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Diretora da Escola Bem Viver e Comandante da PM de São Gabriel falam sobre escola e família: uma união fundamental
Nas últimas semanas um tema muito importante ganhou ainda mais atenção da sociedade como um todo: segurança nas escolas. O tema é de grande relevância, seja para autoridades, quanto para profissionais das escolas e claro: alunos e suas famílias. A escola é um ambiente fundamental para a formação dos indivíduos, pois além de transmitir conhecimentos curriculares, também é um espaço onde os estudantes aprendem a conviver em sociedade.
Fato é que a violência nas escolas é um problema recorrente e que precisa ser combatido. Para isso, é fundamental que toda a equipe escolar, a família dos estudantes e autoridades estejam juntos neste processo, identificando casos e realizando as abordagens necessárias. Além disso, é necessário que seja desenvolvida uma cultura de paz e respeito no ambiente escolar.
Em uma breve entrevista, a diretora da escola Bem Viver em São Gabriel da Palha, Lizie Pacheco, falou sobre questões importantes e que precisam ser consideradas sempre. “Há muito tempo a escola deixou de ser somente o espaço de transmissão de conteúdos curriculares, atualmente tem sido cada vez mais necessário trabalhar temas que atravessam transversalmente tais conteúdos. Estes temas estão diretamente relacionados à vida cotidiana dos estudantes e às relações que estabelecem dentro e fora da escola. Portanto, por meio de rodas de conversa, palestras, jogos e atividades lúdicas, é possível estimular boas práticas de convivência pautadas no respeito mútuo, promovendo um clima de não violência na escola e contribuindo para a formação cidadã de cada estudante”, afirmou.

Lizie Pacheco. Foto: Arquivo Pessoal
Segundo Lizie, abordagens sobre bullying são importantes para melhorar a convivência escolar, criando um ambiente mais acolhedor. “O combate ao bulliyng é extremamente importante para tornar a escola um ambiente inclusivo e acolhedor. É fundamental que toda a equipe escolar esteja imbuída neste processo, para tanto é preciso ter um olhar atento e sensível para identificar os casos e realizar as abordagens necessárias. Dentro da sala de aula, o/a professor/a precisa estar atento/a, e não minimizar o problema. A equipe pedagógica com a direção da escola, além de promover a conscientização da comunidade escolar, com palestras para os estudantes e o diálogo com os pais, precisa aplicar as medidas educativas previstas no Regimento Escolar aos estudantes que praticam bullyng. Mas acima de tudo, é necessário ser desenvolvida uma cultura de paz e respeito no ambiente escolar”, disse a diretora.
Envolvimento das famílias é fundamental
Lizie toca em um ponto importante quando o assunto é a criação dos filhos. “Infelizmente muitas crianças crescem sem referência dentro de casa, e são facilmente envolvidas por estranhos que conhecem pelas redes sociais. Crianças e adolescentes acessam na internet conteúdos impróprios para sua idade, sem qualquer controle dos pais. Com a vida corrida que temos levado, tendemos a não passar tempo de qualidade com nossos filhos, delegando a terceiros a educação deles. Por isso, reafirmo a importância das famílias reassumirem sua responsabilidade no cuidado e na educação de seus filhos, tirando mais tempo para estar com eles, dialogando, alertando sobre os perigos da internet e reforçando o trabalho de conscientização feito pela escola”, contou.
Apoio psicológico, uma ferramenta importante
Para a diretora da escola Bem Viver, percebe-se a necessidade de um profissional de psicologia nas escolas. “Os problemas vivenciados em casa acompanham o estudante até a escola e na maioria são problemas de ordem emocional. A Secretaria Municipal de São Gabriel da Palha iniciou um trabalho positivo nesse sentido, estruturando uma equipe multidisciplinar composta por uma assistente social e psicólogo/a com objetivo de dar apoio às escolas, realizando atendimentos aos estudantes e encaminhando ao CREAS ou outras instituições que ofereçam atendimento a pessoas em situação de risco pessoal ou social. Também tem estabelecido parcerias com a Secretaria de Saúde e oferecido vagas para atendimento psicológico para professores e funcionários da escola. Porém, não tem sido suficiente para a grande demanda das escolas”, comentou.
Para finalizar, Lizie Pacheco deixa uma importante mensagem: “A mensagem que deixo às famílias é que estejam mais presentes na vida de seus filhos e exerçam verdadeiramente o papel de pais e mães. Cuidem, ouçam, dialoguem, ensinem às crianças e adolescentes os valores necessários para se viver em comunidade, assim quando crescerem não naturalizarão a violência. Sejam referência! Não terceirizem a educação dos seus filhos, há coisas que só a família pode fazer”.
