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Brasil proíbe foie gras; mercado deve movimentar R$ 5,7 bilhões em 2026
O Brasil proibiu a produção e a comercialização de foie gras, produto de alto valor agregado cujo mercado mundial deve movimentar cerca de R$ 5,7 bilhões em 2026. A Lei nº 15.475 foi sancionada na quinta-feira (23) e entrará em vigor 180 dias após a publicação, prazo que termina em janeiro de 2027.
A legislação alcança alimentos produzidos por meio da alimentação forçada de animais, incluindo o foie gras fresco, enlatado ou industrializado. O produto é obtido principalmente do fígado de patos submetidos ao gavage, processo no qual grandes quantidades de alimento são introduzidas diretamente no esôfago da ave por meio de um tubo.
A engorda intensiva costuma durar de duas a três semanas e provoca acúmulo de gordura no fígado, que pode aumentar várias vezes de tamanho. Relatórios científicos apontam riscos de lesões no esôfago, dificuldades de locomoção, alterações respiratórias e maior mortalidade. A indústria europeia contesta essas conclusões e sustenta que a atividade segue normas sanitárias e de bem-estar animal.
Apesar da força da avicultura brasileira, o país nunca teve participação relevante na produção de foie gras. A atividade permaneceu limitada a poucos estabelecimentos destinados ao mercado de gastronomia de luxo. Levantamentos realizados no início desta década identificavam três produtores, mas duas das principais operações encerraram a fabricação em 2022 e 2025.
O impacto da nova lei deverá recair principalmente sobre importadores, distribuidores, hotéis, restaurantes e lojas especializadas. O mercado brasileiro era abastecido sobretudo por produtos franceses. A criação convencional de patos e gansos, assim como a comercialização de carnes e fígados obtidos sem alimentação forçada, continuará permitida.
No mercado internacional, a União Europeia produziu 20,7 mil toneladas de foie gras em 2024, aproximadamente 80% da oferta mundial. A cadeia emprega mais de 50 mil pessoas no bloco. A França lidera a produção tradicional, seguida por países como Hungria, Bulgária e Espanha, enquanto a China vem ampliando rapidamente a atividade e já se aproxima dos volumes franceses.
A decisão brasileira provocou reação de produtores franceses, que esperavam ampliar as vendas ao país após o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. A entidade que representa a cadeia na França considera que a proibição cria uma barreira ao comércio. No Brasil, defensores da medida argumentam que a alimentação forçada é incompatível com as normas de bem-estar animal.
O país passa a ser o primeiro da América Latina a proibir, em âmbito federal, tanto a produção quanto a venda de foie gras. Quem descumprir a legislação poderá responder por maus-tratos, além de ficar sujeito a multa, apreensão dos produtos e suspensão da atividade.
Fonte: Pensar Agro
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Praia, serra ou cidade: escolha o destino pela experiência que você precisa
Escolher as próximas férias pela fotografia mais bonita pode gerar um roteiro pouco compatível com o momento do viajante. Antes de comparar pacotes de viagens, é útil entender se a prioridade é descansar, mudar de clima, ter contato com cultura, praticar atividades ou reunir a família. Praia, serra e cidade oferecem possibilidades variadas, mas exigem ritmos, deslocamentos e orçamentos diferentes.
Comece pela energia disponível
Há férias em que a pessoa deseja acordar sem despertador e decidir o dia aos poucos. Em outras, existe entusiasmo para caminhar, visitar atrações e experimentar muitos endereços. Reconhecer o nível de energia evita escolher um destino que parece interessante, mas exige mais esforço do que o grupo quer oferecer.
O momento anterior à viagem importa. Depois de meses intensos, um roteiro cheio pode prolongar o cansaço. Para quem está entediado com a rotina, um destino com variedade pode renovar a atenção. A escolha não precisa seguir o hábito: alguém que sempre vai à praia talvez descubra que uma cidade compacta, com parques e cafés, oferece o descanso desejado.
Praia envolve mais do que sol
Destinos costeiros variam em ondas, vento, temperatura da água, infraestrutura e acesso. Uma praia adequada para crianças pequenas pode não interessar a quem busca esportes. Algumas regiões permitem circular a pé; outras dependem de carro ou barco. Pesquisar o perfil das praias próximas é mais útil do que escolher somente pelo nome da cidade.
A época do ano altera bastante a experiência. Chuvas, marés, ventos e lotação influenciam passeios. Também é preciso considerar proteção solar, sombra e horários mais seguros. Quem não gosta de permanecer horas na areia pode procurar destinos com centro histórico, trilhas ou gastronomia, criando dias variados sem abandonar o litoral.
Serra não significa apenas frio
Regiões serranas oferecem paisagens, caminhadas, produção rural, gastronomia e pequenas cidades. O inverno pode trazer charme e preços mais altos, enquanto meses amenos favorecem atividades externas. A altitude provoca variação de temperatura ao longo do dia, exigindo roupas em camadas e atenção à previsão.
Estradas sinuosas e distâncias entre atrações devem entrar no planejamento. Uma hospedagem isolada oferece silêncio, mas pode exigir veículo para refeições e passeios. Já ficar no centro facilita caminhar, embora reduza a sensação de retiro. O viajante precisa decidir quanto isolamento deseja e quanto deslocamento está disposto a realizar.
