfícies curvas, o alinhamento pesa ainda mais, porque um pequeno giro muda o ponto de contato e desloca o resultado.

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Furos profundos podem pedir medidor interno tipo súbito. Variação geométrica pode ser melhor avaliada com relógio comparador. Geometrias complexas e tolerâncias muito estreitas podem exigir medição tridimensional por CMM.

Dicas para precisão: temperatura, repetibilidade e escolha da ferramenta certa

Meça após a estabilização térmica e segure o micrômetro pelo isolamento, quando houver. Em ambiente de oficina, testamos leituras logo depois da usinagem e repetimos após a peça estabilizar; a diferença aparece com mais clareza em peças pequenas com tolerância fechada.

O resultado fica mais confiável quando a ferramenta combina com a peça, as faces estão limpas, a leitura foi repetida e o critério de aceitação já está definido. Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui procedimento de calibração acreditado.

Como saber se o micrômetro está calibrado?

Veja o zero antes do uso e compare o instrumento com padrão, bloco-padrão ou haste de referência adequada. Se houver desvio, não libere a medição sem ajuste ou calibração rastreável.

Qual é a forma correta de ler um micrômetro em milímetros?

Leia a escala fixa, some a leitura do tambor e, nos modelos com vernier, acrescente a fração indicada pela linha coincidente. Essa sequência evita pular parte da leitura e reduz erro de interpretação.

Quando usar micrômetro em vez de paquímetro?

Use micrômetro quando a peça pequena exige controle dimensional mais fino e contato mais estável. Ele ajuda em tolerâncias apertadas, desde que a geometria permita apoio correto entre as faces.

Temperatura da peça pode alterar a medição?

Sim. Peça, micrômetro e ambiente precisam estabilizar quando a tolerância é crítica, porque as dimensões variam com a temperatura.

O micrômetro só entrega precisão quando tipo, leitura, força de contato, calibração e geometria da peça trabalham juntos. Antes de liberar lotes críticos, revise o procedimento interno de metrologia.

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