Polícia Militar atuando dentro e fora das escolas
Em uma entrevista com o Capitão Amorim, Comandante da 2ª Companhia do 2º Batalhão da Polícia Militar, ele lembrou de uma reunião realizada na última semana na Prefeitura de São Gabriel da Palha, onde foram reunidas diversas autoridades públicas locais, “mencionei que no atual contexto, reforcei o policiamento nas escolas com o apoio das viaturas de trânsito da Prefeitura de São Gabriel da Palha, solicitei um programa de instrução para os diretores, e a confecção de um Plano de Segurança para cada unidade escolar do município, com a padronização de medidas a serem tomadas em frente de uma ocorrência, como a de um possível ataque, além da identificação e reparação de pontos vulneráveis das estruturas do estabelecimento”, pontuou.

Capitão Amorim. Foto: Editora Hoje
“Vale destacar que a PMES tem pautado na questão da prevenção primária através de palestras sobre diversos temas que os Diretores tem solicitado, como Bullying, violência doméstica e demais temas relacionados à segurança pública, bem como os tradicionais projetos, como o PROERD. Além disso, temos procurado atender a demanda do policiamento ostensivo, em momentos onde temos um maior público nos arredores das unidades escolares, geralmente nas entradas e saídas dos turnos dos alunos, isso para maximizar a eficiência do recurso público, que é limitado”, comentou.
PROERD
O Proerd é um programa de caráter social e preventivo posto em prática em todos os estados do Brasil, por policiais militares, devidamente selecionados e capacitados. É desenvolvido em um encontro semanal realizado em sala de aula, com duração média de quatro meses, em escolas de ensino público e privado.
População: uma chave importante no trabalho da PM
“A população pode ajudar não somente nessa situação, mais em qualquer tipo de situação onde seja observado um flagrante diante de um crime, um indivíduo com atitude suspeita, ou veículo há muito tempo abandonado. Oriento as pessoas, em regra, que não se envolva diretamente em um caso onde poderemos ter um potencial risco atentatório contra a sua integridade física, mais com a alimentação de informações para as autoridades policiais, via 190 ou 181, que assim poderemos atuar de forma mais eficaz com a captura e detenção de indivíduos que causam transtornos para a comunidade”, alertou.
O Comandante deixa uma mensagem para a população. “A PMES tem trabalhado muito para resguardar a sensação de segurança do cidadão; sempre estaremos ao lado da comunidade para servir e proteger. Por fim, ressalto que todo investimento em segurança não tem preço e é fundamental para a preservação do patrimônio e do bem maior, a vida”.
Fonte: Editora Hoje
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Secretaria de Educação promove formação sobre relações étnico-raciais em Vila Valério
A Secretaria Municipal de Educação de Vila Valério realizou, no último dia 28 de abril, uma formação continuada voltada à Educação para as Relações Étnico-Raciais (ERER), reunindo profissionais da rede municipal em um momento de aprofundamento teórico e reflexão prática sobre os desafios da educação contemporânea.
A iniciativa integra um conjunto de ações estratégicas que buscam alinhar o ensino local às diretrizes da Lei nº 10.639/2003, que estabelece a obrigatoriedade do ensino da história e cultura afro-brasileira e africana nas escolas, além de reforçar políticas públicas voltadas à promoção da equidade racial no ambiente educacional.
O encontro contou com a participação da autora Flávia Costa Lima Dubberstein, da consultora indígena Aline de Alcântara Valentini e da coordenadora de projetos editoriais da Editora Formar, Luciana de Oliveira Carvalho Aguilar. As especialistas contribuíram com diferentes perspectivas sobre a construção de práticas pedagógicas mais inclusivas, destacando a importância do reconhecimento das identidades culturais e do enfrentamento às desigualdades históricas no contexto escolar.
Diretores, pedagogos e professores participaram ativamente das discussões, evidenciando o engajamento da rede municipal em promover uma educação comprometida com a diversidade. Durante a formação, foram abordadas estratégias didáticas, experiências exitosas e caminhos para a implementação efetiva de uma educação antirracista nas salas de aula.
De acordo com a Secretaria, investir na formação continuada dos profissionais da educação é um passo fundamental para a transformação das práticas pedagógicas e para a consolidação de uma escola mais justa e democrática. A ação reforça o compromisso institucional de Secretaria Municipal de Educação de Vila Valério com a construção de políticas educacionais que dialoguem com a realidade social e promovam inclusão.
A formação integra o programa “SEMED VIVA – Educação com Equidade e Propósito”, que vem sendo desenvolvido no município como eixo estruturante das políticas educacionais, com foco na valorização da diversidade e no fortalecimento da qualidade do ensino público.
Fonte: PMVV
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