Cidades ampliam escolhas
Um destino urbano reúne museus, parques, comércio, eventos e diferentes cozinhas. Essa variedade ajuda grupos com interesses distintos e oferece alternativas para chuva. Ao mesmo tempo, grandes cidades podem ser barulhentas, caras e cansativas. Escolher um bairro bem localizado reduz tempo em transporte e muda a percepção da viagem.
Não é necessário visitar todos os marcos. Organizar cada dia por região permite caminhar e observar a vida local. Mercados, praças e transporte público também fazem parte da experiência. Quem procura descanso pode preferir uma cidade menor ou reservar períodos livres. O ambiente urbano não obriga um roteiro acelerado.
O clima desejado precisa ser específico
Dizer “quero calor” não informa se a pessoa aceita umidade, chuva no fim da tarde ou noites abafadas. “Quero frio” pode significar temperaturas amenas para caminhar, e não geada. Pesquisar médias históricas e condições atuais ajuda a formar uma expectativa, embora nenhuma previsão elimine variações.
O clima também interfere no custo e na mala. Peças volumosas aumentam bagagem; calor intenso pode exigir transporte em trechos que pareciam caminháveis. Atividades dependentes de neve, mar ou céu aberto precisam de alternativas. O destino ideal continua interessante quando o tempo não corresponde à imagem promocional.
Observe o ritmo dos deslocamentos
Alguns lugares concentram atrações; outros funcionam como região, com cidades e paisagens separadas. Um pacote pode facilitar transporte entre pontos, mas é necessário ler o que está incluído e quanto tempo será passado em trânsito. Horários de saída, duração das paradas e tamanho do grupo alteram o passeio.
Quem prefere autonomia pode escolher uma base e montar saídas independentes. Essa opção exige pesquisa de estrada, estacionamento e funcionamento local. O ritmo deve combinar com os participantes. Crianças, idosos e pessoas com mobilidade reduzida precisam de pausas, acessibilidade e distâncias realistas.
Use o orçamento para priorizar
O custo não se limita à compra inicial. Praia pode envolver passeios de barco e alimentação em áreas turísticas; serra pode exigir carro e refeições na hospedagem; cidade pode somar ingressos e transporte diário. Estimar uma jornada típica revela qual destino cabe no valor disponível sem renúncias constantes.
Também vale decidir onde investir. Uma hospedagem central pode reduzir deslocamentos. Um quarto com cozinha permite preparar algumas refeições. Um passeio guiado pode substituir várias visitas dispersas. Prioridades claras tornam o orçamento uma ferramenta de escolha, não apenas um limite.
Considere a companhia
Casais, famílias e grupos de amigos não precisam compartilhar todos os interesses, mas devem concordar sobre o ritmo básico. Uma conversa sobre sono, alimentação, atividades e gastos evita que a escolha seja dominada pela pessoa que pesquisa mais. Cada participante pode indicar uma prioridade e algo que prefere evitar.
Destinos com opções próximas favorecem autonomia. Enquanto parte do grupo descansa, outra pode visitar uma atração sem comprometer a logística. Essa flexibilidade é especialmente útil em viagens multigeracionais. O roteiro comum pode se concentrar em refeições e atividades importantes, deixando alguns períodos individuais.
Faca um teste de dia imaginário
Para cada destino finalista, descreva como seria um dia comum: onde tomar café, como chegar à atividade, quanto caminhar, onde almoçar e o que fazer se chover. O exercício revela dependências e custos que listas de atrações não mostram. Se o dia parece cansativo no papel, provavelmente será ainda mais na prática.
O teste também mostra qual cenário desperta vontade genuína. Às vezes, o viajante descobre que deseja ler perto de uma janela na serra, e não cumprir trilhas; ou que prefere uma cidade costeira a um resort isolado. A escolha melhora quando a experiência é imaginada nos detalhes cotidianos.
Compare inclusões com o seu modo de viajar
Transporte, hospedagem, refeições e passeios incluídos podem simplificar decisões. Contudo, um serviço só tem valor se seria utilizado. Quem gosta de explorar restaurantes pode não aproveitar pensão completa. Quem não dirige pode valorizar traslados. Ler horários, localização e regras é essencial para entender a liberdade disponível.
Depois dessa leitura, praia, serra e cidade deixam de ser categorias concorrentes e viram respostas possíveis. O destino mais adequado é aquele que combina clima, energia, companhia, orçamento e curiosidade. A viagem começa a fazer sentido antes mesmo da reserva porque foi escolhida pela vida que poderá acontecer ali, e não apenas pela paisagem.
Pesquise a rotina local
Horários comerciais, dias de fechamento, calendário de eventos e disponibilidade de transporte podem alterar a decisão. Uma cidade tranquila durante a semana pode receber grande movimento no fim de semana. Uma região de praia pode reduzir serviços fora da temporada, enquanto um destino serrano pode concentrar restaurantes em poucos dias. Conhecer essa rotina evita chegar com expectativas incompatíveis.
Também convém observar regras ambientais e culturais. Algumas áreas exigem agendamento, guia ou limite de visitantes; outras pedem cuidados com vestimenta e comportamento. Essas informações não diminuem a espontaneidade. Elas permitem participar do lugar com respeito e selecionar atividades que realmente estarão acessíveis no período da viagem.
Consultar fontes locais perto da partida ajuda a confirmar mudanças sazonais e evita depender de informações antigas.
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